Cultura Pop
Kevin Ayers e Ollie Halsall: parabéns por você existir, amigo

Nos anos 1980, Kevin Ayers era um sujeito talentosíssimo, mas debilitado pelas drogas. Estava prestes a embarcar num auto-exílio que já se insinuava, mas que demoraria até o fim da década para acontecer de verdade.
O fundador do Soft Machine vinha de uma carreira repleta de fases diferentes, que incluíam discos cujas expectativas eram altíssimas (o dispendioso The confessions of Dr. Dream and other Stories, de 1974, estreia no selo Island). Ou projetos underground, como as gravações realizadas com a poetisa Lady June. Ou o célebre disco ao vivo June 1, 1974, gravado ao lado de John Cale, Brian Eno e Nico no Rainbow Theatre, de Londres. Ou tentativas de “endireitar” seu som, como em Yes we have no mañanas (So get your mañanas today), de 1976, com produção de Muff Winwood (Sparks, Dire Straits).
Já era uma vitória Kevin ter continuado vivo e produtivo. E olha que ele costumava ser citado ao lado de Syd Barrett como uma das cabeças da psicodelia britânica. “Eles foram as duas pessoas mais importantes na música pop britânica. Tudo que surgiu veio deles”, dizia o jornalista Nick Kent.
Ao iniciar carreira solo, depois do Soft Machine, Ayers montou uma banda chamada The Whole World, com a qual gravou seu segundo disco, Shooting at the moon (1970). Deu emprego a um músico pós-adolescente chamado Mike Oldfield. Mike tocou baixo e guitarra no disco de Ayers, e ainda pegou emprestado o estúdio portátil do patrão. Com ele fez as demos de Tubular bells, seu extremamente bem sucedido disco solo, de 1973.
Em 1974, Ayers passaria a trabalhar com seu parceiro mais duradouro. O guitarrista britânico Ollie Halsall tem até os dias de hoje status de lenda mal avaliada do rock. Seu estilo costuma ser comparado ao de Jimi Hendrix. Halsall sempre ganhou elogios pela rapidez e pela beleza dos solos, e pela musicalidade que unia blues e jazz em altas dosagens.
Ollie vinha de uma espécie de banda querida pelos músicos dos anos 1970, o Patto. Lançada na fartura de novidades do selo Vertigo, a banda liderada pelo vocalista Mike Patto (obviamente não confundir com o cara do Faith No More) tem três discos clássicos em sua discografia. O mais clássico deles é Hold your fire (1971). Cuja faixa-título, mais que qualquer outra canção da época, é o mais perfeito relato do fim do sonho hippie.
Olha aí Ollie no solo de guitarra, acompanhando Kevin na bela Didn’t feel lonely till I thought of you, de 1974.
A parceria de Ayers com Halsall duraria muito tempo, ainda que o guitarrista se juntasse a outras bandas, fizesse gravações solo e ainda por cima resolvesse se mudar para a Espanha, ainda nos anos 1970. Ayers conhecia o país. Logo ao sair do Soft Machine, fez uma viagem para Ibiza com o amigo David Aellen para recarregar as energias. O Soft Machine tinha praticamente nascido em Deia, reduto das Ilhas Baleares, em Mallorca. Tanto Ollie quanto Ayers continuaram frequentando a região, mudaram-se posteriormente para lá e conviveram com a turma local de músicos.
E essa introdução toda é só para dizer que jogaram no YouTube um show de Ayers, acompanhado por ninguém menos que Andy Summers, John Cale e Ollie Halsall, gravado ao vivo na televisão espanhola em 1981.
Alguns outros passos de Ayers e Halsall pela Espanha nos anos 80 estão igualmente no YouTube. Olha os dois aí, em 1987, tocando o hit Stranger in blue suede shoes.
E Flying start, com Ayers ainda ágil e eficiente na guitarra.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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