Nos últimos trinta e poucos anos, o brasileiro viu muitas referências à obra de Chuck Berry em filmes, músicas – e teve a oportunidade de assistir ao próprio ao vivo algumas vezes. Veja algumas delas aí.

No filme “De volta para o futuro”. Dificilmente alguém que tem entre 35 e 40 anos nunca sonhou em ser Marty McFly (interpretado, você sabe, por Michael J Fox). No primeiro filme da série, de 1985, Marty volta para 1955, tenta facilitar o encontro de seus pais no Baile de Formatura e acaba no palco tocando guitarra com a banda do evento. E toca “Johnny B. Goode”, que só seria lançada três anos depois. Na cena, icônica, Marty rola pelo palco como Angus Young (AC/DC), faz tapping na guitarra como Eddie Van Halen (Van Halen) e ataca a guitarra (e chuta o amplificador) como Pete Townshend (The Who).

Se você nunca viu, olha aí Michael falando sobre a cena da música e, em cenas de bastidores, tendo aulas de guitarra para tocar a canção no filme.

No filme “Esqueceram de mim”. Lançado em 1990, o clássico infantil com Macaulay Culkin no papel principal, tem “Run, Rudolph, run”, com Berry, na trilha sonora.

“Johnny B. Goode”, Peter Tosh. A versão do reggaeman saiu em 1983 no disco “Mama Africa”, ficou bastante conhecida (vale dizer que a releitura transformou o clássico de Berry em outra música, completamente diferente) e virou cover de sucesso em shows de reggae pelo Brasil.

“Johnny B. Goode”, Cidade Negra. A versão da versão: o Cidade Negra regravou a releitura de Tosh com letra em português, com versos como “lá no meio da Baixada, um gueto do Brasil/Olhando pela laje para o céu que se abriu”.

No filme “Pulp fiction – Tempo de violência”. Lançado em 1994, o filme de Quentin Tarantino trazia “You never can tell”, de Chuck Berry, na famosa cena em que Vincent Veja (John Travolta) e Mia Wallace (Uma Thurman) dançavam numa competição de twist.

No filme “Cadillac records”. Lançado em 2008, o longa do diretor Darnell Martin contava a história da gravadorra Chess Records. Chuck Berry, com todos os detalhes sórdidos de sua trajetória, era interpretado pelo rapper Mos Def. Beyoncé interpretava a cantora Etta James.

“Rolava Bethânia”, Serguei. O velho roqueiro brasileiro gravou uma versão em português de “Roll over Beethoven” em 1991. A letra, sem comentários: “Era uma festa muito doida/alguém me deu um drink, eu tomei/tinha um cara do meu lado/dizendo que foi caso do Ney/rolava Bethânia!/e o dono da festa era gay”.

“Johnny pirou”, João Penca & Seus Miquinhos Amestrados. “E foi gol/foi gol… gol do Mengão, foi gol/gol do Mengão, foi gol/gol do Mengão, foi gol/gol do Mengão, foi gol/Johnny pirou”. A versão de Tavinho Paes e Leo Jaime para “Johnny B. Goode” foi gravada pelo próprio Leo, por Ney Matogrosso e pelo João Penca.

No filme “Hail! Hail! Rock´n roll!”. O documentário de Taylor Hackford relatando dois concertos de celebração a Chuck realizados em 1986 foi lançado há quase 30 anos – completa três décadas em outubro. Virou um item muito querido dos fãs de rock clássico no Brasil e fez pontes entre o pioneirismo de Chuck e o trabalho de roqueiros de outras gerações, como o stone Keith Richards (um dos produtores do filme), Robert Cray e Eric Clapton.

“Johnny B. Goode”, Coldplay e Michael J Fox. Em 17 de julho de 2016, o grupo recebeu um convidado no palco do MetLife Stadium, em Nova York – era o astro de “De volta para o futuro”, segurando uma bela guitarra Gibson Les Paul, para repetir o número da festa de formatura do filme.

E ainda tiveram os shows dele no Brasil, em 1997, 2010 e 2013. Olha aí uma cena do show de 2013, em Curitiba.