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Agenda RJ: Semana do Rock ocupa a Villa-Lobos com música e conversas

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Agenda RJ: Semana do Rock ocupa a Villa-Lobos com quatro dias de conversas

A Escola de Música Villa-Lobos, no Rio, entra no clima das guitarras a partir de amanhã, com a Semana do Rock 2026. De terça (6) a sexta (9), a escola recebe uma programação gratuita com shows, workshops, palestras e rodas de conversa — e bastante gente que conhece essa história por dentro. A entrada é gratuita.

A lista de convidados junta jornalistas, escritores, produtores e músicos de várias gerações. Estão por lá Guto Goffi (Barão Vermelho), Tico Santa Cruz (Detonautas), George Israel e Constança Scofield (estúdio Toca do Bandido), além de Selma Boiron, primeira voz feminina ouvida na Fluminense FM, rádio que teve papel fundamental na explosão do rock brasileiro nos anos 1980.

E eu, Ricardo Schott, editor do POP FANTASMA, também vou estar nessa. Na quarta (7), das 14h às 16h, participo de um papo sobre o rock nos dias de hoje, ao lado da banda Drenna e do produtor musical Bernardo Palmeira. A mediação fica por conta do jornalista Lucas Vieira, da Veja Rio.

Mas a Semana do Rock não vai viver só de lembranças. Os encontros passam pela cena independente, formação de bandas, composição, criação de hits, produção musical e pelos caminhos possíveis para quem pretende trabalhar com música hoje, no Brasil ou fora dele.

Claro que a Legião Urbana também aparece na conversa. Na terça (6), das 14h às 16h, Chris Fuscaldo, autora de Discobiografia Legionária (e criadora da Garota FM, editora especializada em livros sobre música), o músico Fred Nascimento, que tocou com a Legião, e o produtor Mayrton Bahia conversam sobre os 30 anos sem Renato Russo.

Logo depois, das 16h às 18h, Mayrton volta à programação para falar sobre Legião Urbana Dois (1986) ao lado do cantor Alberto Kury e do jornalista Bernardo Araújo. E Kury fecha o primeiro dia, das 18h30 às 19h, cantando músicas da Legião Urbana.

Mais do que apenas celebrar o rock, a proposta é justamente misturar quem está começando agora com quem já passou por estúdios, palcos, redações e diferentes momentos do mercado musical. Durante quatro dias, a Villa-Lobos vira espaço para essas histórias se cruzarem. E a programação inteira você conhece aí embaixo.

Programação completa
06/10 – TERÇA-FEIRA
11h às 13h – Alex Rocha – Workshop O Baixo no Rock
14h às 16h – Fred Nascimento e Mayrton Bahia – 30 Anos Sem Renato Russo – Roda de conversa. Mediação: Chris Fuscaldo
16h às 18h – Mayrton Bahia e Alberto Kury – Análise do Disco 2 da Legião Urbana – Roda de conversa. Mediação: Bernardo Araújo
18h30 às 19h – Alberto Kury canta Legião Urbana – Apresentação musical

07/10 – QUARTA-FEIRA
11h às 13h – Lucas Sgreccia – Workshop A Guitarra no Blues – Onde Tudo Começou
14h às 16h – Ricardo Schott e Banda Drenna – O Rock Hoje – Roda de conversa com música. Participantes: Drenna Rodrigues, Milton Rock e Bruno Moraes. Mediação: Lucas Vieira
16h às 18h – Tico Santa Cruz, Felipe Rodarte (Toca do Bandido) e Pedro Azevedo (Audio Rebel) – Underground – Perspectivas das Novas Bandas. Mediação: Melvin Ribeiro
18h30 às 19h – Kim Carvalho e banda – Rocks Clássicos Nacionais e Internacionais

08/10 – QUINTA-FEIRA
11h às 13h – Abraão Santana – Workshop Panoramas da Improvisação.
14h às 16h – Maria Juçá e Lencinho – Circo Voador: A História e a Cena Mediação: Natália Boere.
16h às 18h – George Israel, Felipe Rodarte e Constança Scofield – Como Nasce um Hit Mediação: Gabriel Gutierrez.
18h30 às 19h – Fred Chico e banda – Canta Beatles.

