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Arlo Parks se joga na pista de dança no novo single “Get go”

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Arlo Parks (Foto: Divulgação)

A julgar pelos singles já lançados, vem por aí um baita disco de Arlo Parks: Ambiguous desire sai dia 3 de abril pela Transgressive Records, e promete. Já saíram os singles Heaven e 2SIDED, e agora é a vez de Get go, faixa que mistura a escrita íntima e poética de Arlo com breakbeats inspirados nas antigas rádios piratas de Londres.

A letra acompanha personagens que vivem a madrugada das pistas de dança – em especial um frequentador de clubes que atravessa a noite tentando lidar com um coração partido. Segundo a cantora, a faixa resume bem o clima do novo álbum, centrado na ideia da pista como espaço de catarse, descoberta e cura emocional.

Aliás, o mergulho em ambiente dançantes e noturnos é um dos combustíveis do novo disco de Arlo, com uso de sintetizadores, samplers e produção inspirada na energia das pistas. Nomes como LCD Soundsystem, The Streets e Burial foram referências para ela.

“Dancei mais do que nunca enquanto fazia este disco, fiz mais amigos do que nunca também. O álbum tem o desejo no centro. O desejo é uma força vital, um impulso, um movimento. Todos estamos vivos porque queremos algo ou alguém”, conta ela, que criou o disco ao lado do produtor Baird, ambos divididos entre a vida noturna novaiorquina e os dias de trabalho no loft do produtor, no Centro de NYC.

O clipe de Get go, por sua vez, foi dirigido por Chloé Desaulles e parece um viagem psicodélica dançante por uma pista prestes a derreter. Duvida? Vê aí.

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

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“Big buraco”, álbum de Jadsa, ganha edição em vinil

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Jadsa. Foto: Liz Dórea / Divulgação

O som de Elis Regina no começo dos anos 1970 foi citado como uma das referências de Big buraco, segundo álbum de Jadsa, feito em sete dias – e na base do “aperta o play e vai!” – ao lado do produtor Antonio Neves.

De fato, o clima misterioso de álbuns como Ela (1971) surge bastante na MPB existencial, observadora e meio jazz-meio soul de Big bang, logo na abertura. Na segunda faixa, Tremedêra, você demora a perceber que existe algo de blues no andamento, que vai se ajustando ao longo da faixa, de forma circular.

E, bom, esse primeiro parágrafo é o começo da resenha que escrevemos quando Big buraco foi lançado (leia tudo aqui) e estava disponível só nas plataformas digitais. Dessa vez, você vai poder escutar o disco em vinil, num lançamento exclusivo da Três Selos Rocinante, disponível agora em pré-venda no site da gravadora.

Lançado originalmente pelo selo Risco em 2025, Big buraco volta em vinil preto 180g mais capa e encarte com fotos de Liz Dórea, além de ficha técnica, letras e textos.

Foto: Liz Dórea / Divulgação

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Nos palcos do Rio: Nina Maia, Will Calhoun, Tacy, Guga Bruno, Disstantes

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Foto Nina Maia: Elisa Mendes / Divulgação

No dia 22 de março, a paulista Nina Maia leva o repertório de seu álbum Inteira para o Lollapalooza Brasil. E antes disso, nesta quarta (11), ela faz um raro show no Rio, às 20h30, no Manouche, casa de shows na Zona Sul carioca. Quem ficou fã dela a partir do primeiro disco, pode esperar um show muito baseado em uma estreia – aliás, o repertório vai ser o mesmo que ela vai apresentar no Lolla, como num sideshow em terras cariocas para quem não puder ir ao festival.

E vale informar que não é só o Rio que vai poder assistir ao show de Nina antes do Lollapalooza: na quinta (12), ela se apresenta no A Autêntica, em Belo Horizonte. Depois de passar pelo Autódromo de Interlagos, ela vai a Porto Alegre (dia 16 de abril, no Espaço 373) e volta a SP (dia 30 de abril, na Casa Natura Musical).

