Cultura Pop
Lembra quando Mudhoney gravou Sonic Youth?

Teve isso: em 1988, Mudhoney e Sonic Youth, então grandes sensações do rock indie, cada uma em seu canto nos Estados Unidos, lançaram um split single em que uma banda interpretava uma música da outra. O SY escolheu o hit da banda de Seattle Touch me, I’m sick. Já o Mudhoney levou Halloween, música do Sonic Youth que havia sido lançada apenas em compacto. Pega as duas regravações aí.
O single saiu pela SubPop, dentro da série Singles Club, que lançava gravações exclusivas não apenas de bandas do selo, como também de convidadas. Cada banda gravou em sua cidade: o Sonic Youth recrutou os serviços do produtor Wharton Tiers em Nova York, e o Mudhoney gravou no Reciprocal, que tinha Jack Endino como um dos sócios.
O split single é uma das redescobertas de Nitsuh Abebe, editor da New York Magazine, que fez uma planilha (!) mostrando como as bandas indies dos anos 1980 e 1990 regravavam músicas umas das outras. “Era como se entre o punk e os anos 1990, as bandas usassem covers para demarcar público e um conjunto de referências compartilhadas sobre o que ainda era considerado ‘música alternativa'”, conta Nitsuh no texto de abertura da lista, afirmando que a ideia dessas bandas era comemorar “o espaço compartilhado” (faz todo sentido se lembrarmos que essas mesmas bandas usavam camisetas umas das outras, por exemplo).
Algumas das versões lembradas por Abebe se tornaram bastante populares. Olha aí o Nirvana coverizando Molly’s lips, dos Vaselines. Está na coletânea Incesticide, de 1992.
Uma releitura bem inesperada: o grupo pop Everything But The Girl costumava cantar Kotton krown, do Sonic Youth, ao vivo.
Já isso aí é a banda indie californiana Camper Van Beethoven dando um toque meio folk a Wasted, do Black Flag.
E teve aquela vez que o Velocity Girl, uma das bandas mais simpáticas (e hoje pouco citadas) do rock alternativo dos anos 1990 releu Your silent face, do New Order.
Um pouco mainstream demais para ser underground, mas está na lista: Siouxsie and The Banshees fazendo uma versão (excelente) para This town ain’t big enough for the both of us. Era a faixa de abertura do disco Through the looking glass, de 1987, só de covers.
A lista (apelidada pelo jornalista de “nossa banda poderia ser sua banda”) inclui duas versões de músicas do Young Marble Giants, trio indie cujo arco de influência chegou até a Legião Urbana (que em 1991 falou “lá vem os jovens gigantes de mármore” na música L’age d’or). O Hole gravou Credit in the straight world e o Versus ficou com N.I.T.A., as duas entre 1994 e 1995. Isso porque – quem lembra é a Spin – em 1993 Colossal youth, disco do YMG, ganhou reedição em CD.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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