Cultura Pop
Nik Turner: álbum “espacial” do ex-Hawkwind com seu grupo Sphynx volta em edição de luxo

O saxofonista e flautista britânico Nik Turner foi integrante da banda punk-progressiva Hawkwind na época mais produtiva do grupo (entre 1969 e 1976, com direito à presença do futuro líder do Motörhead, Lemmy Kilmister, no baixo por alguns anos). Só que acabou sendo demitido do grupo algumas vezes. O primeiro bilhete azul, conta-se, foi por causa de seu estranho hábito de sair tocando por cima de seus colegas de banda e atropelar todo mundo no palco, musicalmente (em uma entrevista, Turner disse que, basicamente, ele “queria muita liberdade”).
Responsável pelo design sonoro da banda na época, e autor de muitas músicas importantes, Nik fez falta – tanta falta que voltaria outras vezes e, até morrer, em novembro de 2022, tocava adiante uma turnê na qual revisitava o repertório da banda. O problema é que a tal turnê se chamava Nik Turner’s Hawkwind, e não apenas o Hawkwind ainda existe, comandado pelo fundador Dave Brock, como não aprovou nem o uso do nome, nem a confusão provocada por dois grupos parecidos circulando. Turner alterou a banda para Space Ritual (nome de um álbum ao vivo de 1973) e tudo continuou nos conformes.
Seja como for, a primeira demissão de Turner do Hawkwind foi curada com trabalho e doideiras. O músico foi passar férias no Egito, convidado por um amigo, que por acaso foi deportado quando o saxofonista aportou no Cairo. Sem ter pra onde ir, resolveu fazer uma visitinha básica à Grande Pirâmide de Gizé e começou a tocar flauta por lá (segundo ele, no topo da pirâmide). Àquela altura do campeonato, era o que dava para fazer.
Depois, por intermédio de um sujeito que conheceu num café, Nik conseguiu autorização para tocar flauta durante três horas dentro da pirâmide, no sarcófago da Câmara do Rei – um material que acabou sendo registrado num gravador. Só que o registro original ficou prejudicado por um zumbido qualquer. Nik perguntou: “Posso voltar e gravar de novo?”. Sem problemas (ao que consta, ele precisou apenas pagar um ingresso, como um visitante comum, para fazer isso).
Mais sorte ainda: ao voltar para a Inglaterra, Nik decidiu ir bater um papo com a gravadora do Hawkwind, a Charisma, e convenceu o selo a dar um tratinho no material, incluindo outros músicos – como os integrantes do Gong Mike Howlett (baixo) e Tim Blake (sintetizador) – e mixando tudo com qualidade profissional. Tudo foi completado com o próprio Turner soltando a voz e declamando letras de sua autoria, adaptadas do Livro Egípcio dos Mortos.
Foi assim que nasceu Xitintoday, primeiro disco do Nik Turner’s Sphynx, nova banda de Nik, uma pérola de rock espacial lançada em abril de 1978 em meio a ataques do punk, do pós-punk, da new wave e da disco music nas paradas. O álbum saiu com um livro de 16 páginas, teve uma gama de shows de lançamento (o Sphynx tocou até numa das datas do festival Rock Against Racism) e foi recebido pela crítica como um disco impenetrável e misterioso, com faixas perturbadoras e místicas como The awakening (Life on Venus), The Hall Of Double Truth, Thoth e Isis And Nephthys.
A novidade é que o selo Purple Piramyd está relançando o álbum em edição de luxo, num LP em cor dourada, mantendo o trabalho gráfico original, com direito ao tal booklet de 16 páginas. O disco ainda vem com um CD brinde com a gravação original feita por Nik na pirâmide. O álbum está nas plataformas e está igualmente no Bandcamp do selo. Ouça aí e viaje.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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