09/10 – SEXTA-FEIRA
11h às 13h – Thiago Marujo, ex-aluno da Escola – Explorando a Carreira Internacional em Terra e Alto-Mar – Bate-papo interativo e musical.
14h às 16h – Guto Goffi, baterista do Barão Vermelho, com participação do Mestre Riko – Bateria: Puro Êxtase.
16h às 18h – Selma Boiron, locutora da Rádio Fluminense FM, e Tetê Mattos, diretora do documentário A Maldita: Bastidores da Fluminense FM – Roda de conversa. Mediação: Natália Boere.
18h30 às 21h – ENCERRAMENTO NA RUA Rua Ramalho Ortigão, em frente à Escola de Música Villa-Lobos. Fred Chico e banda – Rocks clássicos Banda Villa Metal, com participação da Fina Batucada – Rocks clássicos.

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Mogwai celebra 30 anos com coletânea e música inédita com Iggy Pop

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Mogwai celebra 30 anos com coletânea e música inédita com Iggy Pop

RESUMO: O Mogwai comemora três décadas com Happy tears, coletânea de sucessos, raridades e inéditas. A primeira novidade é Underground, parceria sombria com Iggy Pop.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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O Mogwai está completando três décadas de carreira e resolveu comemorar olhando para trás, mas trazendo algumas coisas novas no pacote. A banda escocesa lança em 8 de janeiro, pelo selo próprio Rock Action Records, a coletânea Happy tears, que mistura faixas conhecidas, raridades e gravações inéditas. Uma delas já saiu: Underground, parceria com Iggy Pop.

E não é simplesmente um Mogwai instrumental com Iggy chegando para colocar a voz. O ex-Stooges escreveu a letra da faixa e gravou os vocais, num encontro bastante adequado entre o lado mais sombrio da banda e a interpretação do cantor.

“Sempre gostei do Mogwai. A abertura da faixa me lembrou da esmagadora solidão moderna. O vocal, arranjado por Matt Sweeney, pareceu feito para alguém que está puto da vida e não se importa em dizer isso”, contou Iggy em nota divulgada à imprensa, segundo a Consequence.

O encontro tem ainda um componente afetivo para Stuart Braithwaite. O guitarrista já havia falado da importância de Iggy Pop e dos Stooges em sua formação musical nas memórias que publicou em 2022.

Happy tears vai percorrer diferentes fases dos 30 anos do Mogwai e terá formatos diferentes. A edição expandida, em quatro LPs, acrescenta 13 faixas à seleção principal, seis delas inéditas.

Entre as raridades recuperadas está também uma nova versão de New paths to helicon 1, gravada com a Budapest Art Orchestra. A orquestração ficou a cargo de Adam Wiltzie, músico do A Winged Victory for the Sullen e do Stars of the Lid.

O lançamento será acompanhado ainda por Happy tears: The story of Mogwai, documentário em áudio no qual os próprios integrantes contam a história da banda. Underground, por sua vez, já ganhou clipe e está disponível nas plataformas digitais.

E abaixo você confere Underground, a capa da coletânea e a lista de faixas.

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Capa da coletânea Happy Tears, do Mogwai

LISTA DE FAIXAS:
01. Yes! I am a long way from home
02. I’m Jim Morrison I’m dead
03. Hunted by a freak
04. Take me somewhere nice
05. Boltfor
06. CODY
07. Brand new paths to helicon 1
08. How to be a werewolf
09. Auto rock
10. Remurdered
11. Ritchie Sacramento
12. Lion Rumpus
13. Underground (feat. Iggy Pop)

4xLP & 2xCD Additional Tracks:
01. Angels vs aliens
02. Die 1 dislike!
03. Ether (with The KNDS Fairey Band – Live)
04. The sun smells too loud (Holden remix)
05. If not destroyed: True
06. Full blast Michael
07. Hingmy malmsteen
08. Dracula family
09. Harry patter
10. Ritchie Sacramento (Other Two remix)
11. Nick Drake
12. Owl mince
13. Mogwai fear satan (Live)

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Kim Deal transforma seu primeiro show com orquestra em disco e filme

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RESUMO: Kim Deal anuncia para 13 de novembro Live at the Barbican, registro em disco e filme do show orquestral feito em Londres em 2025, com músicas de Nobody loves you more e dos Breeders.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Steve Gullick / Diivulgação

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Kim Deal vai transformar em disco e filme o show orquestral que fez em 2025 no Barbican, em Londres. Live at the Barbican registra a apresentação da turnê de Nobody loves you more, seu primeiro álbum solo (2024, resenhado aqui), e terá um filme dirigido por Cuán Roche. O trailer já foi divulgado.

O repertório não ficou restrito ao disco de estreia. Kim passeou por diferentes momentos de sua carreira solo e incluiu músicas dos Breeders, entre elas Do you love me now?, do disco The last splash (1993). A apresentação marcou ainda a primeira vez em que a cantora e guitarrista fez um show acompanhada por uma orquestra.

