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Cultura Pop

Celia and The Mutations: Stranglers com vocal feminino

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Celia and The Mutations: Stranglers com vocal feminino

Você já ouviu falar dos Stranglers? Bom, provavelmente: é uma banda bastante conhecida, já foi assunto do Pop Fantasma algumas vezes e fizemos até um podcast a respeito deles. Mas e de Celia and The Mutations, já escutou falar?

Celia and The Mutations: Stranglers com vocal feminino

Se você resolver completar a coleção de Celia and The Mutations, não vai ter muito trabalho: são só dois singles, ambos lançados em 1977. O primeiro deles com uma releitura de Mony Mony, de Tommy James And The Shondels, no lado A, e uma versão de Mean to me, dos Stranglers, no B. A contracapa traz uma imagem sombreada em que aparecem quatro pessoas, e só quem pergunta sabe que, de fato, quem está tocando com ela no single são os Stranglers mesmo. Bom, nem tanto: o disquinho saiu pela gravadora do grupo, a United Artists, e a sonoridade é bem parecida com a primeira fase do quarteto. E as tais sombras realmente parecem com os Stranglers e o formato de cabelo deles.

O segundo single trazia algumas diferenças. O lado A, com You better believe me, era creditado a Celia and The Fabulous Mutations, e a trazia acompanhada de JJ Burnel (baixista dos Stranglers), Wilko Johnson (guitarrista do Dr. Feelgood) e Terry Williams (baterista do Rockpile e do Man, depois tocaria no Dire Straits). A música é de autoria deles com Celia. O lado B traz a cantora acompanhada pelos Young Mutations, que são Andy Arthurs e Phil Chambon, integrantes da banda de power pop britânica Tonight.

A discografia de Celia e dos Mutations tá aí em cima, com as quatro músicas. Celia Gollin, seu nome verdadeiro, não gravou só isso na vida: ela participou de Ensemble pieces, um disco de 1975 do músico Gavin Bryars lançado pela gravadora de esquisitices e experimentalismos musicais que Brian Eno manteve por uns tempos, a Obscure.

E a história de como ela foi parar no dia a dia dos Stranglers é mais obscura ainda. O empresário da banda Dai Davies, inicialmente disse que conheceu Celia cantando numa boate. “Ela estava misturando músicas de Marlene Dietrich com Kinks e coisas do Velvet Underground. E ela parecia tão educada, inglesa e adequada que achei que seria ótimo vê-la cantando na frente de uma banda de rock suja e nojenta como os Stranglers”, disse. Insistiu para que a banda fizesse alguma coisa com ela, e os singles saíram.

Celia and The Mutations: Stranglers com vocal feminino

Dai deu uma outra versão um tempo depois, afirmando que Celia tinha sido uma maquiadora que trabalhou na capa do primeiro disco da banda, Rattus norvegicus (1976), em que a banda aparece bastante maquiada. Na época, saíram anúncios do primeiro single com as mesmas sombras da contracapa e uma foto diferente de Celia (foto acima). Os singles não fizeram sucesso e viraram uma raridade muito bem cotada entre fãs da banda.

O relacionamento dela com os Stranglers, apesar de ter sido explorado como um mistério no comecinho, não era algo tão secreto assim: a Sounds explicou em 16 de julho de 1977 que o compacto era uma colaboração dela com a banda, e notou que a cantora tinha um sobrenome meio ligado ao universo de O senhor dos anéis – mas isso porque o repórter Chas de Whalley pensou (e publicou) que ela se chamava Celia Gollum, com a mesma grafia do hobbit criado por J.R.R. Tolkien. Fato é que Celia sumiu do mundo da música, e especula-se que ela tenha voltado a trabalhar com maquiagem. Um detalhe é que, na época, o próprio marketing do primeiro single já era baseado na pergunta: “Quem é Celia?”. A pergunta tá valendo até hoje.

Via Eat, Drinks and Leaves, Punk 77 e Punk Girl Diaries.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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