Cultura Pop
Deep Purple e AC/DC saindo na porrada

Mais que conflito de gerações, uma porrada feia: o Deep Purple, fragmentado e quase encerrando atividades, saiu no tapa com o iniciante AC/DC, nos bastidores do festival de Sunbury, na Austrália, em 1975.
O Sunbury Rock Festival – conforme lembra o Ultimate Classic Rock – já enfrentava problemas o suficiente: tempo péssimo, vendas baixas de ingressos, etc. O Deep Purple, meio em baixa, não cobrou barato. Foram US$ 60 mil, o que corroeu bastante o caixa do evento, e comprometeu o pagamento de outras bandas.
Já o AC/DC apareceu lá quase por acaso: a banda estava fazendo um show num pub e receberam o convite para ir ao festival de Sunbury no dia seguinte. Só que, segundo o guitarrista Angus Young, rolou uma falha na comunicação que fez toda a diferença. “O cara que estava promovendo estava um pouco preocupado e disse: ‘Deep Purple parece que nem vai subir no palco'”, contou o músico.
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Na época, George Young, irmão mais velho de Angus e Malcolm e produtor do grupo, fazia as vezes de baixista e foi ao show. Tanto ele quanto Angus relatam terem ficado meio horrorizados com as condições do local, cheio de lama. Mas o mais complicado foi ver uma frota de Rolls Royces chegando: era o Deep Purple que, ao contrário do que o tal empresário tinha falado, ia tocar.
O AC/DC estava escalado pra tocar mesmo assim e já estava no camarim quando… “Alguém disse que alguém deu um soco no nosso empresário – um dos caras da turnê do Deep Purple. Estávamos todos amontoados, trocando de roupa. Lembro que todos nós saímos correndo”, lembrou Angus. Deu mais merda: uma galera animada lá mesmo da Austrália deixou cair equipamentos nos seguranças do Deep Purple, e Bon Scott, vocal do AC/DC, apareceu para meter uma chave de braço em alguém.
O público ficou impaciente e começou a pular o cercado que separava o palco. A equipe do evento entrou pra botar todo mundo calmo e resolveu: Deep Purple tocava e o AC/DC vinha depois. Segundo Angus, nem tanto, porque o Deep Purple ainda teria cortado o set no meio e começado a tirar o equipamento, e o AC/DC não tocou. Já David Coverdale, que estava nos vocais do DP, contou certa vez que o local realmente estava um lixo: cheio de lama, frio e todo mundo embrulhado em folhas de plástico para se aquecer.
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“Parecia uma imensa convenção de preservativos”, contou David, que, de acordo com sua memória, tocou e, imediatamente, viu “uma jovem banda australiana” mexendo em seu equipamento. “Bem, o inferno desabou, pelo que me contaram. Nossos roadies lutaram com a jovem banda para tirá-los do nosso equipamento e do palco”, escreveu. “De qualquer forma, vejam só, esses rapazes corajosos eram nada mais mais nada menos que uma nova banda chamada AC/DC. Eu ri quando soube. Achei ótimo! E é assim que me lembro daquele episódio”.
Angus insiste que nunca tocou no show. E Coverdale lembra que o Deep Purple acabou tendo que criar um fundo fiduciário para cobrir a grana que iria para pagar os outros artistas do festival. Aliás, Sunbury não tinha sido montado pra fazer número. A ideia era que o evento fosse o Woodstock da Austrália, com direito a shows monumentais de bandas como o Queen (que levou uma tremenda vaia em 1974).
Mas o festival encerrou sua história em 1975 mesmo. Marcou época a ponto de uma banda bem satírica da Austrália chamada The Fauvez ter homengeado o evento com uma música, Sunbury 97, lançada em 1998. “Tem uma árvore onde mamãe e papai me conceberam/Você acredita que sou filho de Sunbury 73?”, diz a letra. Eita…
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Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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