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Cultura Pop

Beatles: quem canta “she loves you/yeah yeah yeah” no final de “All you need is love”?

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Quem canta "she loves you/yeah yeah yeah" no final de "All you need is love"?

Parece maluquice mas é uma questão interessante, e que já fez muito fã dos Beatles ficar sem dormir de noite: quem é que canta afinal aquele trechinho de She loves you que aparece no finalzinho de All you need is love, single da banda lançado pouco depois de Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, em junho de 1967?

Bom, até pelo que dá pra ver no filme original, aparentemente é John Lennon que solta a voz. Mas o canal You Can’t Unheard This decidiu que a questão não é de tão fácil solução assim e recorre a gravações, filmes e informações antigas sobre a banda para tentar ver que ser humano resolveu lembrar um dos primeiros hits dos Beatles naquele momento.

MAS QUAL É A DESSA MÚSICA AÍ?

All you need is love parecia uma canção até meio boboca em se tratando de uma banda que recentemente havia lançado Sgt. Pepper’s e que, dentro em pouco, estaria lançado o White album. Nem tanto: os Beatles queriam, com aquela música, ser entendidos por todo mundo, até por crianças.

Na real, precisavam ser compreendidos, porque um contrato obrigava a isso: a canção era a contribuição britânica para um especial de TV chamado Our world, primeiro a ser transmitido via satélite. John Lennon, autor da faixa (creditada a ele e a Paul McCartney), se comprometeu a usar palavras simples, que poderiam ser compreendidas até por pessoas que tivessem pouco domínio do inglês.

A transmissão foi feita direto do estúdio da EMI, no dia 25 de junho de 1967, no mesmo clima de festa da gravação de A day in the life, do Sgt. Pepper’s, com vários convidados: vendo o vídeo você consegue enxergar Mick Jagger, Marianne Faithfull, Keith Moon e Eric Clapton, entre outros.

Apesar de tudo ter rolado ao vivo, os Beatles ainda resolveram gravar uma faixa básica de estúdio para evitar dores de cabeça na hora. Por causa disso, rolou chiadeira entre os produtores do Our world, reclamando que o número tinha que ser in natura, ou não valia. Prevaleceu o bom senso, já que fazer uma transmissão ao vivo não era das tarefas mais fáceis em 1967, e os Beatles foram com a música gravada.

POR QUE NÃO?

O fato de os Beatles terem resolvido encartar She loves you no fim de All you need is love parece uma bobagem. Mas tem uma turma, que estuda bastante os fenômenos pop dos anos 1960, enxergando nisso um lance cheio de significado. O historiador musical americano Kenneth Womack acredita que isso equivale a mostrar o quanto a banda se distanciou de seu passado – da mesma forma que os bonecos de cera dos Beatles, com todos eless com visual antigo, haviam ido parar na capa do Sgt Pepper’s.

A ideia do grupo não passou despercebida nem mesmo no Brasil. Afinal, Ronnie Von inseriu citações de vários hits antigos seus (como as marchinhas A praça e Belinha) no final de Silvia 20 horas domingo. E de certa forma, tinha esse reflexo passado-futuro em Eu sou egoísta, de Raul Seixas, que encerrava com o “por que não?”, de Alegria alegria, de Caetano Veloso. Ou não?

Mais Beatles no POP FANTASMA aqui.

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Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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