Cultura Pop
Quando David Bowie e John Cale (Velvet Underground) gravaram em dupla

Em 5 de outubro de 1978, num local chamado Clarbis Studios, em Nova York, rolou um encontro que, se não fossem os lançamentos piratas, provavelmente jamais teria chegado ao público. David Bowie e John Cale, ex-Velvet Underground, possivelmente um tanto calibrados, encontraram-se por lá e fizeram algumas gravações.
A relação de Bowie com o Velvet Underground já vinha de quase dez anos anos, já que Kenneth Pitt, seu primeiro empresário, havia levado uma cópia do primeiro disco da banda para ele. Bowie produzira gravações de Lou Reed, cantava White light/White heat (do Velvet) fazia bastante tempo e tinha feito Andy Warhol para o guru do Velvet. Chegou a mostrar um acetato com a canção para Andy, mas causou horror no “muso” da canção, já que Warhol achou que a música era uma gozação com ele. E Bowie também se tornou amigo de John Cale.
Cale disse certa vez que sua relação artística com Bowie foi forte o suficiente para que ele nunca conseguisse ser um produtor do cantor de Heroes, mas que eles volta e meia faziam jams secretas e shows. Em 1976, se conheceram em Nova York ao dividirem o palco com Lou Reed e Patti Smith. Fizeram também um show com Steve Reich e Phillip Glass, e Bowie acabou se juntando ao ex-Velvet na canção Sabotage. “Acabei ensinando a ele a parte da viola elétrica, que ele tocou e acabei tocando a música no palco pela primeira vez”, recordou.
“Quando fizemos esse bootleg, foi como nos bons velhos tempos. Estávamos festejando muito. Foi emocionante trabalhar com ele, pois havia muitas possibilidades e tudo, mas nós éramos nossos piores inimigos naquele momento”, contou Cale. “Eu já quis produzir Bowie? Depois de passar um tempo com ele, percebi que a resposta era não. A maneira como éramos na época teria tornado muito perigoso. Hoje em dia seria diferente, no entanto. Ele podia improvisar músicas muito bem, e era disso que se tratava aquele pirata. O melhor de quando nos conhecemos e começamos a sair nos anos 70 foi que ele dizia (coloca um forte sotaque galês): ‘Aqui é Dai Jones do País de Gales, não é?’ Ele amou tudo isso. Isso nos desencadeou. Nos demos muito bem, mas a maior parte do que estávamos fazendo era apenas uma festa”.
Pega aí as duas gravações, lançadas num single pirata chamado Two gentlemen in New York. John Cale no piano, David Bowie no vocal.
Via Far Out
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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