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Cultura Pop

Um documentário de 1994 sobre fãs de fitas 8-track (!)

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Um documentário de 1994 sobre fãs de fitas 8-track (!)

O formato de fitas 8-track já foi assunto diversas vezes aqui no Pop Fantasma. Tem um sujeito que coleciona cartuchos lançados no Brasil, e exibe sua coleção na internet. O grupo Thee Oh Sees chegou a lançar uma caixa com toda a sua coleção no formato (e penou para achar novas fitinhas para fazer os relançamentos). Lá fora, existe pelo menos uma gravadora, a Common Time Tapes, que lança novos discos em cartucho. Mas é um formato que permanece desconhecido para muita gente. E para outros tantos, é uma grande recordação de viagens de automóvel com a família, já que as fitinhas de 8 pistas eram bastante usadas em carros.

Enquanto você pensa sobre o assunto, vale dizer que em 1994, no auge do CD, havia uma turma bastante preocupada não apenas em colecionar cartuchos antigos, como também em ver neles uma atitude política e comportamental. Essa turma aparece num documentário bem curioso lançado naquele ano, So wrong they’re right, e que fizeram o favor de colocar no YouTube.

So wrong they’re right foi lançado na época do esvaziamento da cena de Seattle e no inicinho do auge comercial do brit pop. As pessoas compravam apenas CD, quem comprasse vinil era visto como uma pessoa ligada em coisas antigas e o formato K7 era ultrapassado. E o que sobrava para quem comprasse fitas de 8 pistas? Para começar, os aparelhos para ouvir as fitinhas sequer eram fabricados. As lojas não vendiam mais o formato desde os anos 1970, com alguns poucos revivals nos anos 1980, em que até discos de Michael Jackson e Fleetwood Mac saíram em cartuchos.

Os diretores do filme, Russ Forther e Dan Sutherland, caíram na estrada e descobriram fãs do formato em vários pontos dos Estados Unidos. Os entrevistados têm graus diferentes de devoção às fitas de oito pistas e alguns deles fizeram descobertas bem interessantes. Um sujeito de Chicago chamado Jeff Economy era o feliz detentor de uma cópia em 8-track de Berlin, terceiro disco solo de Lou Reed (1973). Jeff informa que nesse disco havia uma faixa instrumental que era exclusiva do cartucho, e que nunca mais apareceu em nenhum relançamento.

Uma garota de 20 e poucos anos chamada Marci James impressiona: ela coleciona gravadores de fitas 8-track, incluindo um que tem um microfone. Tem montes de fitinhas preferidas e uma coleção enorme (tentei achar Marci nas principais redes sociais e não achei seu contato, seria bem interessante saber se ela ainda tem isso tudo guardado). No filme, ela é uma das mais indignadas a respeito da maneira como as fitinhas 8-track eram tratadas naquele período. Diz que foi expulsa de uma loja onde costumava comprar cartuchos antigos porque o estabelecimento simplesmente desistiu de vender os itens – apesar de haver um estoque enorme, relegado a um canto sombrio da loja.

Uma história bem interessante do documentário é a do grupo novaiorquino de rock alternativo Gumball, banda liderada pelo músico e produtor Don Fleming, o sujeito que produziu Bandwagonesque, do Teenage Fanclub.

Contratados pela Sony na época em que as gravadoras procuraram um “novo Nirvana” a qualquer custo (chegaram a ter discos lançados no Brasil inclusive), eles tinham uma coleção violenta de 25 mil (!) fitas, guardadas no espaço em que ensaiavam. As fitas foram achadas pelo Gumball no terceiro andar de uma fábrica de doces abandonada, e incorporadas ao acervo do grupo.

E tá aí o filme. Curta e veja várias vezes. A história por trás do nome do filme (“tão errados que estão certos”) também é maravilhosa, mas assista para descobrir. Tá aqui.

Mais infos aqui.

 

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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