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Cultura Pop

Aquela vez em que o Dominó gravou David Bowie

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Em 1988, um ano antes do Nenhum De Nós gravar Astronauta de mármore, versão em português de Starman, de David Bowie, outra música do cantor ganhou letra no idioma de Camões. Só que, ao contrário da releitura feita pelo grupo gaúcho, essa passou despercebida. All the young dudes, composta por Bowie para levantar a carreira do Mott The Hoople, virou Dono de mim na voz da boy band Dominó.

Se você não fazia a menor ideia de que essa versão existia, segue abaixo. Ela faz parte do mesmo disco que tem Com todos menos comigo, hit da boy band naquela época.

O original do Mott.

Uma das versões do próprio autor, no tributo a Freddie Mercury, em 1992, acompanhado pelo guitarrista dos Spiders From Mars, Mick Ronson, e por Ian Hunter, criador do Mott The Hoople.

E sim, se você olhou com atenção o selinho do disco do Dominó lá em cima, já sabe que existem dois passos entre Starman e o homem alado de Sonho de ícaro. All the young dudes ganhou versão em português feita por ninguém menos que Byafra. Que na época recebeu uma encomenda da direção artística da CBS, hoje Sony.

“Em geral, versão era uma encomenda, para quem quer cantar a música em português. Fiz muita versão para o mercado latino. Lembro que a direção artística da CBS pediu essa versão. Só que a música precisava estar no universo do Dominó, não dava para ser uma letra do David Bowie. Nem sempre as versões têm a ver com as letras originais, até porque o inglês é muito diferente do espanhol”, recorda Byafra ao POP FANTASMA. Hoje estudando para fazer mestrado em música, o cantor diz que está estudando mais inglês. Mas que na época não entendia tanto do idioma e nem leu a letra escrita por Bowie. “Inglês é igual a tocar violão: é muito fácil você tocar mal”, brinca.

Tem mais um nome na autoria de Dono de mim, como você viu lá em cima. É Aloysio Reis, irmão de Byafra, compositor, escritor (lançou recentemente o livro Rio Vermelho e outros relatos improváveis) e integrante da academia organizadora do Grammy Latino. Com Aloysio, Byafra fez uma série de versões. Se você não fazia ideia, Vou de táxi, gravada por Angélica mais ou menos na mesma época da música do Dominó (e na mesma gravadora) foi também uma letra feita pela dupla. “Lembro que o Aloysio chegou em casa dizendo que ia estrear uma lourinha na Rede Manchete. Ele estava chegando de Paris e disse que tinha uma música arrebentando por lá. Era Joe le taxi, da Vanessa Paradis, que falava de uma menina apaixonada pelo motorista de táxi que ia buscá-la na casa dela”, relata.

Aloysio (que prepara um novo livro chamado O eterno desencontro das paralelas) não se lembra se a CBS brifou a dupla para a letra de Dono de mim. “Na época, o diretor artístico da CBS era o Sérgio Lopes. Acho que trabalhamos com liberdade. Pareceu interessante mostrar uma reação ao eterno esforço do sistema para pasteurizar a energia adolescente e torná-la inofensiva”, recorda, dizendo que ele e Byafra costumam ir fazendo as letras juntos, sem dividir tarefas.

Aproveitando, pega aí Byafra contando a história do seu maior sucesso.

Mais Mott The Hoople no POP FANTASMA aqui.

Mais David Bowie no POP FANTASMA aqui.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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