Cultura Pop
Quando o Cake gravou Bread

A banda Bread (pão, em português), sucesso nos anos 1970 com hits como Friends and lovers e The guitar man, costuma ser mais associada às rádios AM, e não ao rock ou ao universo indie. Só que num desses cavalos de pau que o mundo pop dá, de uma hora pra outra uma turma de músicos do som alternativo da década passada se descobriu fã do soft rock do grupo.
Daí surgiu em 2005 o disco Friends and lovers (Bad Man Recording Co.), com vários hits do grupo fundado por David Gates, Rob Royer e James Griffin.Todos interpretados por gente como John Rouse, Paula Frazier, Call and Response, Jon Auer (dos The Posies), Ken Stringfellow (também dos The Posies), Holy Sons e outros. Era a geração anos 1990/2000 assumindo o poder que as canções da banda, geralmente associadas ao pop folk setentista, exerciam em todo tipo de plateia.

Olha aí Jon Auer defendendo Games of magic. E, em seguida, Paula embelezando Everything I own. No Brasil, essa última foi gravada pela cantora Diana como Tudo que eu tenho.
Vocalista da banda britânica de shoegaze Slowdive, Rachel Goswell fez uma versão meio ácida de If, um dos maiores hits do Bread. Aliás, até Angélica gravou isso em português, como você se lembra.
E uma releitura que ficou famosa foi a da banda norte-americana Cake (er, bolo, em português). O grupo releu nada menos que o maior hit do Bread, The guitar man.
Aqui, tem uma resenha da coletânea, em inglês.
John McCrea, frontman do Cake, teve papel importante em Friends and lovers. O Cake foi uma das poucas bandas próximas do mainstream a aparecer no disco. E aliás, McCrea deu entrevistas na época do lançamento da coletânea, lembrando-se de que Guitar man estava muito ligada à sua história de vida.
“O fato de termos gravado essa música foi uma coincidência da qual eu nem me lembrava. Quando estávamos trabalhando nela, lembrei-me de ir à biblioteca pública e ouvi-la quando tinha dez anos”, explicou aqui. “Na época, não entendi a música, mas hoje sou músico de turnê e percebo como tudo é deprimente”.
Por sinal, a releitura de Guitar man criou um problema para a banda dentro de sua gravadora, a Sony. Isso porque a empresa não queria liberar a canção para a coletânea. Logo que foi gravada, ela foi lançada como uma das músicas de Pressure chief, quinto disco do Cake, de 2004.
McCrea recorda que depois de muito bate-boca, a canção foi liberada. “Não estamos mais na Columbia por razões como essa. Vamos lançar nosso próximo álbum por conta própria”, anunciou McCrea. O grupo passou a lançar seus discos pelo selo Upbeat Records. Ganhou mais independência, mas o grupo foi deixando o mainstream aos poucos.
Enfim, já que você chegou até aqui, pega aí o Cake ao vivo em Paris no ano passado. Guitar man não estava no roteiro, mas as releituras do grupo para War pigs (Black Sabbath) e I will survive (Gloria Gaynor) estavam na lista.
(a ideia deste texto foi roubada de um tweet do Márcio Viana)
Por falar em John McCrea, lembrei desse momento da banda Bolo fazendo cover da banda Pão. https://t.co/GR9L4RoT5j
— Rage Against the Marcinho™ (@quasemarcio) July 30, 2020
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Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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