Destaque
Faixa a faixa: KK, “A gente tenta até conseguir”

O mineiro (de Belo Horizonte) Ricardo Figueiredo já foi Cacá e hoje é só KK. O nome artístico foi dado sem querer por ninguém menos que Paulo Ricardo, do RPM, quando o quase xará foi lhe pedir um autógrafo após um show – quando foi olhar o papel, seu apelido estava reduzido a duas consoantes. Fruto do rock brasileiro dos anos 1980 e 1990, KK guardava na gaveta uma série de músicas que acabam de gerar seu primeiro disco, intitulado A gente tenta até conseguir.
O disco marca uma nova fase na carreira do músico: originalmente baterista, ele tocou em várias bandas de garagem, e com o tempo virou compositor e cantor. A gente tenta até conseguir (lançado no dia 13 de julho, considerado aqui no Brasil o Dia do Rock) teve produção dividida entre ele e o baixista Adriano Campagnani e, diz KK, dá prosseguimento a toda a história da MPB e do pop mineiro nos últimos anos. “Estou seguindo a mesma estrada de Pacífico Mascarenhas, Célio Balona, Milton Nascimento, Wagner Tiso, Os Borges, Toninho Horta, 14 Bis, Marcus Viana e Sagrado Coração da Terra, Pato Fu, Jota Quest e Skank. Grandes nomes da música mineira que sempre me emocionaram e me ajudaram em diversos momentos da minha vida. Agora é a minha vez de continuar esse legado”, conta.
KK mandou um faixa a faixa do disco pra gente. Leia ouvindo.
A GENTE TENTA ATÉ CONSEGUIR. “Ela é a a cara e o coração do álbum. Ela carrega em si toda a ideia e o espírito que moveu cada passo, cada movimento, cada escolha que foram necessários para que o próprio álbum existisse.
Foi a minha primeira composição. Escrita no estilo de tocar rock muito próprio das bandas brasileiras dos anos 80. Com uma batida forte e contínua, uma harmonia simples e cativante, uma guitarra dedilhada e um violão de aço. Tem também uma gaita de boca muito forte que além de dar um charme todo especial, desperta nas pessoas memórias emotivas.
O que eu mais gosto dessa canção é ver a reação das pessoas quando ouvem a letra embalada pela música. A grande maioria fica calada, ouvindo… E muitas delas soltam alguns suspiros. Essa é a missão da música nas nossas vidas.
A letra é leve e reflexiva e ao mesmo tempo engajada e corajosa. Uma mensagem de esperança, coragem e persistência. Perseverança. Essa é a mensagem dessa canção”
AINDA QUERO. “É uma balada rock romântica. Ela traz bandolins e muitos violões de aço para o meio da banda e o resultado é maravilhosamente magnífico. Ela tem um jeito de folk. Bem isso!
À medida que se ouve a canção a gente sente como se estivéssemos passeando num campo de flores, depois no centro tumultuado de uma grande cidade e, finalmente, dentro de um quarto. Prontos para dormir e sonhar…
A letra é uma declaração de amor de um homem tão apaixonado que se pudesse passaria o dia inteiro cuidando da sua amada”.
BEIJO POR BEIJO. “É um rock pop dançante, envolvente e gostoso. Um arranjo vibrante que leva a todos inevitavelmente à dançar. Um naipe de metais enfeita a base de guitarra, baixo, bateria e piano. O contrabaixo inclusive é bem revirado. O mais gostoso dessa música é mesmo o swing. Cheio de quebradas nas passagens!!!
A letra é simples, mas inteligente e mostra como a gente fica quando está apaixonado! Você imagina como é? Então ouça a canção e descubra!”
MENINA OU MULHER. “É outra balada rock romântica do álbum. Tem uma batida forte e marcante e riffs de guitarra muito bem elaborados e executados. Alternando momentos intensos e suaves. Muito bacana o segundo canto do refrão, feito em uma oitava acima do primeiro canto, querendo fazer parecer como se fosse um grito de desabafo!
A letra da canção traz um desabafo de um homem apaixonado por uma mulher. Enfim, esse é exatamente o dilema que existe na cabeça dele, pois sua amada hora age de uma forma, hora age de outra…
E aí? Qual a conclusão? Ouça a canção!”
EU SÓ QUERO NAMORAR COM VOCÊ. “É um pop rock que conta com o brilho de um naipe de metais e um ritmo muito gostoso que praticamente vai obrigar você a dançar.
