Cultura Pop
Há 40 anos, o primeiro clipe do Public Image Ltd.

Estreando à frente do Public Image Ltd. com o disco First issue (1978), John Lydon abria os trabalhos com muita raiva. O ex-vocalista dos Sex Pistols espalhava brasa para o ex-empresário Malcolm McLaren (na faixa Public image, primeiro single do álbum), para o ex-amigo Sid Vicious (na vidinha medíocre de Low life), para religiões institucionalizadas (em Religion, de duas partes). E ia por aí.

Public image, a canção, também dava espetadas básicas na imprensa, já que Lydon acreditava que, com a permissão de Malcolm (e da própria banda, vá lá), os Sex Pistols tinham sido mais explorados como assunto de jornal popularesco do que como banda de rock.
“Eles nunca se deram ao trabalho de ouvir o que eu estava cantando, eles nem sabem as palavras das minhas músicas. Eles nunca quiseram ouvir, era: ‘Aqui está uma música, escreva algumas palavras para ela’. E fiz. Eles nunca questionaram isso. Eu achei ofensivo, isso significava que eu estava literalmente perdendo meu tempo”, chegou a afirmar num papo com a Melody Maker.
Nesse papo aí de cima, Lydon anunciava que tinha montado uma nova banda e queria Malcolm McLaren longe. “Se tiver alguém aí interessado em trabalhar comigo, vai ser legal”, disse. Também negou que o primeiro disco de sua próxima banda (First issue, enfim) seria um álbum de reggae. E disse que pretendia resolver seus problemas com Malcolm “matando” – o vocalista se sentia prejudicado pelo ex-empresário. Evidente que ninguém matou ninguém.
E aí em cima, você confere o clipe de Public image, produzido por Peter Clifton e dirigido por Don Letts. Foi feito por Clifton pouco depois de ele fazer Punk rock movie. Clifton arrumou um teatro em Fulham, pôs sacos de lixo como cenário no fundo e botou a banda para tocar. Lydon costumava dizer que a Virgin, que contratara a banda, não estava muito interessada no clipe, e que a banda precisou pagar por tudo fora do contrato, já que partiu do próprio PiL convidar produtor e diretor. Mas Richard Branson até foi lá vistoriar as gravações.
“Antes da promo do PiL, eu era Don Letts, DJ no The Roxy, com uma câmera. De repente eu me vi com uma equipe de filmagem e uma câmera de 16 mm”, escreveu Letts no livro Culture clash – Dread meets punk rockers. “O vídeo se adequou ao humor do PiL, totalmente anti-celebridade. Eles apareciam tocando num lugar pouco iluminado. Já que era a banda de John, ingenuamente decidi que as pessoas só queriam vê-lo – devido à minha total inexperiência”.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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