Cultura Pop
Boney M: dançando ao som do… Salmo 137?

Provavelmente escrito pelo profeta Jeremias, o Salmo 137 do Antigo Testamento fala sobre a impossibilidade de cantar uma canção divina. A história teria rolado lá pelo sexto século AC: Jerusalém foi conquistada, o Templo destruído, os israelitas ficaram exilados na Babilônia. “Ali os nossos captores pediam-nos canções, os nossos opressores exigiam canções alegres, dizendo: ‘Cantem para nós uma das canções de Sião!’. Como poderíamos cantar as canções do Senhor numa terra estrangeira?”, diz o texto.
O que ninguém imaginava é que justamente um texto sobre um povo que não podia cantar seria bastante… cantado. O salmo ganhou várias versões folk ao longo dos tempos, mas a coisa invadiu mesmo as paradas em 1969 quando o grupo jamaicano The Melodians transformou a história em reggae. Rivers of Babylon, composto por Brent Dowe e Trevor McNaughton, saiu em single nesse ano e foi devidamente descoberta em 1972, quando entrou na trilha do filme The harder they come.
No caso da versão deles, tem alguns detalhes: 1) o Antigo Testamento é linkado ao rastafarianismo; 2) os Melodians ainda incluíram frases do Salmo 19 (“que as palavras da minha boca e a meditação do meu coração”, etc); 3) o termo “Babilônia”, na letra, é empregado da mesma forma que você está acostumado a escutar nas canções de Bob Marley, como um lugar em que não há liberdade alguma e as pessoas estão sujeitas às tentações e à pressão do capitalismo; 4) versos do salmo original como “Feliz aquele que pegar os seus filhos e os despedaçar contra a rocha” foram (compreensivelmente) esquecidos nas versões musicadas.
O que ninguém esperava era que a banda alemã de disco music (e a banda mais interessante da disco music na nossa opinião) Boney M fosse pegar o hit original dos Melodians e levar para a pista de dança, em 1978. Ainda que o original do grupo jamaicano fosse bem dançante, olha aí sua chance de balançar muito o corpo ao som do Salmo 137.
O Boney M (já falamos deles aqui) era um projeto de laboratório do produtor Frank Farian – que por sinal até cantava no single, ao lado da cantora Liz Mitchell, única integrante do grupo a realmente soltar a voz nas músicas. Rivers of Babylon na versão do grupo devolveu a canção às paradas, mas a canção já vinha sendo bastante regravada nos últimos anos, e ainda continuaria sendo. A canção foi gravada por Dennis Brown em 1971 e, no mesmo ano da versão do Boney M, ganhou uma versão dub-psicodélica de U-Roy.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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