A letra, leve e bem humorada, é praticamente um pedido de desculpas de um rapaz apaixonado que falou demais na cabeça da sua amada, mas que gosta dela com sinceridade de coração, e retrata situações corriqueiras que podem acontecer em qualquer namoro… Inclusive no seu!
Cuidado com o refrão… Ele vai ficar grudado nos seus ouvidos! Dúvida? Então faça o teste e ouça a canção!!!”
ATÉ QUE ENFIM. “É um rock pop romântico. Leve e descompromissado o ritmo dessa canção vai fazer você balançar! O naipe de metais novamente aparece dando um brilho extra e juntamente com a guitarra, cheia de efeitos muito especiais, formam um arranjo dinâmico e suave ao mesmo tempo. O que eu mais gosto nessa canção é a modulação entre o tema A e o tema B.
A letra é uma espécie de lamento e desabafo de um cara que no momento está só, pois sua amada não quis admitir que gosta dele… Mas ele ainda acredita que ela pode voltar a qualquer momento…
E aí? Será que ela volta? Só ouvindo pra saber!”
CALA A BOCA E BEIJA. “É uma brincadeira que acabou rendendo um rock groovado, inspirado no som de artistas precursores do rock and roll. Tem também uma pitadinha do balanço, gerando uma batida irresistivelmente dançante. A letra engraçada reflete uma situação que muita gente conhece. Sabe quando você encontra com uma pessoa que simplesmente NÃO PARA DE FALAR?
Pois é!!! O resultado? Só ouvindo pra saber!!! Atenção! Alarme ? de Refrão Chiclete!!! Você vai ficar cantando sem parar!!!”
SOLIDÃO PRA QUE. “É mais uma balada rock. Um piano puro, limpo, sem efeitos e uma guitarra com uma distorção toda especial dão um tom bastante profundo ao clima. Ela tem uma introdução forte seguida de um mergulho quase no silêncio absoluto. Daí pra frente apresenta um arranjo muito leve e suave que vai crescendo ao longo da canção.
Extremamente emocionante, a letra nos leva a pensar e refletir sobre o que estamos fazendo da nossa vida e sinaliza que nossa busca deve ser por algo maior, bem maior do que os caprichos e futilidades do dia a dia. Algo que muitas vezes só damos conta quando estamos solitariamente perdidos no meio das multidões e do mundo virtual.
O arranjo intenso e forte em conjunto com a letra leve e densa propõe o desafio de encaramos um dos maiores males que atinge hoje o ser humano e finaliza com uma proposta simples, direta e legítima”.
SÓ UMA VEZ. “Ela tem uma batida vigorosa, quebradas espetaculares e um solo de guitarra marcante! Ela foi gravada em uma única passada, sem repetições, de forma a demonstrar no próprio arranjo que tudo acontece mesmo apenas uma vez.
Sua letra nos lembra que temos essa única, exclusiva e fantástica oportunidade de viver só uma vez. E que por isso devemos viver essa vida de forma intensa sem fazer mal nenhum a ninguém. Passando pelos dias, meses e anos de forma leve, vivenciando as experiências e emoções e buscando fazer escolhas acertadas, sempre desejando e fazendo o bem pra nós mesmos e para todos”.
MÃE. “É uma balada lenta. É uma homenagem que eu escrevi pra minha mãezinha. É a única canção do álbum que conta com o acréscimo de violinos e violoncelos. O arranjo inicia com a intenção de levar o ouvinte a um outro lugar. Um lugar alto, superior, e porque não dizer, divino. Afinal o amor de Mãe é algo de natureza divina. A letra profunda, sensível e carinhosa, inicialmente retrata as angústias do filho que, como tantas pessoas, sente as dificuldades de viver num mundo tão complexo. Porém, a medida que avança a composição, a gente vê que esse filho vai percebendo os caminhos que sua mãezinha foi lhe ensinando é assim ele entende que é capaz de vencer o mundo! Prepare-se para sentir momentos de emoção intensos!”
NÃO FALTA AMOR, FALTA AMAR. “É um rock heavy metal que faz uma reflexão muito profunda e oportuna. Ainda mais nos dias de hoje!
O arranjo se inicia com alguns efeitos que chamam atenção para as forças da natureza e prefiguram o peso do som que está vindo… Com várias guitarras!
Logo a canção toma corpo e começa e ficar cada vez mais pesada até que o solo da guitarra explode tudo e frita a sua cabeça! O arranjo ainda tem uma quebrada que joga o ritmo em metade do andamento, pra retomar o gás todo no final!
