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Cultura Pop

Aquela conversa franca com… Charles Manson (?!)

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E agora, com vocês... Charles Manson?

Entrevistas de grandes filhos da puta e pobres diabos na TV, hoje em dia são comuns – alguns deles até aparecem em grandes debates em canais a cabo, como é público e notório. Em 1981, talvez fosse até comum, mas era insólito que um ser humano bisonho como Charles Manson, o comandante da família de hippies que cometeu vários crimes no fim dos anos 1960, ocupasse mais de uma hora de um talk show numa emissora de TV norte-americana.

Foi insólito mas aconteceu: Manson escolheu dar sua primeira grande entrevista na TV no programa do apresentador Tom Snyder, o Tomorrow, na rede NBC. O bate-papo foi ~docemente~ vendido como “o primeiro encontro na rede com Charles Manson em quase 13 anos”, e trouxe o bandidão fazendo declarações que iam do mais deplorável ao mais viajante (como quando afirmou que estava “vendo a grama crescer” ao ser perguntado sobre se estava vendo televisão ou se comunicando com o mundo de alguma forma). “Eu entendo a cadeia e me entendo, e posso lidar com isso”, tentou explicar Manson. “Faço meu número, como um condenado faz o seu número”.

Uma matéria do Washington Post publicada logo que o programa foi ao ar entregou algumas coisas dos bastidores. A atração comandada por Snyder andava meio mal das pernas no que dizia respeito à audiência, e uma entrevista com um maluco incurável e frio como Manson ajudaria bastante a aumentar os números. Deu certo. “Um porta-voz da ABC disse que as audiências em Nova York Chicago e Los Angeles para a entrevista de Manson foram o triplo dos números usuais para o programa”, diz o texto. Não por acaso, muita gente considera que o estilo carniceiro de Snyder (que perguntou a Manson coisas como “como é arrancar a orelha de alguém?”) mudou a história dos talk shows televisivos.

Na croniquinha do programa publicada pelo Washington Post, um detalhe meio louco de bastidores também chegava ao público: a emissora pagou dez mil dólares a um escritor chamado Nuel Emmons, que estava trabalhando num livro com Manson – que se tornaria o best seller Manson in his own words. Emmons deu entrevista ao Tomorrow e constou (diz o texto) da folha de pagamento da NBC como “consultor”.

Confere aí. E depois dessa entrevista, o que Manson mais fez foi aparecer na TV, inclusive num especial sobre satanismo do programa do apresentador Geraldo Rivera.

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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