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Cultura Pop

Lesley Gore, sucesso pop dos anos 1960, voltando em 1975

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Lesley Gore, sucesso pop dos anos 1960, voltando em 1975

“Mas peraí, quem é Lesley Gore?”, você deve estar se perguntando. Bom, a cantora novaiorquina (1946-2015) não é um nome super conhecido no Brasil, de fato. Mas fez parte do pop americano dos anos 1960, foi produzida por Quincy Jones e, lá fora, fez bastante sucesso com músicas como It’s my party (hit de 1963). Gravou um sucesso feminista aos 17 anos, You don’t own me. Participou, ao lado dos Beach Boys, de um filme no estilo “turma da praia” em 1965, The girls on the beach.

Lesley foi responsável pelo set mais longo do filme-concerto The T.A.M.I. show (1964), que unia de nomes dos anos 1950 como Chuck Berry a novidades como Rolling Stones e Marvin Gaye. Chegou a participar de episódios da série Batman. Boa parte do seu repertório clássico, hoje incluído em várias coletâneas que estão até nas plataformas digitais (tem uma logo aí abaixo), era dedicado ao dia a dia de garotas que passavam maus bocados nas mãos de namorados machistas ou de qualquer situação ligada ao machismo – sempre apontando para o que anos depois seria chamado de “empoderamento”.

Nos últimos anos, Lesley era mais conhecida como uma personalidade da TV. Foi por alguns tempos apresentadora do programa de TV LGBTQIA+ In the life. Nessa época, já tinha um relacionamento com a designer de joias Lois Sasson desde 1982. Em 2005, após alguns anos de sumiço do mercado fonográfico, gravou um novo disco, Ever since.

Foi um dos comebacks musicais de Lesley que vinham acontecendo desde os anos 1970, quando a carreira de cantora dela foi passando a fazer menos sucesso. Em 1972 ela assinou com a MoWest, a divisão californiana da Motown, e lançou Someplace else now, seu disco “da maturidade”, repleto de canções autorais. O álbum não fez sucesso e embora ela observasse que vários astros dos anos 60 estavam voltando à forma após a invasão britânica ter se dissipado, percebeu que o espaço destinado às mulheres era ainda menor.

Em 1976, por sua vez, Lesley estava na A&M e tentou mais um virada na carreira, com Love me by name, mais um disco autoral, influenciado por uma mescla de jazz e disco music, produzido por Quincy Jones e repleto de músicos feras de estúdio. Quincy, que havia produzido os primeiros singles de sucesso de Lesley, adorou a música-título do disco (disse várias vezes que era uma de suas preferidas) e o álbum levou a cantora de volta às  paradas e à atenção da mídia por alguns anos. Love me by name, a música, tinha participação de Herbie Hancock nos teclados, e depois foi gravada por ninguém menos que Dusty Springfield.

Love me by name não está nas plataformas digitais e pode ser ouvido no YouTube. Lesley, por sua vez, continuou fazendo aparições musicais na TV durante os anos 1970 e 1980, e fez músicas para a trilha sonora do filme Fame (aquele mesmo, junto com o irmão Michael Gore). Olha ela aí na TV em 1978. Saudade da Lesley Gore.

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Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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