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Cultura Pop

Explo 72: o “Woodstock de Cristo”, em 1972

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Explo 72: o "Woodstock de Cristo", em 1972

Festivais que tentavam reproduzir um pouco do clima de Woodstock, não faltaram. Não apenas durante 1969 mas também bem depois, inclusive no Brasil. E se você achava que na história da música pop faltava uma contrapartida cristã de Woodstock, nunca faltou. Entre 12 e 17 de junho de 1972, nos Estados Unidos, a turma do Campus Crusade for Christ – que atua até hoje com o nome de Cru, para não haver confusão com as “cruzadas” cristãs – realizou a Explo 72. Um evento cristão que reuniu mais de cem mil jovens, um punhado de atrações musicais cristãs e um monte de pregadores em Dallas, Texas.

Na época, vários jornais já faziam comparações entre o clima da Explo e o do festival que rolou três anos antes.

Explo 72: o "Woodstock de Cristo", em 1972

Ao contrário de Woodstock e de qualquer outro festival da época, a Explo 72 tinha objetivos mais amplos. Primeiro que o festival aconteceu em locais diferentes de Dallas, com encontros no estádio Cotton Bowl. Em segundo lugar: a ideia não era só oferecer som, paz, amor e alguma consciência. Num reflexo dos rallies revolucionários promovidos nos Estados Unidos desde o fim dos anos 1960, era esperado que o evento fizesse cabeças e mudasse vidas. E que os cem mil jovens saíssem de lá doidos para se engajar de alguma forma no trabalho cristão.

Setenta e cinco países enviaram representantes à Explo 72 para trabalhar no evento. E, além de música, havia palestras, aulas de cristianismo, exercícios diários e atrações esportivas.

Olha aí um compilado de várias apresentações.

“Epa, esse cara aos 55 segundos do vídeo parece o Johnny Cash…”, você deve estar se perguntando. Acertou: É o countryman maldito Johnny Cash, que gravou vários discos gospel. E aí, aparecia cantando o tema cristão “I see men as trees walkin”. A música apareceu no LP ao vivo com trechos do evento, “Jesus Sound explosion”, lançado em 1972. Ouve aí.

Aí tem um vídeo com uma matéria que foi ao ar na TV na época sobre o evento.

Rolaram uns outros nomes ligados ao universo do pop-rock no evento, como Kris Kristofferson e Larry Norman. Larry (nascido por sinal numa cidade texana chamada Corpus Christi) tinha tocado numa banda chamada People!, que teve um hit só (“I love you”). E num determinado momento, era autor de canções para musicais. Em 1968, após se converter ao cristianismo, passou a pregar o evangelho pelas ruas de Los Angeles. E não se espante: na época, pregadores cabeludos de todos os credos eram bastante comuns, até mesmo em lugares descolados (foi nessa que um sujeitinho perturbado chamado Charles Manson se deu bem). Olha ele aí cantando na Explo 72.

Em 1969 Norman já causara a maior polêmica lançando um disco que pode ser tranquilamente considerado um álbum de psicodelia cristã, “Upon this rock”. Os pastores evangélicos televisivos fizeram uma enorme campanha contra Norman e a Capitol, sua gravadora, tirou o disco das lojas. Numa das músicas, “Forget your hexagram”, Norman dava uma espetada nos ocultistas, nos espíritas e nos adeptos da astrologia.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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