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A Balsa faz indie pop etéreo e experimental no novo single “Sailor moon”

Duo de indie pop formado por duo de indie pop formado por Fil (vocalista e compositor) e Bari (multi-instrumentista e produtor), A Balsa pôs em seu novo single a vontade de reencontrar as pessoas fora da internet e das telas. A etérea Sailor moon marca o início de uma nova fase do grupo e integra uma tríade de singles inéditos — os primeiros desde o lançamento de seu álbum de estreia, em 2024.
“É uma canção que reflete sobre as relações humanas no mundo contemporâneo, estabelecendo um contraponto direto entre os encontros reais e as relações mediadas pelo ambiente digital, muitas vezes distantes, rápidas e impessoais”, conta o duo no release, chamando a atenção também para o som bastante experimental da música, cheia de teclados: algo que dá até um contraste com o pedido por uma vida mais “orgânica”, que a música faz.
Para manter o clima de proximidade, A Balsa decidiu resgatar as origens do projeto: gravou tudo em home studio, e a ideia foi reforçar a simplicidade e a força da composição – pra reafirmar que uma música pode ser suficiente se for boa. Fil e Bari fizeram a música em parceria e co-produziram ao lado de Gabriel Buchmann.
Um outro detalhe bem legal sobre a música: o título Sailor moon foi inspirado no poeta Waly Salomão, que usou no começo dos anos 1970 o codinome Waly Sailormoon – ele é uma das principais referências da banda. “A escolha do nome dialoga com o espírito livre, experimental e contracultural presente tanto na obra do poeta quanto na identidade do grupo”, contam.
Foto: Divulgação
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Henry Rollins e Ian MacKaye vão lançar disco inédito dos Cramps

Nos anos 1980, era comum que bandas punk passassem por certos locais nos Estados Unidos e mudassem vidas para sempre. O Black Flag, liderado por um vocalista chamado Henry Rollins, esteve em Seattle em 1984 e ensinou a toda uma geração de adolescentes (Kurt Cobain entre eles) como seria o rock daí pra diante. E anos antes, em 1979, Rollins – que ainda não fazia parte do Black Flag – estava na plateia do LBJ Club, em Washington, D.C., pronto para assistir ao show de uma banda iniciante chamada Cramps.
Nessa época, aliás, nem sequer existia Henry Rollins – havia Henry Garfield, nome verdadeiro do futuro músico e escritor. Os Cramps nem sequer haviam lançado seu primeiro disco, mas impressionavam pelo grau de loucura no palco, e pela união de terror, clima de HQ, rockabilly, psicodelia e vibe gótica. E na plateia naquele dia, estava também Ian MacKaye, futuro criador do Minor Threat e Fugazi, que também ficou impactado com aquele show. Agora, Henry e Ian estão juntos num projeto bem especial: lançar um álbum inédito do The Cramps, produzido por Alex Chilton (Big Star).
Não é o primeiro trabalho dos dois juntos: no começo do ano, eles se reuniram para lançar um single perdido, gravado em 1977, da banda punk britânica The Adverts. Também não é o primeiro envolvimento de Henry com relançamentos: nos anos 1990 ele e o produtor Rick Rubin montaram o selo Infinite Zero, que repôs nas lojas álbuns esgotados de Gang Of Four e Devo – em CD e com faixas bônus. O lance com os Cramps, aliás, vai durar mais que apenas um disco: eles estão trabalhando com Poison Ivy Rorschach, a guitarrista do grupo, no projeto de relançar uma série de discos da banda, além de pôr à venda merchans oficiais.
Poison Ivy e seu falecido marido, o vocalista Lux Interior, morto em 2009, foram os únicos membros permanentes do The Cramps. Ela montou recentemente a Cramps, Inc. com Larry Hardy, dono do selo In The Red Records, e com Jimmy Maslon, ex-produtor do grupo. Juntos, eles estão relançando o selo Vengeance, do The Cramps, e botando para girar uma nova linha de produtos da banda. “Ivy é a principal beneficiária. Larry e Jimmy estão cuidando de toda a logística. Eles são perfeitos para isso”, conta Rollins.
