Cultura Pop
The Who: única banda de sua geração que nunca veio ao Brasil?

De acordo com um texto publicado num jornal paulistano de grande circulação no domingo (12), o The Who era a única banda de rock de sua geração que, até agora, não havia se apresentado no Brasil. A informação apareceu numa matéria que dava como certo o show do grupo no festival (que até o momento não foi confirmado por nenhuma rede do evento). Sim, foi confirmado.

Lógico que nem de longe o Who é a única banda de sua geração (e entendemos geração como um conceito largo, que se estende dos anos 60 aos 70 e abarca tudo o que pode ser chamado de “rock clássico”) a nunca ter se apresentado no Brasil – nem os Beatles, da mesma geração do Who, estiveram aqui.
(na real, o que dá para dizer é que é uma confusão bastante compreensível. O único integrante do Who a ter vindo ao país foi o baterista Zak Starkey, que tocou com os Hollywood Vampires no Rock In Rio de 2015. Pete Townshend e Roger Daltrey, linha de frente da banda, nunca estiveram por aqui para apresentações solo. Paul McCartney, Ringo Starr e o quinto beatle George Martin vieram e deixaram os fãs dos Beatles satisfeitos. Jimmy Page e Robert Plant já tocaram aqui e também satisfizeram os fãs do Led Zeppelin, que nunca baixou no Brasil. David Gilmour e Roger Waters deixaram felizes os fãs do Pink Floyd, e a velha banda progressiva jamais esteve aqui. No caso específico do Paul, os fãs que foram a seus shows solo no Brasil ouviram clássicos de todos os tempos dos Beatles, tocados por um dos chefões da banda. Mas os Beatles, Beatles mesmo, jamais vieram)
Então, para ninguém cometer mais esse tipo de erro, seguem aí dez bandas dos anos 1960/1970 que jamais vieram.
KINKS: O grupo britânico nunca esteve por aqui. Atualmente a banda está parada, mas nos anos 1990 rolaram turnês de “volta” e até um disco inédito – e volta e meia, é só chamar que eles aparecem. Ninguém se animou a trazê-los.
https://www.youtube.com/watch?v=xV21rjO4OqE
GRATEFUL DEAD: Ainda tá em tempo: rola por aí a turnê do Dead & Company, com o ídolo de dez entre dez cantores sertanejos, John Mayer, na guitarra, e mais um punhado de bambas da formação original do monstro psicodélico sessentista. Mas Grateful Dead que é bom, com o líder Jerry Garcia no comando, nunca rolou.
CHEAP TRICK: Em 2017 comemoram-se 40 anos do primeiro disco do Cheap Trick. Ótima oportunidade para trazê-los, visto que o grupo americano de power pop nunca andou pelo Brasil.
KING CRIMSON: O guitarrista Adrian Belew veio ano passado. Já seu grupo, que já foi bastante anunciado por aqui em vários momentos, nunca veio. E, falamos disso outro dia, a banda costuma dar shows com até quatro bateristas.
SLADE: O grupo de beberrões do glam rock quase veio aqui em 2007 mas precisou adiar sua vinda. Nunca mais se tocou no assunto. Hoje a banda está com a formação bastante desfigurada e atende por Slade II.
JEFFERSON AIRPLANE: Tá, o Jefferson Starship, segunda encarnação da banda, esteve aqui há quatro anos. Em 1989 o grupo voltou com parte da formação clássica (e nome original) e poderia ter vindo. Mas não veio.
BLOOD, SWEAT AND TEARS: Agora não tem desculpa: tem brasileiro na parada. Bom, quase: Leonardo Amuedo, guitarrista que vem se apresentando com o grupo, é uruguaio, mas viveu muito tempo no Brasil e tocou com Ivan Lins, Simone, João Bosco e outros nomões da MPB. E mesmo sem gravar desde 1980, o grupo ainda faz shows.
MOTT THE HOOPLE: A banda se reagrupou para várias turnês recentes e nunca veio. O líder Ian Hunter, à beira dos 80 anos, lançou disco solo ano passado, está por aí e também nunca esteve no país.
MOUNTAIN: O grupo teoricamente ainda existe, tendo dois integrantes originais: Leslie West (voz e guitarra) e Corky Laing (bateria). O disco mais recente foi “Masters of war”, só com clássicos de Bob Dylan repaginados e turbinados. Corky tem preferido excursionar com seu projeto Corky Laing Plays Mountain, em que toca músicas do grupo, do trio West, Bruce and Laing (em que os dois dividiam espaço com o mestre do baixo Jack Bruce) e do Cream (banda de Jack Bruce, Eric Clapton e Ginger Baker). Em comum, além dos integrantes, Mountain e Corky Laing Plays Mountain têm o fato de que nunca vieram.
THE FUGS: O grupo político-revolucionário-roqueiro que fazia altos happenings no palco nos anos 1960 é MUITO da mesma geração do Who (formou-se em 1964). E ainda circula por aí, tendo o vocalista Ed Sanders como integrante da formação original. Nunca veio.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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