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Marina Lima revela capa e tracklist de “Ópera grunkie”, seu próximo álbum

Você tem um minuto para ouvir a palavra de Marina Lima? Se tiver, provavelmente vai conferir uma virada na carreira da cantora: ela vai lançar o disco Ópera grunkie no dia 24 de março, à meia-noite, nos streamings. A cantora solta capa e tracklist e confirma um time que mistura gerações e cenas: Ana Frango Elétrico, Laura Diaz (Teto Preto) e Adriana Calcanhotto entram no álbum, o 18º da carreira – que já foi adiantado pelo single Olívia, reggaeton que aponta para um lado inédito em seu repertório.
O título nasce de uma palavra inventada por Marina para definir sua própria tribo — ideia que aparece lá no doc Uma garota chamada Marina (2019), de Candé Salles. “Grunkie” é um nome que indica gente livre e sem amarras. O disco tem produção da própria Marina, com coprodução de Arthur Kunz, Edu Martins e Thiago Vivas, mix de Daniel Sanjines e master de Pedro Marin. A capa traz colagem de Natália Lage com arte final de Maria Valiante.
Abaixo, você confere a lista de músicas, a capa e o single Olívia.
Abertura
Partiu
Grief-stricken
Perda
Meu poeta
Um dia na vida (part. Ana Frango Elétrico)
Samba pra diversidade
Olívia
Collab Grunkie (part. Laura Diaz)
Só que não
Chega pra mim (part. Adriana Calcanhotto)
Finale (Brahma Chopin)

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Turnstile grava Stone Roses para rádio australiana – e ficou bonito!

RESUMO: Turnstile faz cover de Stone Roses, ganha indicação a prêmio (e perde) e vê ex-guitarrista lançar banda nova em meio a declarações e expulsões.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução
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O Turnstile tem algo em comum com o Geese: ambas são bandas que se recusam a sumir dos portais de notícias – quando não tem nada de novo a respeito deles, muita gente corre atrás e arruma. O grupo ganhou seus primeiros Grammys neste ano (levando para casa os troféus de Melhor Álbum de Rock e Melhor Performance de Metal) e recentemente foi indicado a Grupo Internacional do Ano no Brit Awards (opa, o Geese venceu essa!). Agora, foi a vez de uma cover que eles fizeram de I wanna be adored, clássico de 1989 dos Stone Roses, dar pulga na cama dos fãs.
A versão (bem fiel à original) foi feita durante uma turnê pela Austrália em janeiro – o grupo passou pelo estúdio da rádio australiana Triple J e participou da série de vídeos Like a version, que traz artistas revendo sons legais de outras bandas. Apesar de muita gente encarar a cover como “inesperada”, não foi tiração de onda, longe disso: Brendan Yates, cantor do grupo, falou num papo com a Triple J que se trata de uma de suas músicas favoritas.
Já a guitarrista Meg Mills disse que tocar a música era uma boa oportunidade para homenagear a banda, especialmente após a morte do baixista Mani – e que I wanna be adored tem uma das melhores linhas de baixo de todos os tempos. E nós mesmos notamos, ao resenhar o disco Never enough, que tem muito de anos 1980 e de rock britânico da época no som deles. Uma curiosidade levantada pelo site Stereogum: o Turnstile até costumava tocar covers no começo da carreira (de bandas como Bad Brains e Minor Threat), mas hoje em dia quase não toca nada que não seja da autoria da banda.
Falando no Turnstile, como dissemos: quando a banda não contribui para virar notícia, alguém acha logo um jeito. O ex-guitarrista do grupo, Brady Ebert anunciou ter recentemente montado o Experience, ao lado dos músicos Bobby Faithful e Ben Rogers, e o grupo avisa que está de partida para Nashville, onde irá gravar um EP com o produtor Sean Small. A curiosidade é que nesta sexta (6) chega às plataformas Self evident truth, o EP de estreia do The S.E.T., uma banda que Brady montou logo depois de sua saída conturbada do Turnstile. Só que o músico foi expulso do grupo (!) e não está mais nele.
Brady foi saído da banda. assim que fez comentários questionando a sinceridade de uma postagem anti-ICE que apareceu no Instagram oficial do Turnstile. “Ninguém no Turnstile liga para ética ou causas sociais em geral, só estão fazendo pose pro próprio público. No primeiro show gratuito do Turnstile, era para toda a renda ser destinada a recursos de saúde para desabrigados. Levantamos US$ 10 mil, mas vi Brendan (Yates) roubar US$ 4 mil do montante e dizer que precisava ‘pagar a conta do merchandise’, o que era falso”, escreveu. Já o The S.E.T. decidiu tirar Brady e avisou que “não toleraremos seus comentários e comportamento ridículos em relação aos membros da nossa banda e à nossa comunidade”.
E não custa lembrar que o Turnstile tá vindo aí – a banda é uma das atrações do festival Lollapalooza Brasil 2026, que rola no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, nos dias 20, 21 e 22 de março. O Turnstile se apresenta no último dia do evento.
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Em single novo, Private Lives reforça herança de Ramones e Blondie

