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Cultura Pop

Tupac Shakur: uma bronca em Donald Trump em 1992

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Tupac Shakur: uma bronca em Donald Trump em 1992

O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, podia esperar de tudo – menos que fossem resgatar um desafeto ilustre seu lá do outro mundo. O New Musical Express resgatou uma entrevista do rapper Tupac Shakur (1971-1996), dada em 1992 à MTV, em que ele partia para cima do então apenas magnata Trump.

“Você quer fazer sucesso? Tem que ser como Donald Trump. Me dá, me dá, me dá. Pressione, pressione, pressione, pressione. Pise, pise, pise, pise. Esmague, esmague, esmague. Tudo se resume a isso. É algo que ninguém pode parar”, disse Tupac, que tam bém falou sobre racismo. “Eu acho que em vez de ficarmos só ‘a escravidão é má, os branquelos são maus’, temos que parar com isso. Todos são inteligentes o suficiente para isso. Temos sido desprezados e agora queremos o que é nosso. E quando digo ‘quero o nosso’ não estou dizendo 40 acres e uma mula, porque isso é passado”.

Não para por aí: Tupac também ataca as celebridades que ganham milhões de dólares, dizendo que elas têm aviões particulares enquanto “há pessoas que não têm casas, ou apartamentos, barraco, macacões, calças”, disse. “Não entendo como pessoas como Michael Jackson, ou quem quer que seja que tenha bilhões de milhões de dólares enquanto tem pessoas passando fome”.

Bom, notícias recentes dão conta de que Tupac, no quesito “fortuna monstruosa”, ia muito bem, obrigado. Mas se você está encucado com isso, o próprio rapper já tinha uma resposta para você na mesma entrevista. “Se eles (os artistas) ganharam (fortunas), eu acho legal, porque eles mereceram. Mas mesmo que você ganhou, você deve algo a alguém. Olhe para mim. Eu não tenho tanto dinheiro assim. Mas me sinto culpado quando passo perto de alguém (que não tem nada). Eu tenho que dar algo para ele. Se eu sei que tenho US$ 3.000 no meu bolso, eu acho errado dar 25 centavos ou US$ 1. É errado. Só você sabe o que tem no seu bolso, e isso é errado, não importa o que eles façam com o dinheiro. Se eles pegarem o dinheiro e comprar bebidas, eles podem pegar e beber. Todos sabemos como isso é ruim, e não se trata de você ser bom ou ruim. Só porque você não tem nada, não quer dizer que você é criminoso, um louco, um viciado, nada disso. Ele simplesmente não tem nada. E não é ruim você ter. Dá para imaginar alguém ter US$ 32 milhões, e outra pessoa não ter nada? Você consegue dormir?”

Por acaso, recentemente um outro vídeo de 1992 sobre Trump virou notícia, e é uma entreevista do próprio a ninguém menos que Bruna Lombardi, no programa “Gente de expressão”, que passava na saudosa Rede Manchete. O atual presidente dos Estados Unidos diz que não pensava em entrar para a política, apesar dos convites.

https://www.youtube.com/watch?v=rmhY3RhZtck

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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