Cultura Pop
Nove discos lançados em… disquete (sim, isso existe)

Lançar discos em vinil é o máximo da hipsterização, certo? Errado: desde a década passada tá rolando silenciosamente um movimento de pessoas que lançam álbuns e singles em… disquete. Sim, os antigos floppy disks, que ainda circulam por aí mais do que você imagina – bem como os floppy drives, que continuam à venda (no Mercado Livre, há modelos até por R$ 28).
Vale dizer que não se trata de uma modinha que atingiu a galera que produz e consome música pop comum. Quem se envolve com esse tipo de produção geralmente é uma turma mais ligada a sons experimentais, alternativos, eletrônicos e corrosivos (ao lado, você confere o floppy disk da banda Toxic Chicken, do qual falamos mais abaixo). E que tem pouco ou nenhum interesse em ser ouvida da mesma forma que ícones comuns do rock ou da música pop. Possivelmente você até nunca ouviu falar de alguns desses artistas.
E se você tá achando que é brincadeira, leia aqui (em inglês) essa entrevista com o dono do selo Floppy Kick, com base na Hungria, e que lança álbuns às vezes em três, quatro floppy disks (cada disquete com uma faixa). O cara leu uma entrevista com donos de selos que trabalham exclusivamente com arquivos musicais de poucos bits e decidiu experimentar (aqui, você encontra um alegado passo a passo de como gravar os disquinhos – não testamos).
Vale dizer que não se trata de uma maluquice inventada agora. Nos anos 1990 rolava, às vezes, de gravadoras fazerem lançamentos de singles ou até de discos inteiros no formato disquete. A Columbia usou os floppy disks para lançar faixas de nomes como Harry Connick Jr, Patra e Shawn Colvin, em ações promocionais. Não foi uma ideia que vingou. E hoje em dia, sim, é um hábito zoável. Olha o que sobra para uma pobre pessoa que decidiu consultar um fórum e perguntar sobre formatos para lançamentos de álbuns em floppy disk (você lê o fórum aqui).

“Se você estiver tomando drogas, pare. Se forem prescritas, siga a prescrição”

“Insira sua piada hipster aqui”

Esse (a) tentou ajudar: “Falando sério agora: você vai ter 1,44 MB. Não vai dar pra ter muito áudio, nem mesmo com o formato mais ridículo de compressão. Qual o tempo de reprodução do seu disco?”
E pega aí nove discos dessa turminha muito louca que adora aprontar uma grande confusão musical, só que escolhe uns formatos que ninguém mais consegue tocar. Em alguns casos, o vídeo é meramente ilustrativo, porque nem no YouTube você acha esses troços.
SASCHA MULLER – “ACID MONSTER” (Independente, 2017). DJ da Alemanha, Sascha tem uma discografia bastante extensa – põe tudo em seu Bandcamp. Acid monster é um de seus discos que saíram no formato de disquete. Há poucos dias, em 26 de junho, Sascha chegou ao ápice da hipsterização: lançou um álbum chamado Anti-data, que contém 25 faixas novas lançadas num harddrive. “Só que eu destruí o harddrive e as músicas nunca poderão ser tocadas ou resgatadas. Limitado a quatro cópias!”. Compre já a sua, por 25 euros.
https://www.youtube.com/watch?v=E2QXWGup4Ro
TOXIC CHICKEN – “ON A BUDGET” (Floppy Kick, 2017). Grupo de música eletrônica e synth pop da Hungria, que curte brincar com a situação de estar na contramão do mercado – o álbum tem faixas como Small budget music e Industrial music for sweet lobit goths. O álbum saiu em 5 cópias de disquetes reciclados e em download.
I HATE MODELS – “THE LOST TAPES” (Aries, 2016). Música industrial, eletrônica e barulhenta, lançada em vários formatos – WAV, MP3, FLAC. E também em disquete. E também no YouTube.
PLANNING FOR BURIAL – “I MISS OUR CONVERSATIONS, I’M SORRY” (Tycho Magnetic Anomalies, 2016). Definido como “electronic” e “rock”, o projeto do americano Tom Wasluck é, na verdade, de dreampop depressivo e tenso. Alguns climas e músicas mais pesados deixam o som próximo do death metal. I miss tem um minutinho, saiu em disquete e em fita cassette. Sumiu da web.
ANLA COURTIS -“KAYROPHONICS” (Floppy Kick, 2017). Lançado em tiragem limitadíssima, e dividido em quatro floppy disks, o EP desse músico experimental argentino é mais um dos vários projetos sui generis no qual ele se envolveu. Ele já gravou um sem-número de singles e EPs, vários em colaborações com amigos (um deles o bombadíssimo DJ brasileiro Alok).
GOVERNMENT ISSUE – “DEMOS” (Crapoulet, 2013). Não tem só gente da eletrônica: essa banda punk americana que existiu entre 1980 e 1989 teve lançado recentemente um disco de demos em dois disquetes. O som tem lá sua dose de experimentalismos e é bastante sujo.
BADBADNOTGOOD – “UP” (Innovative Leisure Records, 2016). O grupo de jazz canadense, que esteve há pouco no Brasil, distribuiu uma versão disquete (som em 40kbps) dessa música numa promoção num coffee shop de Los Angeles. Olha a versão disquete aí.
KYLIE MINOISE – “FLOCK OF SCYTHES” (Floppy Kick, 2015). Banda eletrônico-barulhenta muito doida, liderada por um cara chamado Lea Cummings, que se joga no palco: se machuca, quebra microfones, instrumentos… Loucura.
PUBLIC ENEMY – “THERE’S A POISON GOIN’ON…” (Atomic Pop, 1999). O grupo de rap norte-americano inovou no fim dos anos 1990. O Public Enemy lançou seu sétimo disco inicialmente para download num site (hoje extinto) chamado Atomic Pop. E depois cometeu a ousadia de soltá-lo em disquete, numa época em que o formato já estava sumindo do mercado de informática e estava claro que não serviria para lançamentos musicais.
Já que você curte coisas esquisitas, pega aí o disco do Stalaggh, Projekt misanthropia.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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