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Cultura Pop

Memórias do primeiro ano de sucesso: Brian Epstein

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Memórias do primeiro ano de sucesso: Brian Epstein

Poucos meses de carreira mundial talvez sejam pouco tempo para uma pessoa ilustre fazer sua autobiografia. Aliás, talvez essa pessoa nem sequer seja tão “ilustre” assim para já ter um livro de memórias. Bom, o empresário dos Beatles, Brian Epstein, diante do enorme sucesso da banda nos Estados Unidos em 1964, não quis nem saber. Ditou tudo sobre os early days dos Beatles para seu assistente Derek Taylor, que colocou tudo no papel. E assim nasceu A cellarful of noise, biografia dele lançada pouco depois do comecinho da beatlemania.

Memórias do primeiro ano de sucesso: Brian Epstein

Vale falar que, sim, havia muita gente no mundo querendo saber como funcionava a cabeça do cara que, de fato, fez a coisa acontecer para os Beatles. Só anos depois é que muita gente estaria discutindo sobre os possíveis vacilos de Epstein na gestão da banda. O empresário, que tinha começado como gerente do departamento de discos da loja da família (a NEMS), deixara de ler cláusulas pequenas que, anos depois, fariam a diferença na vida dos Beatles. No entanto, lá pra 1964, ele era o cara que tinha ralado dia e noite para divulgar um certo quarteto de Liverpool. O empresário que passou a eles algumas lições básicas de profissionalismo (não comer ou beber no palco, etc). Que bolou o visual arrumadinho dos primeiros tempos. E que, finalmente, batalhou para colocá-los numa gravadora.

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Cellarful ainda está à venda, só que numa edição kindle. No comecinho do livro, Epstein detalha que a “operação Beatles nos EUA” começou a rolar ainda em 1963, com a banda confiando a ele tudo que fosse necessário para isso acontecer. Curiosamente, ele diz que contou bastante com a ajuda de Billy J. Kramer, um dos astros de Liverpool que detinha sob contrato. Foi com ele a Nova York descobrir porque é que os Beatles ainda não haviam sido descobertos na América.

Brian Epstein e Kramer visitaram várias gravadoras, estações de TV, jornais. Enquanto isso, os Beatles faziam bastante sucesso na Inglaterra. Aliás, muita gente nos EUA já sentia cheiro de beatlemania. Mas Epstein tentava resolver em sua cabeça um problema básico que via no entendimento do pop inglês pelo público americano.

“No que diz respeito aos americanos, havia sempre um entendimento deficiente da música britânica. Era como se o que os músicos britânicos fizessem de melhor, os americanos fizessem melhor ainda”, escreveu. Mas Brian voltou dos EUA convencido de que havia um apelo especial em determinadas músicas, que fazia com que elas tivessem uma espécie de “som americano”. E que I want to hold your hand, música dos Beatles que sairia em 1963, tinha esse tal som. Foi a canção que fez a diferença para a banda nos EUA, e saiu pela Capitol, a EMI americana.

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Brian, vale lembrar, não tinha encontrado exatamente um ambiente bacana, cool e descolado ao começar a trabalhar com os Beatles. Enfrentou a desconfiança de alguns dos integrantes e de seus parentes – e viveu bastante preconceito por sua homossexualidade. Tony Sheridan, antigo parceiro dos Beatles, chegou a lembrar que havia muito desdém em relação a ele dentro da banda, e que John Lennon era um dos mais abusivos com o empresário. As relações dos Beatles com Epstein foram azedando com o tempo, mas o próprio Paul McCartney considera que Brian Epstein é o verdadeiro quinto beatle, o cara que abriu portas para a banda, quando ninguém estava fazendo isso. E, sim, ele foi.

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No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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