Cultura Pop
“Play at home”: o XTC na televisão em 1984

Não era nada fácil fazer parte do XTC lá por 1984, quando saiu o programa Play at home, sobre a banda. Ainda que a banda fosse considerada por vários críticos como a melhor coisa a sair da Inglaterra desde os Beatles, o dia a dia do grupo de Andy Partridge, Colin Moulding e Dave Gregory estava sendo preenchido com um monte de preocupações bizarras.
Pra começar, a banda vinha tendo vários problemas financeiros após uma turnê cancelada que deixou um rastro de dívidas. O empresário do grupo não quis ajudar a banda a fazer os pagamentos, alegando que o XTC estava devendo dinheiro a ele. O XTC fez um acordo com a gravadora Virgin, para saldar as dívidas, que deixou a banda dura por vários anos. Por causa disso, integrantes do grupo precisaram dividir a música com outros empregos. E o dinheiro vindo de execuções em rádio era comemorado efusivamente.
Mesmo que o desgaste interno fosse enorme, o grupo vinha soltando uma sequência impressionante de excelentes álbuns (como English settlement, de 1982, entre outros). E continuou saindo do estúdio com grandes discos. Em The big express, de 1984, fizeram uma homenagem a Swindow, cidade de onde a banda veio, na Inglaterra, com direito a várias referências a trens (o local foi montado em torno de estações ferroviárias). No novo disco, o XTC trazia uma mescla de psicodelia e influências eletrônicas, unindo mellotron e Lynn drums em várias faixas.
A alegre All you pretty girls foi o primeiro hit do álbum.
Foi mais ou menos nesse clima que a banda fez uma volta à terra natal para gravar uma aparição no Play at home, programa de TV do Channel 4 que mostrava uma banda ou um artista tendo total controle do conteúdo. De modo geral, a banda ou o artista optavam por contar como surgiam as músicas, ou os discos. O XTC, em seu programa (filmado para o canal em julho de 1983 e exibido mais de um ano depois, em outubro de 1984), mostrou algumas canções de The big express em sua cidade.
Embora o XTC voltasse com uma sonoridade bem densa, um dos destaques do especial era uma versão acústica de uma música que estaria no próximo disco. E essa faixa era Train running low on soul coal, tocada e cantada por Partridge e Moulding numa concha acústica local, para um público de duas pessoas.
O XTC ainda aproveitava para mostrar algumas de suas diversões pessoais, numa espécie de The song remains the same pervertido e zoado. Em contraste com as diversões meio loucas do Led Zeppelin em seu filme, Gregory mostra suas gravações feitas em casa, Moulding se dedica à pesca e Partridge diverte-se com jogos de tabuleiro.
Tem mais: o grupo, junto com amigos, bate um papo num café local chamado Pegs’s Pantry em que comentam a tal fase zicada. Embora seja um cara normalmente tímido, Partridge é quem mais aparece no papo. Reclama da falta de grana, faz comentários irônicos sobre a situação financeira da banda, diz que o chato é todo mundo imaginar que se você aparece na TV, está naturalmente rico e famoso. Apesar de a Virgin ter dado apoio à banda, diz crer que a gravadora não age muito diferente de um banco quando trabalha com um artista.
Enfim, alguém subiu Play at home pro YouTube, em três partes. Tá aí o vídeo.
Via TVDB
Veja também no POP FANTASMA:
– Quando John Taylor (Duran Duran) ficou p… da vida com Making plans for Nigel, do XTC
– XTC: Making plans for Nigel vai fazer 40 anos em 2019!
– XTC em show de uma hora na TV alemã, em 1982
– Gravando! O XTC em estúdio, em 1980
– E o XTC entrou em greve…
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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