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Cultura Pop

Afinal, Cassiano precisava do mainstream?

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Afinal, Cassiano precisava do mainstream?

“Que pergunta idiota, claro que Cassiano, que nunca mais havia conseguido um hit depois do disco Cuban soul, precisava fazer sucesso”, você pode estar dizendo. É o que, aliás, pode passar na cabeça de quase todo mundo. Afinal, teoricamente qualquer pessoa quer fazer muito sucesso, certo?

Nos últimos dias, com a morte de Cassiano e de Luis Vagner, surgiram em comunidades do Facebook discussões sobre o quanto o cantor de Coleção teria sido abandonado pelos jornalistas. Os posts foram motivados por textos como o de Pedro Alexandre Sanches para o site Farofafá, e o de Jairo Malta para a Folha.

Mas nem sempre as coisas são como parecem. Cassiano passou por várias redescobertas ao longo dos vários anos que passou sumido. A ponto de sempre ter havido colegas ou repórteres musicais querendo saber onde localizá-lo, ou conversar com ele. O maior obstáculo era justamente o próprio Cassiano, arredio, sempre evitando contatos e parcerias.

O difícil acesso ao cantor já inspirou até mesmo uma música, Preciso urgentemente falar com Cassiano, de Fábio e Paulo Imperial, gravada por Sandra de Sá.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Oito músicas em homenagem a Roberto Carlos

O que levou Cassiano a passar tanto tempo desejando sumir, só ele poderia responder. O cantor já disse em algumas poucas entrevistas que era realmente um cara difícil e “brigava por qualquer besteira”. Mas a tese de que o cantor “merecia fazer muito sucesso” depende de saber o que a palavra “sucesso” significava para ele. O próprio Cassiano já tinha um comportamento quase anti-mainstream. Mas por outro lado, mesmo assim, teve várias conquistas ao longo da vida.

Em uma entrevista para a Bizz nos anos 1990, Cassiano chegou a falar que valorizou tudo o que conseguiu em sua carreira. Disse também que não tinha incômodos com o fato de seu parceiro Tim Maia ter ganhado mais reconhecimento. Ele gravou quatro discos por gravadoras multinacionais. E teve músicas em duas trilhas de novelas. Aliás, muita gente lembra exatamente o que estava fazendo quando deparou com o clipe de A lua e eu no Fantástico em 1975.

>>> Saiba como apoiar o POP FANTASMA aqui.

Dizer que Cassiano, ou Luis Vagner, ou qualquer outro cantor “merecia ter feito muito sucesso” é, muitas vezes, imaginar que eles deveriam ter uma trajetória parecida com a de nomes que desfrutam de certo poder político dentro da música brasileira. Só que nem todo mundo quer isso. E as aporrinhações que vêm na bagagem.

Essa lamentação pelo sucesso nacional não-alcançado também acaba sendo uma maneira meio disfarçada de dizer que o pouco que alguém conquistou na vida não significa muita coisa. Afinal, o cara não virou mainstream, não está tocando no rádio todo dia, nem ficou rico, nem conquistou esse tal de “poder” no mercado. Cassiano merecia, sim, ter tido mais espaço, discos lançados e um tratamento mais digno. Mas nem todo mundo tem saco de ter na música brasileira um papel parecido com o de Gilberto Gil, Caetano Veloso ou Roberto Carlos. Ou quer isso.

>>> Veja também no POP FANTASMA: O mistério de África Brasil (e de Jorge Ben)

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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