A banda canadense Private Lives faz um som que pode ser definido como alt-punk, emanando sons de bandas como Redd Kross e The Muffs. Chama a atenção pela mixagem meio “vintage”: baixo tomando conta de tudo, guitarra dividida entre canais, vocais dobrados e às vezes, abafados na instrumentação. O primeiro álbum deles, Hit record (2023), ganhou até resenha aqui no site. Em março do ano passado, saiu o segundo álbum, Salt of the earth.
Curiosamente eles são xarás de uma banda britânica de new wave bem mais antiga: o Private Lives original existiu nos anos 1980 e teve hits como Living in a world (Turned upside down), de 1984. Mas o que importa é que, em meio às movimentações para um turnê europeia, o grupo decidiu lançar um single de 7 polegadas, que saiu pela Bachelor Records, com as músicas Think I’m coming around e Television faces.
A primeira tem um certo ar “rock and roll high school”, lembrando Ramones, Blondie, e bandas hoje esquecidas, como The Real Kids (lembra também o Pale Lips, banda da vocalista Jackie Blenkarn). A segunda é tão punk quanto anos 1950-1960 (opa, alguém disse B-52’s? Ou Cramps?). Por enquanto é só um lançamento de entressafra para animar as novas turnês da banda. Você escuta as duas faixas abaixo.
Ah, se você tem curiosidade de ouvir o hit do Private Lives original, tá aí.
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Por causa da coletânea “HELP(2)”, vai ter até disco “novo” (cof cof) do Oasis

RESUMO: Oasis lança Aquiesce ao vivo em Wembley na coletânea HELP(2) da War Child; gravação sai em single 7” avulso, CD e streaming nesta sexta-feira.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Joshua Halling / Divulgação
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Tem gravação do Oasis na compilação Help(2) – mas calma, é música manjada ao vivo. A War Child Records anunciou hoje que o Oasis fará parte do aguardado álbum, criado para arrecadar fundos para a organização de ajuda. Só que tudo vai rolar de forma muito especial: o Oasis cedeu uma versão ao vivo do hit Aquiesce, gravada no Wembley Stadium em 28 de setembro de 2025, para sair na compilação como single 7” avulso encartado na versão em vinil gatefold e como faixa escondida na edição em CD duplo. A música também estará disponível nas plataformas digitais a partir de 6 de março (esta sexta-feira, enfim).
Para fãs do grupo, seja como for, é imperdível: é a primeira edição física de uma gravação ao vivo da turnê mundial recordista de 2025 do Oasis, feita na noite final da sequência de sete shows no Wembley Stadium. Até então, o grupo havia lançado apenas singles online. Por acaso, o Oasis foi um dos nomes que participaram do álbum original HELP, em 1995, abrindo o disco com Fade away, creditada a “Oasis e amigos” (os amigos eram o ator Johnny Depp, a modelo Kate Moss, e a cantora Lisa Moorish). Noel Gallagher também contribuiu como um dos integrantes ilustres do The Smokin’ Mojo Filters, ao lado de Paul McCartney e Paul Weller.
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A gravação do Oasis chega depois de saírem outras músicas do disco em formato single: Begging for change, do Pulp; Opening night, do Arctic Monkeys; Flags, de Damon Albarn, Grian Chatten & Kae Tempest; e Let’s do it again!, do The Last Dinner Party. HELP(2) chega em 6 de março e atualiza a ideia do disco original de 1995: reunir artistas populares para mobilizar fãs em torno da ajuda a crianças afetadas por guerras. A War Child financia assistência imediata, educação, apoio psicológico e proteção em regiões de conflito. O contexto atual, evidentemente, tornou o projeto menos simbólico e mais literal.








































