Cultura Pop
Quando “The first book of jazz” apresentou o jazz para as crianças

Nunca ouviu falar do The first book of jazz? Vamos por partes. Se você nunca escutou falar de poesia jazz, ela representou para o estilo musical quase a mesma tradução em palavras que o rap representou para a cultura hip hop. O site poets.org publicou certa vez um textinho explicando que essa forma de arte literária abrange uma variedade de formas, ritmos e sons, iniciou-se com o nascimento do blues e do jazz no início do século 20 e é o elo entre os primeiros poetas afro-americanos dos anos 1920 (o chamado Harlem Renaissance, movimento artístico negro de Nova York) e a poesia beat.
Além de situações do dia a dia dos fãs e músicos de jazz (e da pessoa afro-americana em geral), os textos citavam nomes como Louis Armstrong, John Coltrane, Miles Davis, Dizzy Gillespie, Billie Holiday, Charles Mingus, Thelonious Monk e vários outros. Já, entre os poetas da tradição do jazz, há nomes como Jack Kerouac, Amiri Baraka, Marvin Bell, Mina Loy e vários outros.
E toda essa introdução é pra dizer que alguém jogou no Flickr todas as páginas desse livro, The first book of jazz, escrito pelo poeta, ativista social, romancista, dramaturgo e colunista afro-americano Langston Hughes (1902-1967), considerado um dos pais da poesia jazzística. Olha aí embaixo e aqui.



The first book of jazz foi lançado por Langston em 1954, quando ele tinha 42 anos. A ideia do livro era apresentar ao público infantil a cultura jazz, que ele tanto amava. Por sinal, The first book... é considerado, sem trocadilho (mas se quiser pode) o primeiro livro infantil a historiar a cultura americana, falando de toda a história do jazz, da contribuição dos músicos afro-americanos, de todos os seus detalhes técnicos – ritmo, percussão, improvisação, síncope, blue note, harmonia. As ilustrações foram feitas por Cliff Roberts (1929-1999), que fez cartuns para revistas como Playboy e The New Yorker e também trabalhou fazendo desenhos para a Vila Sésamo.
No fim de The first book of jazz, há uma boa lista de músicos e discos de jazz, compilada pelo autor. Um detalhe sobre Langston é que ele, ligado à esquerda norte-americana, havia passado a ser perseguido pelo senador Joseph McCarthy – aquele mesmo, da perseguição aos comunistas e do chamado “macartismo”. McCarthy considerava “comunistas” até mesmo negros que se queixassem da maneira como eram tratados nos Estados Unidos. Langston contava ter sido apedrejado e expulso, com sua família, de vários lugares, por causa do racismo.
Mais sobe Langston no vídeo abaixo.
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Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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