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O Living Colour, que fez shows no Brasil há alguns dias, continua entre nós – e na figura de um dos maiores artífices de seu som, o batera Will Calhoun, que desde o fim dos anos 1980, segue explorando caminhos entre o rock, o jazz e ritmos de várias partes do mundo. Neste domingo (15), às 18h, Calhoun aparece em um encontro especial que por acaso vai rolar… também no Manouche (aliás, vale ficar de olho na programação da casa).

No palco, ele divide a noite com o pandeirista Marcos Suzano, referência absoluta da percussão brasileira, além do DJ Marcelinho da Lua, responsável por beats, samples e colagens sonoras, e do músico Guilherme Gê, que trabalha com bass moog, teclados e texturas eletrônicas.

A proposta da apresentação é aberta: improvisar, experimentar e deixar que a música aconteça no momento. Jazz, rock, eletrônica e ritmos brasileiros entram nessa conversa sem roteiro rígido, numa dessas situações em que músicos de trajetórias bem diferentes se encontram para ver até onde a mistura pode chegar.

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“Na quinta que vem (12/3) vamos comemorar a 30ª edição do Rockarioca Convida no La Esquina, olha que legal. Estamos fazendo o evento desde julho de 2023!”, avisa Pedro Serra, o criador do coletivo que reúne bandas do Rio (e integrante do Estranhos Românticos). E a festa é com dois artistas acostumados ao formato voz e violão, mas que dessa vez eletrizam sua música e convidam bandas para dividir o palco.

A cantora e compositora Tacy, radicada em Niterói e conhecida pela voz rouca e presença intensa, sobe ao palco às 20h30 acompanhada de convidados: Luli Nepomuceno (Flores de Plástico), Bruno Leiroza (Mokambo) e Mila Castro. E se você não está ligando o nome à pessoa, foi Tacy que interpretou a personagem principal de Cássia Eller – O musical.

Na sequência, às 21h30, é a vez de Guga Bruno voltar aos palcos com banda completa. O cantor e guitarrista, dono de sete álbuns e várias trilhas premiadas, aparece ao lado dos Inoxidáveis – Melvin Ribeiro, Marcelão de Sá e Fred Castro – revisitando parte de seu repertório, que circula entre MPB e rock setentista. E se você pensou “espera aí, conheço esse nome”… Provavelmente você era fã do Lasciva Lula, ex-banda de Guga, que marcou época no indie carioca nos anos 2000.

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E a banda Disstantes, um dos nomes mais fodas (desculpe o palavrão, mas que é verdade, é) do meio indie carioca, lança o clipe de sua música CDD x SG nesta sexta (13) com uma festa no CC Lado B, na Praça XV, no centro do Rio. A faixa faz parte do álbum Cybertrópico (resenhado pela gente aqui) e ganha sua primeira exibição pública em um evento que mistura show, projeção e pista de dança.

Dirigido por Wilbor Domina, o vídeo aposta numa estética urbana e traz o influenciador Ofichina como um motoboy em clima distópico. Além do show da banda, a noite terá DJ set de Marcelinho da Lua (opa, como você já viu ali em cima, no domingo ele estará com o Will Calhoun) e discotecagem de Wilbor ao lado do coletivo Big Baby Produções. E a ideia é transformar o lançamento em um encontro de cenas e gerações da música alternativa carioca.

SERVIÇOS:
NINA MAIA. Manouche. Rua Jardim Botânico, 983 (Subsolo da Casa Camolese), Jardim Botânico, Rio. Quarta (11) às 20h30 (abertura da casa às 19h30). Ingressos aqui.
WILL CALHOUN. Manouche. Rua Jardim Botânico, 983 (Subsolo da Casa Camolese), Jardim Botânico, Rio. Domingo (15), às 18h. Ingressos aqui.
ROCKARIOCA CONVIDA TACY E GUGA BRUNO. La Esquina. Avenida Mem de Sá 61, Lapa). Quinta (12). Horários: 19h30 (casa abre), 20h30 (Tacy), 21h30 (Guga Bruno), 23h (festa da casa). Ingressos aqui.
SEXTA 13 NO GRAU + DISSTANTES. CC Lado B. Rua Primeiro de Março 14, Praça XV, Centro, Rio de Janeiro. Sexta (13), às 20h30. Ingressos aqui.

