Cultura Pop
Guilherme Lamounier relembrado em gravação inédita

Morto em 7 de agosto de 2018 – após internar-se durante 15 dias para tratar de uma pneumonia – o cantor e compositor Guilherme Lamounier já tinha, bem antes do óbito, desaparecido por completo do universo pop nacional. Sua última gravação, Luz de mim, feita ao lado de Rosana, saiu em 1985 no especial da Rede Globo A era dos Halley. De lá para cá, nada mais, a não ser por poucos relançamentos e algumas regravações (Enrosca, sucesso com Fábio Jr, foi regravada por Sandy & Junior em 2001).
O silêncio vem sendo quebrado devagar, em homenagem aos seus 70 anos, que completaria em 25 de novembro do ano passado. Nesta quarta (10), Guilherme ressurge em uma gravação inédita, De frente pra realidade.

Capa do single “De frente pra realidade”
O novo single de Guilherme é uma canção de sua autoria, gravada possivelmente em 1980 ou 1981, auge da era boogie na música pop nativa. Chegou a ser gravada por ninguém menos que Dudu França, hoje participante do The Voice +, no disco Brilho novo, em 1982 – no álbum, Dudu ainda gravou outras duas músicas de Guilherme, A felicidade e Contra a agressividade do mundo.
DISCO CULTUADO
A gravação de Guilherme tem participação de outro músico que virou uma lenda do pop carioca: o guitarrista Claudio Stevenson (1955-1987), que fez parte da formação original da banda Black Rio – suas guitarras podem ser ouvidas no clássico LP Maria fumaça, de 1977. Marcia Weber, viúva de Guilherme, recebeu a canção há alguns anos da irmã do músico.
Marcia, que vem trabalhando com o pesquisador Alípio Argeu, planeja colocar toda a obra do cantor nas plataformas. O disco mais cultuado de Guilherme, o álbum epônimo de 1973, chegou a ser digitalizado, mas não ficou muito tempo disponível.
“Guilherme amava esse álbum. Tinha um carinho imenso pelas músicas e pelos parceiros de gravação”, recorda. Marcia diz que o esquecimento por parte da mídia não entristecia o cantor. “Ele produzia naturalmente e tocava bastante, tanto o violão quanto o teclado. Ouvia bastante música”, conta.
Nos últimos anos, por causa da curiosidade dos novos fãs, Guilherme chegou a montar um perfil na finada rede social Orkut, mas não fazia muito contato virtual. “Ele não tinha paciência com internet e quando havia algo eu passava para ele”, recorda Marcia. Ainda assim, tanto o Orkut quanto o Facebook sempre tiveram muitos grupos e páginas em sua homenagem.
Alípio, que trabalha com Márcia nas pesquisas sobre Guilherme, é morador de Itaparica (BA) e conheceu o cantor pelo livro 1973 – O ano que reinventou a MPB, organizado por Célio Albuquerque, com textos sobre discos lançados naquele ano (o texto sobre Guilherme foi escrito por mim, Ricardo Schott, autor deste texto 🙂 ). Em 2012, ele já havia criado um canal no Instagram chamado @frasessergiosampaiooficial, e em 2017 criou algo parecido para Guilherme – que gerou o perfil @guilhermelamounieroficial. Para pesquisar e conseguir fotos e recortes de jornais e revistas, fez contato com a família do músico, e conseguiu apoios de outros fãs. Também vem driblando
“Estamos nesse processo de resgate da memória do Guilherme juntos, eu em Itaparica e a Marcia no Rio, fazendo contatos e atraindo novos amigos na divulgação da obra”, conta ele. “Emilly Oliveira traduziu as músicas em inglês, Aroldo Sampaio (primo do Sérgio Sampaio) está fazendo versões com uma roupagem rock/blues dos clássicos do Guilherme, a Paloma Araujo faz colagens exclusivas. E tem os fãs que contribuem diariamente”, diz.
O single novo de Guilherme Lamounier tá aí.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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