Cultura Pop
Th’ Lone Groover: cadê o Tony Benyon?

Th’Lone Groover, uma espécie de anti-herói meio punk meio hippie do rock, fez a alegria de vários leitores da New Musical Express durante os anos 1970 e 1980. Era uma tirinha importante para a publicação a ponto de o personagem aparecer até mesmo no logotipo da revista durante um tempo (como na imagem ao lado).
O autor, um britânico chamado Tony Benyon, criou Lone Groover como um cara de visual country, que usava um cinto de cabeça de cavalo e andava pra lá e pra cá com um amigo chamado Pronto, de visual indígena – como Benyon estava sempre de chapéu, dizia-se que era quase um auto-retrato. Boa parte das aventuras mostravam o personagem simultaneamente brigando para chamar a atenção dos críticos e jornalistas, e tentando livrar-se de ser massacrado por todos eles. Ou simplesmente destroçando sem dó a máquina de lançamentos e o universo pop dos áureos tempos. No quadrinho abaixo, ele procura o melhor lugar para se proteger de uma emboscada de críticos.

Esse é o encontro cordial de Th’Lone com um ex-empresário, o demoníaco Sharko, com quem assinara um contrato do tipo até-o-fim-da-vida no começo da carreira (“Th’Lone Ranger, eu pensava que você estivesse morto!”, “Já eu realmente esperava que você tivesse morrido”, responde o roqueiro).

As tirinhas e cartuns do Th’Lone Groover (eles estão sendo coletados por um fã nesse blog aqui) muitas vezes serviam para Benyon comentar ou criticar alguns lançamentos dos anos 1970 ou 1980, como Dire Straits ou a controversa carreira solo de Captain Sensible, guitarrista do Damned. Sensible tinha saído da banda punk em 1982 temporariamente para lançar o single Happy talk (releitura de um clássico dos musicais, da dupla Rodgers e Hammerstein) e acabou conseguindo bem mais sucesso do que teve com sua banda de origem – lógico que vários fãs do Damned detestaram isso.

Th’Lone Groover fez tanto sucesso que acabou tendo alguns livros lançados, como How T’ make it a rockstar, que saiu pela ediora da distribuidora de quadrinhos IPC. Virou também disco: em 1980, o selo Charly, especializado em raridades, lançou o EP The Abasement tapes, com músicas como Who cares! e Single of the album, num clima meio Spinal Tap bem antes do próprio Spinal Tap. O material do EP já estava guardado desde o começo dos anos 1970 e trazia Benyon desenhando a capa e compondo algumas coisas (quem cantava e tocava no disco eram nomes como o roqueiro inglês Nicky James). Benyon lançou o disco como um projeto publicado à revelia do personagem – e pelas mãos do ex-empresário, o controverso Sharko.

Já Benyon teve outras ligações com a música, fazendo capas de discos – no Discogs, ele é creditado como músico em alguns álbuns. Benyon fez as capas dos dois discos da banda heavy-progressiva britânica May Blitz, May Blitz (1970) e The 2nd of May (1971).
E fez a capa do disco epônimo de estreia da banda progressiva britânica Patto, de 1970.
Aliás, alguém tem notícias de Tony Benyon?
(você encontra vários trabalhos dele aqui).
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.
Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.
Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.





