A letra muito forte e cheia de sinais, símbolos e figuras, chama a atenção para que todos possam perceber o amor tanto nos pequenos detalhes, quanto nas grandes e infinitas realidades e questiona e desafia o ouvinte a também escolher amar!”
A CANÇÃO DAS CANÇÕES. “É uma balada rock com cara de MPB. Contando com a participação especial de vários artistas mineiros de renome internacional, a obra fala da paixão do compositor, a música. O arranjo contempla a cadência da batida e valoriza os instrumentos e a harmonia. A letra foi construída usando os nomes ou trechos de várias canções muito conhecidas que foram importantes na vida e na história musical do autor. O mais bacana dessa canção é que eu consegui montar um quebra-cabeça juntando os nomes ou trechos de canções formando frases com novos sentidos que eu queria que elas tivessem! Desafio você a ouvir e a identificar QUANTAS e QUAIS são as canções que foram “usadas” como peças nesse quebra-cabeça musical!”
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Cultura Pop
Quando Suicide gravou… “Born in the USA”, do Bruce Springsteen

A way of life, disco de 1988 da dupla de música eletrônica Suicide, é tido como um disco, er, acessível. Acessível à moda de Martin Rev e Alan Vega, claro. O disco pelo menos podia ser colocado tranquilamente na prateleira dos artífices da darkwave e era bem mais audível do que o comum de um grupo que havia lançado a assustadora Frankie teardrop. O disco era produzido por Ric Ocasek, líder dos Cars (que já havia produzido o segundo disco deles, de 1981, Alan Vega/Martin Rev), e tinha até uma eletro-valsinha, Surrender, além de um estiloso misto de rockabilly e synthpop, Jukebox baby 96.
O que ninguém esperava era que a dupla tivesse feito nessa mesma época uma estranhíssima versão de… Born in the USA, de Bruce Springsteen. A faixa surge numa versão ao vivo, gravada num show de Vega e Rev em 1988, em Paris. A dupla nem sequer disfarçou que a ideia era fazer uma versão bem lascada – saca só o sintetizadorzinho da música, e a referência a músicas como Lucille, de Little Richard, e o tema When the saints go marching in, logo na abertura. A “versão” da faixa resume-se a quase nada além do título da canção. Parece um karaokê do demo (e é).
A versão poderia ser uma bela pirataria, mas vira oficial nesse mês: vai aparecer em uma reedição de A way of life, prevista para o dia 26. A edição de luxo estará disponível em vinil azul transparente com Born in the USA e em CD com quatro faixas bônus, além do formato digital. O material extra inclui versões ao vivo de Devastation e Cheree, bem como uma versão inicial de estúdio de Dominic Christ. O pesquisador Jared Artaud encontrou as faixas enquanto trabalhava no arquivo de Vega, após a morte do cantor em 2016.
E se você não sabia, vai aí a surpresa: Springsteen tá bem longe de ser um sujeito que diria “what?” ao ser informado da existência do Suicide. Pelo contrário: era fã da dupla e costumava dizer que a estreia do Suicide, o disco epônimo de 1977, era “um dos discos mais sensacionais que já ouvi”. Em 1980, o cantor esteve com a dupla e Vega descobriu que Springsteen era seu fã – e se surpreendeu.
“Ele estava gravando o disco The river (1980) e nós estávamos gravando nosso segundo álbum em Nova York. Então tivemos uma reunião de audição do nosso álbum. Havia três ou quatro figurões da nossa gravadora, e Bruce também estava lá. Depois que tocamos o álbum, houve um silêncio mortal… exceto por Bruce, que disse, ‘Isso foi ótimo pra caralho.’ Ele fazia questão de nos dizer o quanto nos amava”, contou em 2014 ao New York Post.
Mais: um texto do site Treblezine, a partir de audições da obra de Bruce e de entrevistas do Suicide, descobre: a dupla influenciou muito o sombrio disco Nebraska, tido como o “primeiro disco solo” (sem a E Street Band) de Springsteen (1982), basicamente um disco sobre crise, desemprego e gente à beira do desespero pela falta de oportunidades. Houve uma versão elétrica e pesada de Nebraska, mas Bruce quis lançar o disco acústico, de voz, violão e registros crus, e que de fato lembram o clima esparso do Suicide do primeiro disco.
Na dúvida, ouça State trooper, cujos uivos lembram bastante os gritos (sem aviso prévio) de Frankie teardrop. “Lembro-me de entrar na minha gravadora logo após o lançamento do meu disco”, disse Vega depois de ouvir State trooper pela primeira vez. “Eu pensei que era um dos meus álbuns que eu tinha esquecido. Mas era Bruce!”
