Cultura Pop
DDT, wowee! A infância explosiva de Frank Zappa

A infância e a adolescência de Frank Zappa foram, er, sui generis. O pai do futuro músico trabalhou no Arsenal Edgewood, em Maryland, que era o centro de pesquisa e desenvolvimento de guerra química desde 1918 e tornou-se o centro de pesquisa para agente químico e testes em seres humanos. Por causa disso, lá se foi a família Zappa morar numa casa cedida pelo governo. Era, na verdade, uma das ocupações do patriarca da família, mas era de longe a mais preocupante.
Essa história já rolou em diversas biografias dele – como Being Frank: My time with Frank Zappa, de Nigey Lennon – e apareceu em parte aqui mesmo no POP FANTASMA, numa vez em que colocamos um documentário feito sobre o artista para a TV holandesa.
“Produzi pólvora quando eu tinha seis anos. Naquela época, meu pai estava trabalhando em um lugar na Costa Leste chamado Edgewood Arsenal. É onde fizeram gás venenoso durante a Segunda Guerra Mundial”, contou à equipe do documentário, recordando que preferia explosivos à música quando criança.
Se você tem alguma dúvida quanto à veracidade dessa história, o próprio Zappa conta tudo sobre o assunto no The real Frank Zappa book, escrito por ele ao lado de Peter Ochigrosso.
“Meu pai foi empregado como meteorologista no Arsenal Edgewood, em Maryland. Eles produziram gás venenoso lá durante a segunda guerra. Havia tanques de gás mostarda a menos de dois quilômetros de onde morávamos. Por isso, em nosso conjunto residencial cada membro de cada família tinha sua máscara de gás.
Meu pai, para ajudar a pagar o aluguel, se ofereceu como voluntário para testes de agentes químicos (talvez até biológicos) em humanos. Eram chamados de ‘testes de adesivos’. O exército não te dizia o que foi que eles estavam colocando na sua pele — e você concordava em não espiar sob o curativo — e eles te pagariam dez dólares por ‘patch’. Meu pai costumava vir para casa toda semana com três ou quatro dessas coisas em seus braços e diferentes partes do seu corpo.
Quando o DDT foi inventado decidiram que o Arsenal seria um dos lugares escolhidos para implementar seu uso. Meu pai trouxe pra casa sacos de DDT – havia um saco cheio no armário da cozinha. Eu nunca comi, mas ele garantiu que poderíamos comer — era ‘seguro’, só matava insetos.
Eu brincava com mercúrio o tempo todo. Todo o piso do meu quarto tinha mercúrio misturado com bolas de poeira. Uma das coisas que eu mais gostava de fazer era derramar o mercúrio no chão e bater com um martelo, pois ele esguichava por todo o lado. Eu estive doente o tempo todo em que vivi em Edgewood”.
(Frank Zappa morreu de câncer em 1993, aos 53 anos. Há quem atribua sua doença a essas experiências na infância)
Com informações chupadas de Death Disco Machine e de Mario Bag
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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