Cultura Pop
O “hino punk” da Pantera Cor-de-Rosa

O trocadilho “Pink Panther punk” é, digamos, bastante atraente por si só. Agora imagina se realmente alguém resolvesse, com esse nome, lançar um LP que mostrasse a Pantera Cor-de-Rosa aderindo aos alfinetes na bochecha e aos três acordes? E mais: imagina se esse disco lançasse mão de covers de gente como Pink Floyd, Billy Joel, Doobie Brothers e até de um bizarro hino punk que, de punk, não tem nada?
Pois é, esse disco saiu em 1981, e por um selo especializado em música infantil chamado Kid Stuff. “Pink Panther punk” mostrava a Pantera entrando “no mundo maluco do rock”, e trazia alguém se passando pela personagem, cantando músicas como “It’s still rock and roll to me” (Billy Joel), “Another brick in the wall” (Pink Floyd), “What a fool believes” (Doobie Brothers) e até mesmo “Call me”, hit pós-punk e pós-disco do Blondie. Na capa, a personagem não apenas não aparecia fantasiada de Sid Vicious como também tocava instrumentos que horrorizariam a turma mais radical, como sintetizador e saxofone. Na contracapa, uma propaganda do selo pedia aos pais que introduzissem os filhos no “círculo mágico da imaginação”.
“It’s punk”, hino punk da Pantera, você ouve aí embaixo – é a única coisa do disco que dá pra achar no YouTube. Trecho da letra, que mais parece coisa de musical de colegial: “Por que todo mundo aponta para a gente e nos olha feio/quando estamos de casaco de motociclista e com roupas loucas?/talvez seja nossa maquiagem ou nosso cabelo verde e roxo/sei que eles têm seus motivos mas francamente não estou nem aí”.
O responsável por esse e vários outros discos do Kid Stuff morreu há quase 30 anos (foi em julho de 1987) e era um produtor e músico americano chamado John Braden. Ele também produziu discos, para o mesmo selo, licenciados de personagens como Garfield e Barbie. Como cantor e compositor, gravou um único disco em 1969 pela A&M, com músicas próprias, algumas covers (como “I want you”, de Bob Dylan) e trazendo Ry Cooder na guitarra em uma das músicas. E se você jogou Atari, Braden fez parte do seu dia a dia e você nunca soube: ele desenvolveu roteiros e trilhas de jogos (como Missile comand e Asteroid) para a empresa. Olha aí duas outras historinhas faladas que ele fez para a Kid Stuff, com Transformers.
https://www.youtube.com/watch?v=BVFzgT4Q0bk
https://www.youtube.com/watch?v=vDhlEH6iKYM
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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