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Cultura Pop

Napalm Death num programa infantil da BBC em 1989

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Tem alguns tópicos que são batidos quando se fala da banda britânica de grindcore Napalm Death: 1) a curta duração do single You suffer (apenas um segundo), de 1987; 2) as sucessivas mudanças de formação do grupo (que não tem mais nenhum integrante original desde os anos 1990); 3) a porradaria que é o som da banda, ainda mais ao vivo.

Pelo menos o primeiro e o segundo itens chamaram a atenção da produção de um programa educativo da BBC, o What’s that noise, que resolveu (olha só!) convidar o Napalm Death para uma pequena aparição numa das edições. O grupo foi lá em 1989, apareceu na telinha justamente tocando o tal hit de um segundo, You suffer, e aproveitou para divulgar o álbum que estava lançando na ocasião – o segundo do grupo, From enslavement to obliteration.

O alto volume do som da banda, a pouca duração de You suffer e o fato de não dar para entender direito as letras foram alguns dos assuntos levantados na ocasião pelo apresentador Craig Charles (conhecido na época por sua participação numa série de ficção científica da BBC, Red dwarf). O então vocalista, Lee Dorrian, avisa que You suffer não representa o que era o Napalm Death naqueles tempos e que a canção já tinha alguns anos. Craig elogia as letras do grupo e faz uma pergunta que talvez uma criança fizesse: por que fazer letras tão interessantes se não dá para entender nada nos shows? Dorrian garante que as palavras não são decifráveis à primeira vista, mas que o público é levado a entrar no espírito da banda.

O Napalm estava para entrar em mais uma fase de mudanças naquele período. Lee abandonaria o grupo para tocar doom metal do Cathedral (Mark “Barney” Greenway entraria em seu lugar e está lá até hoje, e nem os fãs da antiga reconhecem mais o Napalm sem ele). O batera Mick Harris, cuja referência ao death metal é erradamente interpretada pela produção do What’s that noise como “deaf metal” (metal surdo) abandonaria o Napalm Death por bandas como Scorn e Pain Killer. O guitarrista Bill Steer já estava no Carcass e ficaria por lá mesmo. O baixista Shane Embury é o único que ainda está na banda. Até aquele período, o Napalm Death era uma banda de formação tão confusa que Scum, o primeiro álbum (1987) tinha sido gravado por um line-up no lado A e outro no B e nenhum dos dois repetia músicos.

No final, surpresa: Craig (observado por um Bill Steer parecendo meio contrariado) avisa que a música que o público vai ouvir é “música para jovens, um passo além de Kylie Minogue” e a banda toca a faixa-título do disco novo. Vale dizer que a produção se animou a colocar um aviso de danos para os pais (por causa do alto volume) mas ninguém esquentou muito a cabeça com pessoas que têm convulsões por estímulos visuais. Pega aí.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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