Connect with us

Cultura Pop

Haruomi Hosono: música de videogame em disco, em 1984

Published

on

Haruomi Hosono: música de videogame em disco, em 1984

Você já ouviu falar do compositor japonês Haruomi Hosono porque há uns tempos, publicamos um textinho sobre o trabalho dele. Na ativa desde 1969, Hosono tem fama de Brian Wilson nipônico. Foi comparado por Van Dyke Parks, parceiro de Wilson, a Harry Nilsson e Ry Cooder. Atuou em bandas de folk psicodélico como Happy End e também foi criador do grupo de música eletrônica Yellow Magic Orchestra, no qual está até hoje. E recentemente, o selo Light In The Attic lançou, pela primeira vez fora do Japão, uma série de discos de Hosono.

Da safra solo de Hosono consta também um disco bastante curioso, que não foi reeditado pela Light In The Attic, e também não está disponível nas plataformas digitais. Video game music foi lançado em 1984 e já vinha de uma ideia antiga da própria Yellow Magic Orchestra.

Para quem não sabe, a YMO (que tinha como integrante o compositor japonês Ryuichi Sakamoto) já havia lançado em seu epônimo disco de estreia, de 1978, dois arranjos de músicas feitas em cima dos efeitos sonoros dos jogos de fliperama Space Invaders e Circus. O site Ship To Shore chama a atenção para o fato de que as duas músicas são o primeiro lançamento musical de videogame.

Em 1984, já na era do videogame e um pouco distante da febre dos fliperamas, Hosono decidiu trabalhar em cima dos efeitos sonoros de dez jogos, incluindo os popularíssimos Pac Man e Pole Position. Video game music é tido como o primeiro disco de música de videogame, e o primeiro álbum chiptune, feito a partir da adaptação de sintetizadores a máquinas de jogos.

Haruomi Hosono: música de videogame em disco, em 1984

Video game music foi, segundo o próprio Hosono, uma encomenda do selo Yen Records. Saiu numa época em que os jogos estavam popularíssimos entre pessoas de todas as idades. Tanto ele quanto os outros da YMO passavam um bom tempo jogando. “Adorava os famosos Space invaders. Eu não sabia de onde eles eram, mas como músico de techno, me sentia próximo dessa indústria. Então descobri que a Taito é uma empresa japonesa”, conta ele, lembrando de uma época em que até os cafés japoneses tinham videogames de mesa, para todo mundo jogar.

Hosono estava particularmente viciado num jogo da Namco, Xevious, que se popularizou por ser um dos primeiros games de nave, e por ser um sucesso tanto no fliperama quanto na versão em vídeo. O teminha do jogo foi justamente a primeira faixa do LP. O músico lembra que não chegou a fazer contato com os produtores do hardware, mas que especificamente o tema de Xevious, ele converteu a música com um sequenciador, e reproduziu com um sequenciador.

“Fomos (a YMO) os únicos a dar atenção à música de jogos. Normalmente é algo que seria considerado como Muzak (música de elevador), mas a música para jogos como Xevious e Super Mario brothers era excelente. Houve compositores que os fizeram. E achei uma boa ideia gravar suas músicas para a posteridade. Não era muito comum naquela época. Tornou-se um grande sucesso”, recordou nessa entrevista aqui.

E olha Video game music aí.

Ah sim, a Yen Records curtiu tanto o lançamento de Hosono que saiu em 1985 o disco The return of Video Game Music, pela gravadora que controlava a Yen, a Alfa Records. O disco cheirava a armação, já que não tinha nenhuma música de Haruomi e só mantinha o nome. O disco depois foi relançado por um selo chamado GMO (Game Music Organization), considerado o primeiro selo do Japão especializado em música de videogame. Mas isso é outra história.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Published

on

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

Continue Reading

Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Published

on

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

Continue Reading

Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Published

on

Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

Continue Reading
Advertisement