Cultura Pop
O Kiss no divã: como um psiquiatra enganou a banda, abandonou a família e sumiu do alcance da polícia

De vez em quando a gente esbarra numas histórias bem inusitadas sobre o universo do rock. Uma delas, especialmente, descobri tem um tempinho e fiquei estupefato de não conhecer. Durante a fase sem-máscara (quando lançaram uma série de álbuns chatos, com hits esparsos), o Kiss contratou como empresário um sujeito chamado Jesse Hilsen. Que vinha a ser ninguém menos que o terapeuta de Paul Stanley e era um premiadíssimo e conhecido psiquiatra.
Seria apenas mais um desses casos estranhos em que rock e psiquiatria se encontram (como o relacionamento entre Brian Wilson, dos Beach Boys, e seu ex-psiquiatra Eugene Landy). Só que depois Hilsen revelou-se um escroque da mais alta linha, além de um fugitivo dos mais ariscos. O investigador Steve Rambam, que já caçou nazistas, ladrões de joias e gente aparentemente bem mais cascuda, foi escalado para encontrá-lo após se passarem mais de dez anos do seu desaparecimento, sem deixar pistas
O crime de Jesse? Apesar de ter feito ganhos anuais que chegaram a mais de US$ 700 mil quando empresariava os ex-mascarados (entre os desgracentos anos de 1988 e 1992), declarou falência. Abandonou a família (passou a pagar uma pensão que chegava a US$ 300) e, em 1994, desapareceu dos Estados Unidos. Sua mulher e seus dois filhos deixaram um confortável apartamento em Nova York para morar num abrigo para pessoas sem-teto, e passar fome.
Deparei com essa história maluca há alguns anos quanto assistia ao programa Sem saída, no canal Investigação Discovery (confira o trailer aqui). Em meio à salada de casos reais que a série apresenta, surgiu a história de Hilsen, que deve ter aparecido em alguma biografia dessas da banda (algumas saíram no Brasil), mas que me era totalmente desconhecida. Usando dez nomes falsos e abusando do sangue frio, Hilsen escondeu-se na Holanda, em Israel (é judeu, assim como os dois líderes do Kiss e o próprio Rambam) e na África do Sul. Foi encontrado pelo investigador quando passava um tempo abrigado na casa de um tio em Westkill, Nova York.
O que deixa qualquer um espantado na história toda: 1) a frieza e o mau-caratismo de Hilsen, um cara que bem antes de se envolver com o Kiss já relegava a família a uma espécie de limbo sentimental e só se preocupava com o próprio enriquecimento; 2) o fato de ele realmente ter ficado fora do alcance da polícia dos Estados Unidos por uma década. O FBI não conseguiu nada ao investigar o caso. O próprio Kiss mal sabia (ou parecia mal saber) da situação: Paul Stanley e Gene Simmons só souberam que Hilsen era procurado pela polícia quando Rambam, que é fã do grupo, os procurou nos bastidores de um show em Chicago em 2003, no dia do ano novo judaico – o investigador abriu a conversa com um “shana tova” e despertou a atenção da dupla, que teria passado a colaborar imediatamente.
Bom, encurtando a história, Hilsen acabou sendo condenado em 2005 e obrigado a pagar US$ 162.000 à mulher – uma bagatela, se comparado ao que ele realmente devia à esposa e aos filhos, já adultos na época. Admitiu que não agiu certo e que pensou apenas em seu crescimento financeiro. O que espanta mais ainda é que, em meio a essas negociações, ele conseguiu manter sua licença médica. Aparentemente – a não ser que ele tenha um xará – ele trabalha hoje como alergista e imunologista em Albany, Nova York.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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