Cultura Pop
Dee Dee Ramone sem os Ramones – descubra!

O primeiro lançamento solo do ex-baixista dos Ramones, Dee Dee Ramone (morto de overdose há exatos quinze anos) saiu em 1989, “Standing in the spotlight”. E é tido como um baita fracasso por causa dos motivos abaixo.
1) Dee Dee adotou o nome “Dee Dee King” e se aproximou do hip hop em músicas como “Funky man”.
2) Nem o público de rap nem a galera do punk aceitaram a mudança de Dee Dee, já que ele evidentemente era um rapper horrível.
3) Obviamente o disco foi de fato um fiasco de vendagens. Tudo bem que o disco não era só isso: lá tinha punk, new wave, umas coisas mais experimentais e estranhas. Isso aí era o punk de “The crusher”, presente no disco. E gravada anos depois pelos próprios Ramones.
Sim, Dee Dee era um rapper horroroso. Mas até que era um compositor dos bons e conseguia dar uma cara interessante até para os momentos mais bizarros do disco. “German kid” tinha backing vocals de Debbie Harry (Blondie). E parecia gozação e ofensa com o próprio hip hop. Mas, vá lá, rendia umas risadas e até que era bacana.
https://www.youtube.com/watch?v=YBVBaUB65g8&T=1057s
Aqui, você mata saudades do infame clipe de “Funky man”. Essa música está completando 30 anos em 2017 (e sim, esse clipe passou BASTANTE no Brasil).
Ainda em “Standing in the spotlight”, um rap-surf-new wave bem bacana, “Commotion in the ocean”.
Em 1994, Dee Dee Ramone – que voltara brevemente para os Ramones e saiu de novo, mas continuou compondo boa parte do material – gravou o segundo disco solo, “I hate freaks like you”, já de volta ao punk. O material misturava músicas nas quais Dee Dee trabalhara para outras pessoas. Entre elas, “Lass mich in Ruhe”, parceria com John Carco e Nina Hagen que Nina gravaria em 1995. Tinha também inéditas, regravações dos Ramones (“All’s quiet on the eastern front”, do disco “Pleasant dreams”, de 1981)… Os Ramones revisitariam duas músicas do disco, “Making monsters for my friends” e “It’s not for me to know”, no disco “Adios amigos”, de 1995, último da banda. Olha “It’s not…” na versão do autor.
Essa aí é “Last mich in Ruhe”.
Teve também “Zonked!”, terceiro disco de Dee Dee Ramone, que saiu há vinte anos e reunia um time bacana. Além de Marky Ramone na bateria e do parceirão e produtor Daniel Rey na guitarra, tinha Joey Ramone cantando em “I am seeing UFO’s”, Lux Interior (Cramps) em “Bad horoscope”… Olha “I am seeing UFOs” aí.
E “Bad horoscope”.
O quarto e último disco solo de Dee Dee saiu em 2000, “Hop around”, dois anos antes de sua morte. Havia clima de despedida em músicas como “I don’t wanna die in the basement” e “I saw a skull instead of my face”. Tinha também referências aos Ramones em músicas como “38th & 8th”. E uma espécie de declaração de princípios em “I’m horrible”.
https://www.youtube.com/watch?v=FGb2TLgKOpA
Por último, segue aí uma entrevista (em inglês) com Dee Dee Ramone feita por Legs McNeil (do fanzine “Punk” e também co-autor do livro “Mate-me por favor”) e publicada na Vice. Destaque para a parte em que Dee Dee revela que ele e Johnny RamOne, completamente chapados, ficavam horas e horas dando risadas ouvindo o “bip bip” de telefones desligados. Mais: Dee Dee revela que começou a usar morfina aos 12 anos (“é engraçado, mas eu só fui começar a fumar maconha lá pelos 15, 16 anos”).
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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