Cultura Pop
Memórias de Phelge, personagem misterioso da história dos Rolling Stones

O crédito Nanker Phelge aparece em cerca de quinze músicas gravadas pelos Rolling Stones no comecinho da carreira. Uma delas, Godzi, nunca chegou a ser gravada – e há quem diga que Paint it black também poderia ter saído com esse crédito, apesar de ser oficialmente uma canção de Mick Jagger e Keith Richards. O single com The last time, que saiu no dia 26 de fevereiro de 1965, tinha por exemplo Play with fire, atribuída a esse nome, no lado B.

Nanker Phelge (ou Nanker/Phelge, como se fossem dois autores) era na verdade um apelido que os Stones arrumaram para anunciar que a música era uma composição feita por toda a formação dos anos 1960: Mick, Keith, Brian Jones, Bill Wyman e Charlie Watts. Algumas dessas músicas (pelo menos as primeiras) incluíam também o sexto stone Ian Stewart como compositor. E Andrew Loog Oldham, primeiro empresário da banda, alega que a nomenclatura também o incluía como coautor.
O nome ressurgia ocasionalmente e, em 1989, Keith Richards afirmou à Playboy que o nome “Phelge” na verdade, era referência a um amigo que dividiu com ele, Mick Jagger e Brian Jones um apartamento fétido na região de Edith Grove, em Londres, bem antes da fama dos Stones. James Phelge, segundo ele, era um cara que “vivia com uma cueca na cabeça” e dividia brincadeiras imbecis com os amigos. “Nanker”, por sua vez, era uma referência a uma careta idiota que tanto ele quanto seus colegas faziam, com os dedos nos narizes. Olha aí Keith Richards e Brian Jones fazendo uma pequena demonstração.

James Phelge varou as décadas como um personagem bem misterioso da história dos Stones. Até que ele mesmo decidiu quebrar seu próprio silêncio de vez e… Bom, se tinha tanta gente lançando livros sobre os Rolling Stones, por que não ele? Nankering with the Stones, livro de memórias de James Phelge, saiu em 2000, e finalmente revelou que Phelge era, antes de tudo, o cara mais maluco (e “nojento”, como os próprios colegas afirmam) daquela turma.
O amigo dos Stones, segundo o próprio Keith Richards, era mais gozador e escroto que todo mundo ali junto. Como se não bastasse a cueca na cabeça, ele costumava trancar pessoas no banheiro comunitário do prédio onde moravam e puxava um gravador para gravar as reações das vítimas, além de registrar o decorrer de atividades fisiológicas até o momento de apertar a descarga.
Com a fama do grupo, Phelge perdeu o contato com os Stones. Montou uma loja de guitarras em Londres e passou a viver disso. Um dia foi ler biografias da banda e descobriu que mal era citado. Mas tinha gente prestando atenção nele. O produtor Kim Fowley, descobridor das Runaways, tornou-se amigo de Phelge e costumava dizer que ele era do tipo que “tudo que tocava virava ouro”, porque tinha conhecido várias pessoas antes que atingissem a fama. Phelge levou tão a sério as observações de Fowley que começou a escrever um livro chamado Touch me and you famous. Mas quando foi botar os Stones na roda, descobriu que tinha material para três livros.
Assim que o livro de Phelge saiu, ele deu algumas entrevistas. E, que surpresa, apesar de não manter mais contato com os Stones, ele revelou que ao ver os caras em ação no palco, conseguia enxergar muito do que ele já via neles quando Mick, Keith e Brian eram só três porcalhões juvenis. Também queixou-se de ver a memória do guitarrista original dos Rolling Stones, Brian Jones, resumida a comentários nada elogiosos.
“As pessoas sempre citam o problema dele com as drogas e as várias crianças, etc. Pode ser difícil lidar com ele, claro, mas isso acontece com muitas pessoas também. Posso pensar em um ou dois outros que tiveram problemas com drogas, para não falar de filhos ilegítimos. Deve ser fácil escolher dois nomes. Talvez o fato de a memória de Brian não morrer incomode algumas pessoas”, afirmou.
Já que você chegou até aqui, pega aí Stoned, improviso malucão gravado pelos Stones em 1963, e a melhor música creditada a Nanker Phelge.
Via James Phelge e Angelfire.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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