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New Order ganha show extra em SP; ingressos à venda quinta (13)

RESUMO: O New Order ganhou uma segunda noite em São Paulo após esgotar os ingressos para 25 de novembro. O show extra será em 23 de novembro, no Espaço Unimed, com abertura dos Jovens Ateus. A nova formação tem Bernard Sumner como único integrante original. Ingressos à venda quinta (13)
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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O New Order ganhou uma segunda noite em São Paulo. Depois de esgotar rapidamente os ingressos para 25 de novembro, a banda inglesa fará um show extra no dia 23, também no Espaço Unimed, em apresentação realizada pela Balaclava Records em parceria com a Music On Events.
A abertura fica por conta dos paranaenses Jovens Ateus, que apresentam músicas do álbum de estreia, Vol. 1, lançado em 2025 pela Balaclava, além de faixas inéditas do próximo trabalho. Os ingressos para a nova data começam a ser vendidos nesta quinta-feira, 13 de agosto, às 12h, pela Ticketmaster. Para quem quiser evitar a taxa de conveniência, haverá venda física no Shopping Ibirapuera.
Há quem zoe a nova configuração do New Order falando que se trata de uma formação “sabor New Order”. Isso porque, conforme você já leu aqui mesmo no Pop Fantasma, Gillian Gilbert e Stephen Morris afastaram-se da banda por motivos de saúde (ou por terem saido de verdade do grupo, como diz o ex-baixista Peter Hook) e a banda excursiona com o integrante original Bernard Sumner ao lado de Phil Cunningham (na banda desde 2001) e Tom Chapman (na banda desde 2011).
Soa mais como aqueles shows solo no estilo “a voz do grupo tal canta os maiores sucessos” (tipo Roger Hodgson com o Supertramp ou Humberto Gessinger com Engenheiros do Hawaii). Peter Hook, ex-baixista do grupo, e hoje brigado com todo mundo da banda, fez uma participação recente no programa Rock Daydream Nation, do YouTube, e disse que “já tinha ouvido falar” que Morris e Gilbert tinham saído do New Order – o que joga areia na tese de que os dois afastaram-se da banda por motivos de saúde.
“O Barney está em turnê solo com o New Order este ano, porque o Stephen e a Gillian saíram, pelo menos foi o que eu ouvi”, disse ele, segundo o NME. “Então agora o Barney é o New Order. O que é bem interessante. Ele até já agendou um show no Chile (a entrevista foi antes dos shows no Brasil serem agendados), onde vai se apresentar como o único membro do New Order, o que é muita hipocrisia”.
Há novidades do New Order e até do Joy Division. Em 17 de julho, saiu The best and the rest of New Order, pacote que junta pela primeira vez as coletâneas The best of New Order (1994) e The best of New Order (1995). E tá pra sair a caixa Eternal (Live) contendo praticamente tudo que existe do Joy Division ao vivo. O pacote sai em 25 de setembro e é um box com 16 álbuns ao vivo completos, distribuídos em 14 CDs, além de dois DVDs. Um dos DVDs traz uma edição oficial de Joy Division – A Malcolm Whitehead Film, filme raríssimo da banda, feito em 1979, e que virou uma espécie de “figurinha difícil” do álbum do JD.
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SERVIÇO:
Balaclava Records apresenta New Order em São Paulo
Abertura com Jovens Ateus (data extra)
Data: 23 de novembro de 2026, segunda-feira
Local: Espaço Unimed
Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda – São Paulo/SP
Horários:
Abertura dos portões: 19h30
Jovens Ateus: 20h30
New Order: 22h00
Classificação etária: 18+ / menores de 18 anos acompanhados dos pais ou responsável legal
Ingressos: R$ 520 (pista), R$ 850 (pista premium), R$ 900 (mezanino), R$ 1080 (camarote A) e R$ 980 (camarote B) – inteiras
Espaço Unimed
Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda – São Paulo/SP
Horários: Terça a domingo, das 10h às 17h.
Parcelamento em até 06 vezes com juros.
Ponto de venda físico (sem taxa de conveniência): Shopping Ibirapuera
Ingressos online aqui.
A bilheteria oficial da Ticketmaster no Shopping Ibirapuera está localizada no Piso Jurupis (ao lado do Restaurante Frutaria).
Confira os horários de funcionamento:
Terça a sábado: das 10h às 22h
Domingos e feriados: das 14h às 20h
Segundas-feiras: Fechada
Serviço da data esgotada aqui.
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Último disco do The Fall vira disputa sobre o legado de Mark E. Smith

RESUMO: Post script usa vocais inéditos de Mark E. Smith e chega como o último disco do The Fall, mas a noiva do músico contesta o lançamento e diz que ele queria encerrar a banda em New facts emerge (2017).
