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Cultura Pop

Cindy Lauper se irritou um pouco na gravação de We Are The World

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Cindy Lauper se irritou um pouco na gravação de We Are The World

Surgido de uma ideia do cantor e ativista Harry Belafonte, o projeto USA For Africa rendeu um single de enorme sucesso no mundo todo, lançado em 7 de março de 1985 (e gravado em 28 de fevereiro). Era We are the world.

Do clipe e da canção, participou uma turma numerosa, que incluía dos autores da canção, Lionel Richie e Michael Jackson, a Billy Joel, Bob Dylan, Bruce Springsteen, Kenny Rogers, Darryl Hall, Kim Carnes, Diana Ross, Tina Turner, Bob Geldof (cujo projeto Band Aid, feito no Reino Unido, inspirou a ideia), Stevie Wonder (que quase foi autor da canção junto com Michael e Lionel) e vários outros.

Entre esses “outros”, o produtor Quincy Jones (que, antes da gravação, pediu a todos os envolvidos que “deixassem seus egos da porta para fora”), o supertecladista Greg Phillinganes e o percussionista brasileiro Paulinho da Costa.

Se você nunca viu o clipe (cria vergonha nessa cara, né?) tá aí embaixo.

https://www.youtube.com/watch?v=M9BNoNFKCBI

Cindy Lauper, você deve saber, estava entre as convocadas para o clipe. Em 1985, ela vinha curtindo um ano especialmente bacana, com a estreia She’s so unusual (1983) ainda fazendo sucesso, além de trilha de Goonies (1985, com o tema The Goonies ‘r’good enough). Ele teve também duas nominações no American Awards, em melhor cantora de pop/rock (contra Madonna) e melhor vídeo feminino (contra Tina Turner).

Ganhou nas duas – quando foi receber o primeiro prêmio, fez um agradecimento “aos roqueiros que me inspiraram e aos que ainda estão por vir”. Nos bastidores, aproveitou para cumprimentar Madonna pelo sucesso (seis semanas nas paradas) de Like a virgin.

https://www.youtube.com/watch?v=HZy5_8mqBWc

Cindy lembrou em sua autobiografia A memoir que, assim que acabou sua participação no American Awards, ela voou para o estúdio onde estava sendo gravado o clipe de We are the world, em Los Angeles. A cantora mal teve tempo de mudar de roupa: foi com o mesmo cabelo colorido do American Awards e pôs uma jaqueta italiana em cima da blusa branca que usava, “porque o visual me fazia parecer mais magra”. Só que chegou lá e encontrou Michael Jackson usando uma jaqueta parecida. Cindy acabou deixando a jaqueta de lado e teve que se virar com vários apliques amarelados que caiam do seu cabelo.

A cantora contou que não estava se sentindo muito à vontade e não curtiu algumas, er, atitudes que viu sendo tomadas pelos artistas. “Quincy Jones falou para todo mundo deixar seus egos lá fora, mas eles não fizeram isso. Eu até queria me entrosar com todo o mundo, mas estava meio tipo um monstro”, contou. Tentou puxar assunto com Michael Jackson, gente boa (diz ela), mas caladão. “Eu era como o (comediante) Rodney Dangerfield do rock. Era como o doidão do wrestling mas subitamente eu tinha conseguido aquele punhado de hits”, conta.

Cindy também não curtiu muito ver cantoras como Bette Midler, Aretha Franklin e Kim Carnes relegadíssimas a um papel secundário (ou terciário) no vídeo. E, na hora de gravar sua parte, ainda rolou climão por um motivo bizarro: os colares que Cindy usava no pescoço faziam barulho o suficiente para vazar no microfone. A cantora tirou as bijuterias e continuou cantando – meio chateada com o fato de seu visual não ter saído como ela queria no clipe. “Também achei interessante que o primeiro verso e a ponte da canção incluíam mulheres, e o grande final as excluía totalmente”, relatou.

Boa parte da participação dela (inclusive a tal cena em que ela tira as joias) em We are the world tá aí.

E muitos anos depois, Quincy Jones resolveu ser extremamente sincero a respeito de uma porrada de gente numa entrevista. Disse que os Beatles eram lixo, que Marlon Brando pegava geral (inclusive o comediante Richard Pryor) e que… Cindy, disse ele, foi um pé no saco durante a gravação. Além das bijus que batiam no microfone, ela ainda teria tido a audácia de dizer ao maestro que não gostava de We are the world.

Bom, a versão da cantora sobre a história tá no vídeo abaixo. Ela mal tinha percebido que as joias batiam no microfone, sempre procurou ser polida e educada com Quincy e nunca disse a ele que achava a música ruim. “Eu disse pro meu empresário, que deve ter contado para ele”, disse, rindo.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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