Foto Nina Maia: Elisa Mendes / Divulgação

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Buffalo Tom, referência do indie noventista, anuncia shows no Brasil pra ano que vem

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Buffalo Tom (Foto: Mark Cameron / Divulgação)

Quem cresceu ouvindo rock alternativo nos anos 1990 provavelmente esbarrou cedo ou tarde no Buffalo Tom. O trio de Boston sempre ocupou um lugar curioso no universo indie: não era exatamente barulhento como o grunge mais pesado, nem tão acessível quanto boa parte do college rock da época. O som deles ficava no meio do caminho: guitarras emotivas, melodias fortes e letras que pareciam falar diretamente com quem estava ouvindo. Esse equilíbrio acabou transformando a banda numa referência discreta, mas muito respeitada, para quem acompanha o indie desde então.

Agora, décadas depois, o Buffalo Tom finalmente vem ao Brasil. O grupo toca em Curitiba no dia 25 de fevereiro de 2027, no Jokers, e dois dias depois, em 27/02, passa por São Paulo para um show no Cine Joia. A turnê é organizada pela guerreira Maraty, e os ingressos começam a ser vendidos nesta sexta-feira (13), às 10h, pela Fastix.

Formado em 1986, o Buffalo Tom é um daqueles casos raros de banda que atravessou décadas praticamente sem mudar nada na formação. Bill Janovitz (voz e guitarra), Chris Colbourn (baixo e voz) e Tom Maginnis (bateria) seguem tocando juntos desde o começo, o que ajuda a explicar a identidade sonora tão consistente do grupo. Mesmo quando a moda do rock alternativo mudou várias vezes, eles continuaram produzindo discos com a mesma pegada melódica e sentimental que marcou seus primeiros trabalhos.

A história da banda começa na cena universitária de Massachusetts, num momento em que o rock independente americano começava a ganhar outra cara. Nos primeiros passos, o Buffalo Tom teve uma ajuda importante de J Mascis, líder do Dinosaur Jr., que produziu os dois primeiros álbuns do trio e ajudou a moldar aquele som inicial mais cru e ruidoso. Com o tempo, as guitarras continuaram intensas, mas as músicas ficaram cada vez mais centradas em melodias e refrões marcantes.

Essa virada aparece de forma clara em Let me come over (1992), disco frequentemente citado como o ponto alto da carreira do grupo. Foi ali que surgiu Taillights fade, faixa que acabou virando uma espécie de cartão de visitas emocional da banda. Nos anos seguintes, o Buffalo Tom consolidou uma base fiel de fãs com discos como Big red letter day (1993), Sleepy eyed (1995) e Quiet and peace (2018), além de aparições em rádio, MTV e até televisão.

Ao contrário de muitas bandas de sua geração, o trio nunca virou apenas uma lembrança de época. Em 2024, eles lançaram Jump rope, décimo álbum de estúdio, mostrando que ainda há espaço para novas músicas dentro de uma trajetória que sempre privilegiou canções bem construídas. O destaque desse disco foi a faixa Helmet.

A chegada do Buffalo Tom ao Brasil tem peso especial. Para quem acompanhou a banda nos anos 1990, é a chance de ver de perto um grupo que ajudou a moldar a sensibilidade do indie rock. Para quem descobriu o trio depois, pelos discos ou playlists que continuam circulando, é uma oportunidade rara de encontrar ao vivo uma das bandas mais queridas – e, ao mesmo tempo, mais discretas – daquela geração.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Mark Cameron / Divulgação

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