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução
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Até onde é legítimo terminar o disco de alguém que morreu? A pergunta ronda Post script, álbum que sai em 2 de outubro e está sendo anunciado como o “último disco oficial” do The Fall. Só que tem gente bem próxima de Mark E. Smith, criador do grupo (1957-2018), dizendo que não é exatamente assim.
Uma delas é Pamela Vander, noiva e última empresária de Smith. Ela afirma que o músico já havia decidido, antes de morrer, que New facts emerge, de 2017, seria o ponto final da discografia do The Fall. E Pamela não gostou nada de ver outro álbum aparecendo quase nove anos depois.
A história, contada pelo jornal britânico The Guardian, fica mais complicada quando se olha para a origem das gravações. Quando Post script foi anunciado, em junho, circulou a informação de que suas nove faixas vinham das últimas sessões do The Fall antes da morte de Smith, em janeiro de 2018. Só que os vocais foram gravados bem antes, entre 2001 e 2014. Ed Blaney e Simon “Ding” Archer pegaram esse material e criaram novos acompanhamentos.
É aí que Vander vê o problema. “Eles estão vendendo isso como ‘o último álbum’, então as pessoas vão pensar que Mark o fez em seu leito de morte, mas nada disso (em termos de vocais) foi feito depois de New facts emerge”, afirmou.
Ela diz, inclusive, que guarda as verdadeiras últimas gravações de Smith — entre elas, imagine só, uma versão de Material girl, hit da Madonna. Para Vander, lançar o material antigo não seria um problema se ele fosse apresentado como parte dos arquivos do cantor. O que ela questiona é colocar The Fall na capa.
“A vida de Mark era complicada e ele era muito desorganizado quando se tratava de proteger seu legado. Eu era a empresária e nem sei quem detém os direitos sobre o nome ‘The Fall’. É uma tentativa de ganhar dinheiro fácil, apenas uma coletânea de sobras. Eu não me importaria se fosse lançado como ‘o arquivo de Mark E. Smith’ ou algo assim, mas há algo eticamente errado em lançá-lo como The Fall. Há algo eticamente errado em lançá-lo como The Fall”, diz.
Post script, vale dizer, tem a aprovação do espólio de Smith e será lançado pela Cog Sinister, gravadora criada por Mark em 1987. 30 degrees, a primeira amostra do disco, saiu em junho. Vá lá que Blaney e Archer também não são dois sujeitos que simplesmente encontraram umas fitas de Mark E. Smith e resolveram fazer um disco. Blaney tocou no The Fall no começo dos anos 2000, virou empresário e gerente de turnê do grupo, e ainda gravou com Smith o álbum Smith and Blaney, em 2008. Archer foi baixista da banda entre 2003 e 2004 e trabalhou como produtor ou engenheiro em oito dos nove últimos discos do The Fall.
Blaney diz que a ideia de Post script nasceu justamente dessa proximidade. “A intenção ao fazer este disco era prestar uma homenagem à altura de Mark/The Fall, porque os vocais estavam lá, esperando para serem bem aproveitados”, afirmou. E rebateu a acusação de Vander de que o projeto seria uma “tentativa de ganhar dinheiro”: “Palavras como ‘ganhar dinheiro em cima disso’ me fazem rir. Foi uma questão de amor e respeito por Mark: ele era o The Fall, e os vocais de Mark foram gravados como The Fall, por isso o disco está sendo lançado como The Fall”.
Archer, por sua vez, passou 12 anos acumulando gravações de Smith — algumas delas feitas de maneiras bastante pouco cerimoniosas. “Regularmente registrávamos as ideias mais recentes de Mark sobre qualquer base que ele achasse adequada naquele momento: um drone, uma batida de bateria, a cappella ou até no corredor, para testar a acústica”, escreveu no Facebook (o jornal diz que ele preferiu não dar entrevista). Algumas dessas ideias viravam músicas. Outras ficavam esperando. O material de Post script nasceu desse segundo grupo.
Ao ser contatado pelo The Guardian para comentar o assunto, Rob Ayling, diretor da Cog Sinister, disse que “o álbum fala por si só”. Archer também diz que houve confusão em torno da palavra “final”. “Nenhum de nós está tentando ser a formação definitiva. A palavra ‘definitiva’ na declaração original tinha a intenção de indicar que este será o último LP com gravações de estúdio inéditas”, escreveu. E antes de ser perguntado, ele respondeu à pergunta inevitável: isso é mesmo The Fall? “É The Fall? Bem, Mark é o The Fall, então sim, são músicas do The Fall. Se você não está convencido, não compre”, afirmou.
