Cultura Pop
Finalmente saiu um álbum do The Screamers

Se o punk dos anos 1970 tivesse sido liderado pela banda californiana The Screamers, a história do estilo teria sido completamente diferente. Aliás, possivelmente o estereótipo de “som básico e três acordes” ligado ao gênero nem existiria. Para começar, a banda, que teve formação um tanto variável, usava dois teclados no palco (um sintetizador e um piano Rhodes). Em alguns shows, o grupo convidava instrumentistas extras. Até mesmo violinistas frequentaram os palcos deles.
A banda durou de 1975 até 1981 e influenciou vários grupos (Jello Biafra, ex-Dead Kennedys, adorava). Mas nunca chegou a fazer uma turnê ou a gravar um single. Liderados na maior parte do tempo pelo vocalista Tomata DuPlenty e pelo tecladista Tommy Gear, os Screamers pouco saíram de Los Angeles. Ainda assim, a história do grupo começou em Seattle. DuPlenty e Gear haviam se conhecido lá e montaram um grupo que inicialmente tinha o nome de The Tupperwares. Só que a empresa que fabrica aqueles potes de plástico não gostou nada disso e ameaçou processar, daí a mudança de nome.
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Nessa época, a banda tinha um vocalista com nome curioso, Rio de Janeiro, que costumava soltar frases como “os Tupperwares são para a cena punk o que os Harlem Globetrotter são para a NBA”. Bill Rieflin, que anos depois tocaria no Ministry, também era da banda nesse começo. Tanto os Tupperwares como os Screamers costumavam ser insistentemente comparados com bandas como Kraftwerk e Neu!. Tomata, o vocalista, chamava a atenção no palco tanto por sua dança maníaca (lembrando Iggy Pop e adiantando a performance de Jello Biafra), quanto pelo cabelo endurecido e puxado para cima.
Olha eles aí no palco em 1978.
O quase hit 122 hours of fear.
A grande novidade sobre os Screamers é que (deveríamos ter falado disso no primeiro parágrafo, eu sei) saiu pela primeira vez um disco da banda. Screamers demo Hollywood 1977 tem só cinco músicas e é (como diz o nome) uma demo da banda, gravada “alguns meses após o início da cena punk de Los Angeles”, como dizem as notas do encarte, escritas por Jon Savage. “A ideia era ser confrontador, era evocar (como Tomata descreveu em um entrevista inicial) um estado de ansiedade”. O selo que lançou foi o Superior Viaduct.
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Não é o primeiro lançamento do grupo: muita coisa que tem no YouTube saiu de um DVD de sobras e vídeos de shows lançado pela californiana Target em 2008. Mas os Screamers nunca haviam tido um single ou disco lançado anteriormente. Nos vídeos, dá para ter uma ideia mais focada de como a atitude da banda era de confronto, de choque. E de como o aparato de palco precisava acompanhar tudo isso.
Assim que o DVD saiu, o Seattle Weekly publicou uma matéria enorme sobre a banda, em que ex-integrantes e músicos da época recordavam histórias do grupo. Robert Lopez, guitarrista de um quarteto chamado Los Zeros, conta que a banda pensava detalhadamente cada show, incluindo momento de entrar, de sair, roupas de palco, etc.
O grupo foi mudando bastante de formação até o fim. Quem marcou bastante a história dos Screamers foi o baterista KK Barrett, que entrou logo em 1976 e ficou até o fim – hoje ele trabalha como designer de cinema. O New York Times juntou Barrett e Tommy Gear para uma matéria sobre o disco, fazendo questão de falar que a banda era um “elo perdido” do punk. Gear conta que apesar de nunca ter saído um disco do grupo, eles não eram nada avessos à ideia de serem contratados e gravar.
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“Na verdade, conversamos com gerentes e pessoal da gravadora na época, porque eles claramente viram que estávamos atraindo pessoas para os clubes e conseguindo a imprensa. Mas, francamente, eles não sabiam o que fazer conosco. Não nos encaixamos no paradigma deles. E, claro, eles estavam fazendo ofertas inúteis, de qualquer maneira”, recordou.
Os Screamers encerraram atividades deixando para trás uma ideia que mudaria o mercado musical na época: eles pensavam em lançar o primeiro disco apenas em formato de vídeo, pouco antes da MTV aparecer no mercado. O grupo teve alguns retornos, como no fim de 2000, quando alguns ex-integrantes se reuniram em shows para homenagear Tomata, morto em agosto daquele ano. Agora, estão imortalizados nas plataformas digitais.
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Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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