Cultura Pop
E o Ministry, que revisitou “(Every day) is halloween”?

(Every day) is halloween, canção do Ministry lançada em 1984, já salvou a vida do líder da banda, Al Jourgensen. Acostumado a ambientes bizarros (e a buscar drogas em lugares sórdidos) o músico foi dar uma banda certa vez lá pelos lados do antigo conjunto habitacional Cabrini-Green, em Chicago. Demolido em 2011, o condomínio popular era tomado por gangues violentas e por traficantes.
Al estava tentando arrumar drogas quando cinco caras enormes pularam em cima dele, querendo saber o que ele estava fazendo por ali – um deles, apontando uma arma direto para a cara de Jourgensen. “Espere um minuto, cara, não atire”, disse um dos gângsteres. “Ele é o cara do ‘bop-bop’, está tudo bem, ele é cool”. O sujeito havia reconhecido Al como o cara que ficava falando “bop-bop” durante a música. E liberou o líder do Ministry para procurar o traficante mais próximo.
A música, que originalmente era o lado B do single All day, e acabou virando o jogo, era a estreia do Ministry na gravadora de música eletrônica Wax Trax, após uma experiência mal sucedida (para Al e seu parceiro na época, Stephen George) na grandalhona Arista. Tinham lançado lá o LP With sympathy e Al saiu reclamando que a gravadora forçou a banda a se tornar uma dupla de tecnopop. Na época, você deve saber, Al não se parecia em nada com o maluco cheio de piercings e com o cérebro em estado de suspensão que hoje lidera a banda. Ele é o da esquerda na foto (Stephen é o da direita).

(Every day) is halloween também acabou se tornando uma espécie de hino gótico, e a primeira tentativa do grupo em largar de lado seu público original, que era formado basicamente por fãs de synthpop (mas vá lá que, ao contrário do que o próprio Ministry acredita, With sympathy é um puta disco e vale a audição). Deu certo a ponto do Ministry chamar a atenção do selo Sire e se mandar para lá. A história de como o grupo entrou para o cast da gravadora de Madonna também é cheia de bizarrices (um dia a gente conta).
A música, por sinal, passou mais de trinta anos fora do repertório do Ministry – que passou a adotar uma sonoridade mais metal-industrial e passou a renegar tudo o que fez até o segundo disco, Twitch, de 1986. Até que Al resolvesse fazer uma surpresa para os fãs e resgatasse a música no último dia de outubro, em homenagem ao dia das bruxas, num vídeo para o YouTube. (Every day) is halloween aparece em versão acústica, com participação de Dave Navarro.
Ah sim, a expressão “halloween” também se relaciona com um momento, er, sui generis da vida do Ministry. A turnê da banda de 1992, que lançava o disco Psalm 69, começou justamente no dia das bruxas daquele ano, com uma data na Bélgica, e posteriormente datas na Alemanha, França, Itália, Holanda e Reino Unido. “Todas as gigs eram marcadas de acordo com nossas conexões de drogas. Heroína e cocaína eram mandadas em primeira mão para os nossos hoteis. A banda era rachada ao meio – metade eram os junkies, e a outra metade era formada completamente por esnobes. Os junkies sempre venciam porque sem eles não há turnê”, afirmou Al na biografia Ministry: The lost gospels according to Al Jourgensen.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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