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Geocities (lembra?) revive em mecanismo de busca e serviço de hospedagem

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Geocities (lembra?) revive em mecanismo de busca e serviço de hospedagem

Lembra dos primeiros sites que você visitou na vida? Ok, você pode não recordar, mas eu afirmo com certeza: um deles foi feito no Geocities. A plataforma de websites foi criada em 1994 pelo Yahoo, e se tornou extremamente popular no Brasil. Vários e-zines (lembra desse termo?) e primeiros sites de artistas foram feitos com eles, aqui no Brasil e lá fora.

Se essa lembrança é demais para seu pobre coração, vão aqui duas infos para acalmar seus sentimentos. A primeira: o Geocities foi descontinuado por um bom tempo, mas ainda se mantém no ar, como um serviço de hospedagem. E ele tem uma busca bem pouco sofisticada, mas que revela que vários sites “da antiga” do serviço ainda funcionam perfeitamente. Inclusive alguns brasileiros. Olha aqui o primeiro site criado sobre a banda brasileira Vímana (aquela que unia Lobão, Lulu Santos e Ritchie). E aqui, um site sequelado sobre Rock In Rio.

Já aqui, o site de Jorge Elvis, com um texto sobre rock das antigas tirado de uma revista. E aqui – não chore! – as edições do 1999, pioneiro e-zine sobre rock e cultura pop, que marcou época. E era feito pelos jornalistas Alexandre Matias e Abonico Smith. Se bobear nem mesmo eles sabem que tem isso no ar ainda.

“Gente, que máximo! Como eu faço pra mexer no meu site antigo do Geocities? Tem jeito?”. Tem: o Geocities criou um tutorial para isso, em vídeo.

Via Boing Boing

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Vai uma máquina de escrever da Lego aí?

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Vai uma máquina de escrever da Lego aí?

O produto é caro (199 dólares), mas que dá vontade dá. Um sujeito chamado Wes Talbott criou uma máquina de escrever da Lego (!) com visual oldschool com teclas que funcionam de verdade. E que tem a alegada capacidade de bater textos também de verdade. “Cada chave tem um caractere impresso, sem necessidade de adesivos. A fita de carretel de tinta preta e vermelha é um novo elemento de fábrica”, afirma.

Interessou? Bom, você vai ter que correr muito atrás: ela já está disponível para venda e começa a ser entregue a partir de junho.

 

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Via Laughing Squid

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Cultura Pop

Scopitone: a jukebox de clipes

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Scopitone: a jukebox de clipes

Quando você vir um clipe cheio de dançarinas, num clima burlesco, em que o cantor participa de um número bem irônico, ou dá uma de animador de auditório, pode ter certeza de uma coisa: esse vídeo foi bastante influenciado pela linguagem do Scopitone.

Se você nunca ouviu falar de Scopitone, prepare-se para se surpreender: era uma máquina que servia como uma jukebox de filmes. Ela funcionava com filmes de 16mm e usava trilha sonora em fita magnética. Você ia lá, depositava moedas e escolhia um filme, feito especialmente para ser visto na máquina.

O Scopitone, ainda por cima, tivera uma espécie de irmão mais velho, desenvolvido durante a Segunda Guerra Mundial, o Soundies, que eram filmes americanos de três minutos, produzidos entre 1940 e 1947, com atrações musicais. A diferença entre o Scopitone e o Soundies – que funcionavam numa máquina chamada Panoram, fabricada por uma empresa de Chicago – é que este operava apenas com filmes curtos, em preto e branco. O Scopitone aproveitou-se bastante da novidade do Technicolor, e oferecia aos usuários um mundo de cores bem vivas.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Que saudade do tempo do DIVX

Outra diferença é que Scopitone era bastante prático e o usuário poderia escolher o que ia ouvir – ou deixar tudo rodando como se fosse uma playlist do Spotify, numa “Scopitone party”. O Soundies já não tinha isso: quem chegasse para usar a máquina precisava escutar o que estivesse na fila. Em comum havia o fato de que eram plataformas bem interessantes para lançar até mesmo novos artistas.

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As máquinas eram vendidas para bares frequentados por jovens. Os clipes da Scopitone tinham uma característica básica, por sinal também herdada dos Soundies. Os filmetes sempre apresentavam um lado camp bem particular. Em muitos casos, o resultado lembrava cenas de musicais e comédias, ou comerciais de TV. O look exótico de alguns artistas e a presença de go go girls (e garotas dançando de biquíni) inseria boa parte dos 16mm no universo burlesco.

