Cultura Pop
Cinco músicas compostas ou gravadas num clima de m…

Dreams, do Fleetwood Mac, é dessas músicas presentes regularmente na programação de emissoras FM voltadas ao flashback e ao público adulto. Para quem nunca reparou na sua letra e, muito menos, sabe o contexto da banda durante o período da sua gravação, ela passa facilmente por uma música romântica, dessas de cantar fechando os olhinhos. Mas não é bem assim.
A música virou uma febre na plataforma tiktok, num meme em que as pessoas têm de fazer um vídeo viajando em alguma autoestrada e tomando suco de cranberry (!!!) enquanto Dreams é a trilha sonora. Ok, não vamos discutir sobre o quão isso é nonsense – especialmente por isso fez com que a música crescesse 260% nas plataformas de streaming. Mas aproveitamos para juntar outras músicas que foram feitas ou gravadas num clima de merda e, mesmo assim viraram sucesso.
Veja o Top 5 abaixo:
“DREAMS” – FLEETWOOD MAC. A banda tinha “só” DOIS CASAIS recém separados durante as gravações do disco que contém essa música. Dá pra ver os raios saindo dos olhos da Stevie Nicks quando ela fala “players only love you when they’re playing”, em clima de “NÃO É MESMO, LINDSEY BUCKINGHAM?”
“TAMO AÍ NA ATIVIDADE” – CHARLIE BROWN JR. Chorão nunca foi uma pessoa fácil, mas nas gravações desse disco a coisa alcançou o ápice. Para se ter ideia do clima, não há uma única foto da banda no encarte pelo simples fato dos integrantes não suportarem estar num mesmo ambiente. Logo depois do lançamento do disco, três integrantes deixaram a banda e não houve show de lançamento em São Paulo.
“AQUELE ABRAÇO” – GILBERTO GIL. Essa música é maior alto astral, né? Mas a gravação não foi fácil. Gil havia sido preso pela ditadura militar e estava passando uns dias em Salvador enquanto organizava sua ida compulsória para o exílio em Londres quando a música começou a nascer. A ideia era fazer uma música de despedida, como se talvez Gil nunca mais voltasse a pisar no seu país natal. Felizmente, voltou.
“BABY I LOVE YOU” – RAMONES. O santo dos Ramones não bateu com o do Phil Spector – e vice-versa. Depois de uma rebelião da banda, que se recusava a voltar pro estúdio e obedecer às ordens do produtor, Spector sacou sua arma e obrigou os quatro a permanecerem no local enquanto ele próprio tocava e cantava Baby I love you ao piano. Assim nasceu essa bela versão para o clássico das Ronettes, de 1963, que está no álbum End of the century, de 1980.
“THE SHOW MUST GO ON” – QUEEN. Última gravação do Queen com um Freddie Mercury já bastante debilitado nos vocais – ele morreria pouco menos de um mês depois do lançamento da música no Reino Unido; nos EUA, ela já saiu como um som póstumo. Tem uma mensagem positiva e se tornou um clássico absoluto, mas o climão não podia estar pior, com Freddie já precisando de oxigênio pra cantar. Tanto que a demo foi gravada com Brian May nos vocais, justamente para poupar Freddie.
Cultura Pop
George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube
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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).
O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).
Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.
A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.
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A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.
Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.
Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.
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Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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