E Henry e Ian com isso? Bom, os dois montaram a RAM Prod (r de Rollins, a de “and” e M de MacKaye) e estão “trabalhando em nome da The Cramps Inc., criando ideias para lançamentos, cuidando da manutenção das fitas, edição, mixagem, masterização e corte do acetato”. O tal disco dos Cramps com Chilton na produção se chama Gravest gravy, e foi gravado em 1977 – e é o primeiro produto no qual a dupla vem se concentrando.
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O disco poderia ter sido o primeiro da banda, mas não foi gravado com essa intenção. Acontece que em 1977, os Cramps gravaram seus dois primeiros singles, Surfin’ bird / The way I walk e Human fly / Domino, com Chilton como produtor, pelo seu próprio selo, Vengeance. E nessas sessões foram gravadas várias outras faixas – algumas delas até surgiram em discos e coletâneas da banda. O conjunto todo de músicas foi revisitado por Lux e Poison nos anos 1980, com o casal mixando algumas, e Chilton, outras.
O nome Gravest gravy surgiu nessa época, e o disco chegou a ganhar uma capa, com foto de Stephanie Chernikowski – mas acabou não saindo. Rollins conseguiu localizar a foto, reconstituiu o disco, e Gravest gravy sai no dia 21 de agosto pela Vengeance.
“As faixas de Gravest gravy estavam contidas em sete bobinas de 1/4 de polegada. Seis foram geradas por Lux e Ivy, e uma por Alex. As fitas foram cuidadosamente transferidas por Brian Kehew”, contaa Rollins. “Muitas das músicas tinham várias mixagens. Precisávamos determinar quais seriam as melhores. Após várias noites de audição atenta e anotações detalhadas, consegui entender as mudanças feitas de uma mixagem para outra. Em poucas noites, pude determinar que a última mixagem de cada música era a definitiva. As faixas não só soavam em seu potencial máximo, como também faziam sentido”.
“Gravest gravy é um verdadeiro tesouro. Você encontra uma performance de Hungry, do Paul Revere and the Raiders, lançada em 1966, que fez parte dos primeiros repertórios da banda, mas logo saiu. Para tornar a música ainda mais interessante, Alex Chilton entra tocando órgão. Outro cover antigo do The Cramps, Problem child, escrita por Sam Phillips, também está no disco”, continua ele. “O que você encontra em Gravest gravy é pura genialidade registrada em fita por uma banda que estava diretamente ligada à corrente principal do rock’n roll, produzida por um visionário maníaco chamado Alex Chilton”.
Saiu já um clipe para a faixa TV set, dirigido por Jason Willis. Abaixo você confere clipe e lista de faixas.
01 Weekend on mars
02 Twist & shout
03 Jungle hop
04 Can’t hardly stand it
05 Hungry
06 The natives are restless
07 Domino
08 Can’t find my mind
09 Rockin’ bones
10 Problem child
11 Rocket in my pocket
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Pense anuncia gravação de show na Casa Natura Musical

A Casa Natura Musical costuma funcionar como uma casa mais voltada à MPB – mas no dia 5 de junho, ela vai se abrir para o hardcore. A banda Pense vai registrar lá nesse dia o audiovisual Talvez tenhamos tudo. E a ideia do grupo é fazer da gravação um marco da passagem do hardcore para outros palcos onde o estilo musical não costumava chegar.
“O recado é claro: o hardcore já não cabe apenas nos porões abafados, nos galpões DIY ou nas casas tradicionais da cena. Agora ele ocupa teatros, palcos institucionais e novas camadas culturais sem abandonar a própria essência”, diz o grupo no texto de lançamento.
O Pense existe há quase duas décadas como banda independente – em meio a mudanças de formação, turnês e shows. Com o audiovisual pretendem registrar o novo ciclo, que rendeu uma turnê grande. “A gente entendeu que não era mais só sobre lançar um disco. Era sobre registrar quem a Pense se tornou ao vivo, agora, nesse momento. A banda passou por uma reconstrução muito intensa e hoje sentimos que chegamos num lugar forte artisticamente”, afirma o vocalista e guitarrista Ítalo Nonato.