Dois clipes que mostram bem o que era esse tal de Scopitone. Olha aí Neil Sedaka lançando a animada Calendar girl

… e a sensação loura Joi Lansing cantando Web of love.

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Outro clipe que fez sucesso foi o de Dionne Warwick soltando a voz no hit Walk on by, ao lado de uma trupe de modelos masculinos.

O filmete de Françoise Hardy cantando Tour les garçons et les files também foi uma sensação.

E um clipe que fez sucesso pra burro nas máquinas foi o de Nancy Sinatra com These boots are made for walkin.

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O reinado (se é que dá para falar assim) do Scopitone não durou muita coisa. Apesar de alguns grandes nomes terem usado o sistema, e de algumas sensações pop terem surgido por intermédio dele, nos anos 1960 já estava claro que o suporte não atraía mais nomões. Os artistas da chamada invasão britânica consideravam a plataforma ultrapassada e de mau gosto. Filmetes de nomes como Beatles e Rolling Stones já eram pensados para a televisão.

Com a virada para a psicodelia, nem mesmo as cores vivas dos filmes serviram para virar a chave e atrair novo público. Um tempo depois, descobriram que o modelo de negócios da Scopitone tinha ligações perigosas com a turma da máfia siciliana. Mas o curioso é que, mesmo com pouco público e fora de moda, a Scopitone foi durando até o fim dos anos 1970, com poucos filmes. Algumas máquinas passaram a ser usadas em inferninhos como peep show e boa parte delas está hoje em museus.

O vídeo abaixo, do Chicago Reader, mostra como funciona uma máquina dessas. Acharam uma máquina fabricada na França no fim dos anos 1950, com todos os cartões das músicas ainda disponíveis, incluído sucessos de Frank Randall, Lou Rawls e January Jones (cantora, atriz e celebridade televisiva que fez sucesso com Lazy river). Os narradores lembram como foi vantajosa para o Scopitone a chegada do formato Technicolor no mercado, e que boa parte dos clipes soa como uma visita a um passado que muita gente nem faz ideia que existiu um dia.

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>>> Veja também no POP FANTASMA: Tem gente ainda lançando álbuns em formato 8-track hoje em dia?

“Teve gente se aproveitando da linguagem de clipes do Scopitone nos últimos tempos?”, você deve estar se perguntando. Teve. A cantora francesa Mareva Galanter lançou em 2006 uma série de vídeos em estilo Scopitone. E ainda apresentou um programa chamado Do you do you Scopitone, que foi ao ar no canal Paris Première.

Lembra quando Scott Weiland, o saudoso vocalista dos Stone Temple Pilots, gravou um disco de Natal? O clima de alguns vídeos era bem Scopitone.

Um primo brasuca dos vídeos no mood do Scopitone: Purabossanova, música solo do titã Sergio Britto, com participação especial de Rita Lee.

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Via AVClub e History Dumpster

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Desenho animado

O hotel da Nickelodeon

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O hotel da Nickelodeon

A não ser que você seja fanático por viagens (e tenha grana para sair do Brasil, o que evidentemente não é possível fazer agora) ou tenha filhos que passem o dia vendo TV, ou seja fanático por desenho animado, você se bobear nunca soube disso: o canal Nickelodeon montou um hotel na década retrasada.

O empreendimento foi montado em hotéis Holiday Inn em Orlando, começou a apresentar características típicas de negócio montado às pressas, e fez areia em alguns anos. A ideia foi se aproveitar do sucesso enorme que os personagens do canal estavam fazendo coma criançada. Especialmente o Bob Esponja, que em pouco tempo começou a ganhar ares de Mickey Mouse do canal.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Halyx: quando a Disney lançou uma banda de rock inspirada em Star Wars

O canal Defunctland conta em vinte e poucos minutos (em inglês, com legendas automáticas em inglês e português) as histórias do hotel da Nickelodeon. E revela que o tal hotel da Nickelodeon esteve longe de ser um empreedimento feito no mesmo 100% de profissionalismo dos projetos da Disney.

Para começar, os personagens da Nickelodeon, com olhos enormes e caras largas, eram bastante complicados de serem transformados em fantasias para serem usadas por atores. O mais fácil era imaginar crianças apavoradas com o visual anfetaminado dos bonecos. Os preços das hospedagens também não eram dos mais convidativos. O hotel depois se mandou para Punta Cana, na região da República Dominicana, e depois abriu um outro no México. Os dois endereços ainda existem, inclusive.

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