Cultura Pop
Stranglers avacalhando uma dublagem de “No more heroes” na TV holandesa

Clássico da banda britânica Stranglers, No more heroes começou a ser composto por eles em maio de 1977, durante uma turnê pelos Estados Unidos. Em agosto daquele ano, Elvis Presley e Groucho Marx morreram, com dias de diferença – o que acabou inspirando muito da letra da canção.

“São pessoas nas quais eu pensei muito. A coisa toda a respeito de figuras fortes é que a gente sempre acha que elas vão estar por aí, não importa o que aconteça. Algo como acontece com nossos pais. E eles são seus pilares. Se eles morrem, você fica meio desorientado”, contou o ex-vocalista da banda, Hugh Cornwell no livro The Stranglers: Song by song, escrito por ele e Jim Drury. Se você nunca ouviu a música, pega aí a versão de estúdio, incluída no disco de mesmo nome.
Logo na sequência, aproveitando uma viagem para Los Angeles, Cornwell foi ao México conhecer a casa em que o revolucionário bolchevique Leon Trotsky viveu em seus últimos dias. “Imagine, ele estava trabalhando lá quando foi golpeado na cabeça com um picador de gelo”, diz o vocalista, fazendo certa confusão (Trotsky foi morto com um golpe de picareta, não com um picador de gelo).
Apesar da referência a Trotsky na letra de No more heroes ser um tanto irônica, Cornwell revelou no livro que tem certa fascinação por ele, e pela sua voz de comando na Revolução Russa. “Ninguém no gabinete queria o cargo de Ministro da Guerra e ele aceitou, mesmo não tendo experiência. Fez um excelente trabalho”, conta. “Mas quando ele viu que o partido o via como uma ameaça, ele decidiu tomar distância daquilo”.
O humorista maldito Lenny Bruce foi também uma grande inspiração para No more heroes. Justamente por ser um anti-herói, algo que Cornwell admirava. “Os heróis da letra são anti-heróis”, conta ele. Elmyra, incluído na “galeria” de heróis malditos da música, era Elmyr de Hory, um famoso falsificador de quadros, que chegou a aparecer no documentário F for fake, de Orson Welles. E Sancho Panza, crê o letrista, era a “verdadeira força por trás de Dom Quixote, o cara que o salvava das situações nas quais ele se metia”.
Tem uma referência a Nero na letra, já que existe o verso “eles assistiram as suas Romas queimarem”. O nome de Nero não entrou na letra por um motivo básico: Hugh Cornwell não o considerava um herói, muito pelo contrário. “Ele foi um grande exemplo do que acontece às pessoas que estão no poder. Um monte de imperadores romanos tinham um lifestyle hedonista e ficaram complacentes em relação a ele”.
No more heroes é também, diz Cornwell, um retrato do momento dos Stranglers – segundo ele, a banda não gostava de dar autógrafos ou de viver o estilo de vida rockstar. “Era como se disséssemos: ‘Não queira ter heróis, seja seu próprio herói'”, afirmou o músico, que deixou os Stranglers em 1991.
Mas essa longa introdução era só para mostrar essa excelente apresentação dos Stranglers no TopPop, equivalente holandês do Top of the pops, na qual Hugh, Jean Jacques Burnel (baixo), Dave Greenfield (teclado) e Jet Black (bateria) fazem uma dublagem extremamente avacalhada de No more heroes. Curte aí.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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