A banda conta que vai fazer arranjos novos para as músicas, e ainda vai levar uma série de convidados para o palco: os confirmados são Rodrigo Lima (Dead Fish), Teco Martins (Rancore), Gabriel Zander, Lê (Gritando HC), Renan Samam, Moa Oliveira e Naia Lima. Além disso, o som do grupo vem conversando com elementos do rap, da música urbana e até da MPB. “O rock sempre conversou com outras culturas urbanas. A diferença é que agora a gente está deixando isso visível sem medo nenhum”, resume o guitarrista Daniel Avelar.
E quanto a tocar na Casa Natura? “Tem algo muito forte em imaginar que, algumas semanas depois de nomes gigantes da música brasileira passarem por aquele palco, vai ter a Pense tocando hardcore ali. Isso muda a percepção sobre o que a nossa cena pode alcançar”, comenta Ítalo Nonato.
Foto: Lucas Silva / Divulgação
SERVIÇO
PENSE | “Talvez Tenhamos Tudo” (gravação do audiovisual ao vivo)
Data: 05/06/2026 (sexta-feira)
Horários: abertura da casa: 19h30 / início do show: 21h
Local: Casa Natura Musical (Rua Artur de Azevedo, 2134 – Pinheiros, São Paulo)
Classificação: 18 anos
Ingressos: de R$ 30 a R$ 200, via Sympla
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Jungle vem ao Brasil em 2027, e os ingressos vêm bem antes

O trio britânico de música eletrônica e neo-soul Jungle vai fazer show único no Brasil no Espaço Unimed, em São Paulo. A apresentação é só dia 30 de março de 2027, mas (siga a agenda) os ingressos ganham pré-venda a partir desta quinta (28), às 10h, por inscrição no site da Eventim. No dia 1 de junho, também às 10h, começa a pré-venda com uma senha para fãs e super-fãs do trio no Spotify. A venda para o público geral tem início no dia 2 de junho, às 10h, pelo link oficial.
O show marca a quinta visita deles ao país, após sua apresentação ao pôr do sol no Lollapalooza 2024. A data de 2027 faz parte da tour mundial que passa pelos EUA, Reino Unido e Europa no segundo semestre de 2026, antes de seguir para a Austrália e América do Sul no ano seguinte.
O anúncio da vinda coincide com o lançamento do novo single The wave, que adianta o quinto álbum de estúdio, Sunshine, com lançamento previsto para 14 de agosto. Uma música que tem influência da música brasileira dos anos 1960 e 1970, e que une vocais ligados à disco music e grooves setentistas – e cuja melodia é tão sonhadora quanto a de Carry on, single anterior, que também estará no álbum.
Com Sunshine já devidamente apresentado aos fãs, o repertório vai trazer muitas músicas do álbum, além de hits como Busy earning, The heart, Casio, Candle flame e Keep moving.
Foto: Mason Rose / Divulgação
Serviço
JUNGLE – World Tour 2027
30 de março de 2027 – terça-feira
Ingressos:
Pista: R$ 300 (meia) / R$ 600 (inteira)
Pista Premium: R$ 490 (meia) / R$ 980 (inteira)
Camarote A: R$ 550 (meia) / R$ 1100 (inteira)
Camarote B: R$ 495 (meia) / R$ 990 (inteira)
28/5 às 10h – Pré-venda na Eventim mediante inscrição
1/6 às 10h – Pré-venda para fãs e superfãs do trio no Spotify
2/6 às 10h – Venda aberta para o público em geral na Eventim
Local: Espaço Unimed
Endereço: Rua Tagipuru, 795, Barra Funda, São Paulo – SP
Abertura da casa: 19h30
Horário do show: 21h30
Classificação etária: +18
Ingressos aqui



