E a história começou porque a própria Kim resolveu perguntar ao Barbican se podia tocar por lá. A ligação era Chris Sharp, com quem havia trabalhado na gravadora 4AD e que atualmente trabalha na casa de espetáculos londrina.

“Eu me convidei! Foi assim que acabei tocando Nobody loves you more no Barbican. Anos atrás, eu havia trabalhado com Chris Sharp na 4AD e sabia que ele estava atualmente no Barbican. Então procurei o querido Chris e disse: tenho orquestrações neste disco. Adoraria poder tocar essas músicas com uma orquestra de verdade. E Chris disse que sim, que adorariam me receber”, conta.

No palco, Kim tocou acompanhada pelo coral Shards e por uma banda que incluía Mando Lopez, dos Breeders, além de Susan Voelz, Lindsay Glover, Nick White e Rob Bochnik. Raymond McGinley, do Teenage Fanclub, também fez parte da formação.

Live at the Barbican, que sai em 13 de novembro pela 4AD, registra justamente esse encontro entre os arranjos de Nobody loves you more, músicas de outras fases da carreira de Kim e o formato orquestral experimentado por ela pela primeira vez naquele show. E abaixo você confere a capa do disco, o trailer, e todo o repertório. Já ficou com vontade, né?

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Capa do álbum Live at the Barbican, de Kim Deal

LISTA DE FAIXAS

01. Nobody loves you more
02. Coast
03. Crystal breath
04. Are you mine?
05. Disobedience
06. Wish I was
07. Big Ben beat
08. Summerland
09. Come running (ft. Raymond McGinley)
10. A good time pushed (ft. Raymond McGinley)
11. Beautiful moon
12. Night of joy
13. We’re gonna rise
14. Safari
15. Walking with a killer
16. Biker gone
17. Off you
18. Do you love me now?

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DIIV puxa para o pop e brinca com dinheiro e poder em “Trillions”

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DIIV - Foto: Louie Kovatch / Divulgação

RESUMO: Com produção de A. G. Cook, Trillions leva o DIIV mais perto do pop e satiriza dinheiro, poder e ambição. A faixa antecipa ZIRP!, álbum sobre tecnologia, algoritmos e capitalismo.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Louie Kovatch / Divulgação

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O DIIV resolveu puxar ainda mais para o pop em Trillions, novo single de ZIRP!, quinto álbum da banda, que chega em 30 de outubro pela Fantasy Recordings. Coescrita com o produtor A. G. Cook, colaborador de Charli XCX e Caroline Polachek, a faixa ganhou um clipe dirigido por Jaxon Whittington, cheio de carrões, dinheiro, mansão e integrantes vestidos como executivos – tudo naquele ponto em que fica difícil saber onde termina o (aham) desejo e começa a sátira.

Trillions sucede Kid e The fountain na apresentação do novo disco. O DIIV, aliás, passou nos últimos dias pelo Balaclava Fest, em São Paulo, onde tocou músicas de ZIRP! ao vivo pela primeira vez.

O título do álbum vem de zero interest rate policies, as políticas de juros próximos de zero que ajudaram a alimentar o crescimento de startups e empresas de tecnologia. A partir daí, o DIIV olha para um mundo de plataformas, algoritmos, inteligência artificial, streaming e empresas como a gigante da IA Palantir – assuntos que aparecem nas letras sem fazer a banda abandonar guitarras, distorções e melodias pop.

Depois do grunge de Deceiver (2019) e do shoegaze pesado de Frog in boiling water (2024), ZIRP! aproxima ainda mais esses elementos do interesse do grupo pelo pop. A presença de Cook poderia indicar uma transformação feita principalmente no computador, mas o processo acabou indo na direção contrária.

Cook conta que chegou a considerar uma abordagem mais próxima de remixar e reconstruir as demos da banda (“ao estilo do Screamadelica, transformando-as em um produto final”), mas mudou de estratégia depois de assistir ao DIIV ao vivo.

“Fiquei um pouco obcecado com o som ao vivo deles e insisti em gravar a bateria ao vivo antes mesmo da maioria das músicas estarem finalizadas. Passamos muito tempo gravando partes de guitarra complexas com pedais específicos e o mínimo de tempo possível usando o computador, pelo menos para os meus padrões. Depois de algumas rodadas assim, ZIRP! surgiu como um conceito e uma espécie de mantra utópico-distópico. Para mim, tornou-se um veículo para levar a banda a novos territórios”, afirmou o produtor.

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