Cultura Pop
No podcast do Pop Fantasma, a fase de transição do Metallica

A morte do baixista Cliff Burton, em 27 de setembro de 1986, desorientou muito o Metallica. Além do que aconteceu, teve a maneira como aconteceu: a banda dormia no ônibus de turnê, sofreu um acidente que assustou todo mundo, e quando o trio restante saiu do veículo, só restou encarar a realidade. A partir daquele momento, estavam não apenas sem o baixista, como também estavam sem o amigo Cliff, sem o cara que mais havia influenciado James Hetfield, Lars Ulrich e Kirk Hammett musicalmente, e sem a configuração que havia feito de Master of puppets (1986) o disco mais bem sucedido do grupo até então.
Hoje no Pop Fantasma Documento, a gente dá uma olhada em como ficou a vida do Metallica (banda que, você deve saber, está lançando disco novo, 72 seasons) num período em que o grupo foi do céu ao inferno em pouco tempo. O Metallica já era considerado uma banda de tamanho BEM grande (embora ainda não fosse o grupo multiplatinado e poderoso dos anos 1990) e, justamente por causa disso, teve que passar por cima dos problemas o mais rápido possível. E sobreviver, ainda que à custa justamente da estabilidade emocional de Jason Newsted, o substituto do insubstituível Cliff Burton…
Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: Skull Koraptor e Manger Cadavre?
Estamos no Castbox, no Mixcloud, no Spotify, no Deezer e no Google Podcasts.
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Estamos aqui toda sexta-feira!
Destaque
Dan Spitz: metaleiro relojoeiro

Se você acompanha apenas superficialmente a carreira da banda de thrash metal Anthrax e sentia falta do guitarrista Dan Spitz, um dos fundadores, ele vai bem. O músico largou a banda em 1995, pouco antes do sétimo disco da banda, Stomp 442, lançado naquele ano. Voltaria depois, entre 2005 e 2007, mas entre as idas e as vindas, o guitarrista arrumou uma tarefa bem distante da música para fazer: ele se tornou relojoeiro (!).
A vida de Dan mudou bastante depois que o músico teve filhos em 1995, e começou a se questionar se queria mesmo aquela vida na estrada. “Fazíamos um álbum e fazíamos turnês por anos seguidos, e então começávamos o ciclo de novo – o tempo em casa não existia. É uma história que você vê em toda parte: tudo virou algo mundano e mais parecido com um trabalho. Eu precisava de uma pausa”, contou Spitz ao site Hodinkee.
>>> Veja também no POP FANTASMA: Rockpop: rock (do metal ao punk) na TV alemã
Na época, lembrou-se da infância, quando ficava sentado com seu avô, relojoeiro, desmontando relógios Patek Philippe, daqueles cheios de pecinhas, molas e motores. “Minha habilidade mecânica vem de minha formação não tradicional. Meu quarto parecia uma pequena estação da NASA crescendo – toneladas de coisas. Eu estava sempre construindo e desmontando coisas durante toda a minha vida. Eu sou um solucionador de problemas no que diz respeito a coisas mecânicas e eletrônicas”, recordou no tal papo.
Spitz acabou no Programa de Treinamento e Educação de Relojoeiros da Suíça, o WOSTEP, onde basicamente passou a não fazer mais nada a não ser mexer em relógios horrivelmente difíceis o dia inteiro, aprender novas técnicas e tentar alcançar os alunos mais rápidos e mais ágeis da instituição.
>>> Veja também no POP FANTASMA: Discos de 1991 #9: “Metallica”, Metallica
A música ainda estava no horizonte. Tanto que, trabalhando como relojoeiro em Genebra, pensou em largar tudo ao receber um telefonema do amigo Dave Mustaine (Megadeth) dizendo para ele esquecer aquela história e voltar para a música. Olhou para o lado e viu seu colega de bancada trabalhando num relógio super complexo e ouvindo Slayer.
O músico acha que existe uma correlação entre música e relojoaria. “Aprender a tocar uma guitarra de heavy metal é uma habilidade sem fim. É doloroso aprender. É isso que é legal. O mesmo para a relojoaria – é uma habilidade interminável de aprender”, conta ele. “Você tem que ser um artista para ser o melhor – seja na relojoaria ou na música. Você precisa fazer isso por amor”.
>>> POP FANTASMA PRA OUVIR: Mixtape Pop Fantasma e Pop Fantasma Documento
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