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Cultura Pop

Velvet Underground ao vivo sem Lou Reed e Nico (!) em 1966

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Velvet Underground ao vivo sem Lou Reed e Nico (!) em 1966

Quem ouviu nosso podcast sobre a fase inicial da carreira solo de Lou Reed sabe: o ex-cantor do Velvet Underground era maníaco por controle (embora muitas vezes não tivesse condições de manter controle nem por si próprio) e, quando se tratava de defender seu feudo, podia se tornar um ser humano paranoico, escroto, ameaçador e intratável. Para tirar John Cale do Velvet, chegou a ameaçar os colegas Sterling Morrison e Moe Tucker com o fim da banda, por exemplo. Imagina o que não se passou pela cabeça dele quando o Velvet, entre os dias 21 a 26 de junho de 1966, foi obrigado a fazer uma série de apresentações sem ele, em Chicago.

Isso aconteceu quando o Velvet estava preparando o primeiro disco, era apenas parte do circo de afrontas artísticas de Andy Warhol (o Exploding Plastic Inevitable) e no máximo podia ser considerado uma banda que poderia dar o que falar – mas que não chegava a reunir lá muita gente nas plateias dos lugares onde tocava. Os shows aconteceriam num local chamado Poor Richard’s que (dizem) era uma igreja que virou casa de espetáculos. Nico (olha o cartaz abaixo) estava sendo anunciada como uma das atrações da apresentação.

Velvet Underground ao vivo sem Lou Reed e Nico (!) em 1966

Deu problema, aliás, vários: logo após Lou Reed ter usado uma droga que paralisou suas articulações e ter sido diagnosticado erradamente como portador de lúpus, ele foi internado com um caso grave de hepatite. Ao mesmo tempo, Nico decidiu sair fora da banda por uns tempos e migrou para Ibiza. Andy Warhol estava cansado de investir dinheiro no Velvet (já eram cinco meses) sem conseguir retorno. Os shows em Chicago estavam marcados e aconteceriam com ou sem a santa paciência da banda e de seu mecenas, e com ou sem Lou e Nico. Ah, sim: isso porque além do cantor, a modelo, atriz e cantora também não compareceu aos shows.

A novidade é que alguns momentos dessa apresentação estão no YouTube. Olha aí.

Isso porque durante a apresentação, foi gravada parte do documentário Exploding Plastic Inevitable with the Velvet Underground, dirigido por Robert Nameth. O filme é curtinho e o Velvet só surge por poucos segundos, mas as músicas estão na trilha sonora.

Desfalcado, o Velvet precisou tomar algumas atitudes que deixaram Lou bem mais paranoico do que o usual. O grupo chamou de volta o primeiro baterista, o malucão Angus MacLise. John Cale cantou todas as músicas. Moe Tucker foi improvisada no baixo (e chegou a tocar guitarra em uma versão de All tomorrow’s parties). Lou ficou sabendo dessas mudanças quando o grupo foi ao hospital explicar a ele o que aconteceria.

Teve um problema: os shows animaram Angus a voltar para a banda. O baterista, que segundo Lou havia saído do Velvet ou por não querer receber dinheiro para tocar, ou por não querer fazer shows com começo, meio e fim (o cantor deu as duas versões em momentos diferentes da vida), foi imediatamente chamado de volta à realidade por Reed. “Não esqueça de que isso é apenas temporário”, teria dito a ele o cantor. “Lou tinha uma agenda muito específica, e Angus era a antítese dessa agenda. Angus era idealista demais para Lou. Lou queria que o grupo fosse mais rock and roll, e havia um verdadeiro confronto entre os dois”, chegou a afirmar Gerard Malanga, ator dos filmes de Warhol e coreógrafo do EPI.

Aliás, nem mesmo Andy foi os shows de Chicago, que acabaram sendo um sucesso tão imenso que a banda ficou mais uma semana se apresentando por lá – mas o esteta pop fez questão de ligar para o hospital e provocar Lou, dizendo que “foi tudo muito bem sem você”.

Via Dangerous Minds.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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