Vander inicialmente preferiu ficar fora da discussão por estar há anos afastada dos negócios da banda. Ela viveu com Smith nos últimos três anos da vida dele, pintou a capa de New facts emerge e cuidou do músico durante sua luta contra o câncer. Mas acabou decidindo falar porque “isso estava me consumindo. Sinto que ainda é meu trabalho defender Mark”.
Se Mark E. Smith era, como diz Archer, o The Fall, basta existir uma gravação inédita dele para existir uma música inédita do The Fall? Mesmo que Smith, segundo Vander, tenha preferido encerrar a discografia da banda em 2017? Seja como for, Post script tá marcado para 2 de outubro.
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Catïça mira os super-ricos no punk metal de “Surpresinha”

RESUMO: No novo single Surpresinha, a Catïça transforma a discussão sobre taxação dos super-ricos em punk metal pesado e prepara o terreno para Cereja de xuxu, segundo álbum da banda.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Bernardo Sardi / Divulgação
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A Catïça já está com música nova na rua. Surpresinha é o terceiro e último single antes de Cereja de xuxu, segundo álbum da banda, previsto para outubro pela Deck. A faixa sucede Pé vermei e Em todos esses anos nessa indústria vital, essa é a primeira vez que isso me acontece.
Desta vez, o grupo parte da discussão sobre a taxação dos super-ricos para falar de desigualdade e da resistência de quem não pretende abrir mão de privilégios. O assunto aparece sem muita cerimônia na letra e acompanha a guinada da Catïça para um punk metal mais pesado.
“Vem de um sentimento de raiva, de impotência, de olhar pra essas paradas e sentir que a gente não pode fazer nada”, conta o vocalista Nobu.
Surpresinha também dá mais uma pista do caminho escolhido para Cereja de xuxu. A banda vem aumentando o peso das guitarras no novo material e aproximando ainda mais seu som do metal, sem abandonar o punk e as letras ligadas a questões políticas e ao cotidiano.
A Catïça é formada por Nobu (Lucas Waricoda, voz), Dedé (André Melo, baixo), Wiu (William Lopes, guitarra) e Jordão (Diego Jordão, bateria). Cereja de xuxu chega em outubro.
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Julia Benford vira “fera perigosa” para liberar a raiva ao som de glam rock

RESUMO: Em Fera perigosa, Julia Benford transforma raiva, angústia e autoconfiança feminina em glam rock, criando um alter ego que responde ao silêncio com ainda mais exagero.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Jorge Augusto / Divulgação
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Depois de se recriar como os dois lados do amor no clipe e no single de Imã, Julia Benford volta transformando algumas das experiências acumuladas como mulher no rock em uma nova e radical personagem. Fera perigosa, segundo single de seu primeiro álbum solo, Retalho carrossel (em breve nas plataformas), usa humor e referências ao glam rock para falar de raiva, angústia, autoconfiança e daquele tipo de incômodo que costuma ser tratado como exagero quando vem de uma mulher.
“A música dá liberdade a sentimentos como a raiva, a angústia e a autoconfiança que, muitas vezes, carregam pudor quando cantados por vozes femininas”, diz Julia. A ideia está no próprio título: a “fera” é uma espécie de alter ego que resolve deixar de engolir o que pensa.
Musicalmente, a faixa olha para o glam rock dos anos 1970, passando pela fase Tutti Frutti de Rita Lee e por referências como Elton John, T. Rex, David Bowie e Secos e Molhados. A gravação mistura guitarras, teclados e um trio de metais formado por integrantes do Black Mantra. Leo Mayer, que produziu o álbum, também toca guitarra e assina os arranjos, a mixagem e a masterização. Gabriel Costi participa nas guitarras e arranjos, enquanto Jimmy Pappon toca teclados e piano. Dennis Guedes fez a orquestração dos metais e a coprodução.
O videoclipe segue a mesma lógica de exagero deliberado, com uma estética surrealista e colorida que passa por referências como Coraline, Os fantasmas se divertem, The Rocky Horror picture show e Castelo Rá-Tim-Bum. A direção artística é da própria Julia, com fotografia de Rafaela Lima e desenho de luz de Patrícia Soransso.
“A ideia é representar as ideias e sentimentos reprimidos, esses que vivem no fundo da nossa cabeça, e que evitamos falar sobre. Nesse clipe, a mensagem é a voz, que não pede licença para reverberar”, explica a cantora. A personagem de Fera perigosa aparece justamente quando esse silêncio deixa de funcionar – e a resposta para o inevitável “quanto exagero!” é, aparentemente, exagerar um pouco mais.
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