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Cultura Pop

Skank ganha tributo com 34 artistas

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Trinta e quatro artistas, de 15 estados, em um álbum duplo com 30 faixas e três bônus tracks, homenageando uma das bandas mais significativas e importantes da história do pop brasileiro. E essa banda é o Skank, que hoje em dia faz falta nas paradas de sucesso – estouradíssimos em vários momentos, deixaram faltar um grande hit no mais recente CD de inéditas, “Velocia” (2014). Mas estão por aí, sempre fazendo shows, e já estão confirmados para o line up do Rock In Rio 2017.

O produtor Pedro Ferreira, que já havia feito projetos com várias bandas em homenagem a Milton Nascimento/Clube da Esquina e a Los Hermanos, pilota agora “Dois lados”, homenagem à banda mineira com participações de A Banda Mais Bonita da Cidade, As Bahias e a Cozinha Mineira, Francisco El Hombre, Rico Dalasam, Selvagens À Procura de Lei, o veterano André Abujamra (Mulheres Negras) e até a sensação pós-adolescente Anavitória entre os tais 34 artistas – todos relendo sucessos do grupo de Samuel Rosa (voz, guitarra), Lelo Zanetti (baixo), Henrique Portugal (teclados) e Haroldo Ferreti (bateria), além de algumas releituras que viraram hits com o grupo (“Tanto”, versão em português de “I want you”, de Bob Dylan, e “Vamos fugir”, de Gilberto Gil, estão no repertório). Batemos um papo rápido com ele, que programou o disco para lançamento digital em junho no site Scream & Yell e revela que adoraria fazer um projeto igual com os Titãs.

Você produziu tributos para Milton Nascimento e Los Hermanos. Pode dizer que aprendeu algo fazendo esses discos? Existe algum detalhe que não pode passar despercebido a quem produz um projeto desse tipo? Claro! Foi através desses tributos que portas se abriram para trabalhar com produção cultural em grandes eventos como, por exemplo, Virada Cultural de BH e Natura Musical. O principal detalhe é não tornar a coletânea um disco de covers. É essencial fugir do óbvio. Convidar artistas dos mais variados lugares e estilos, além de dar toda liberdade para eles retratarem sua identidade nas releituras, criando uma nova roupagem para os clássicos.

O Skank anda meio sumido, não estoura um hit há um bom tempo, mas é uma grande banda para shows. A presença deles no hit parade faz muita falta para as novas gerações? Como vê isso? Com certeza! É uma banda que sempre se inovou, mas nunca deixou de flertar com o pop radiofônico. O Skank é um dos grupos de maior sucesso da música brasileira, poucas bandas na história da música pop nacional foram tão bem sucedidas. Acredito que isso influenciou toda uma geração de jovens.

Qual sua relação com a obra deles? Sou de Mariana, interior de Minas Gerais, uma cidade que fica ao lado de Ouro Preto. Comecei ouvindo o grupo por influência dos meus primos mais velhos, que se empolgaram com a gravação do DVD histórico em Ouro Preto, no ano de 2001. Por muito tempo essa apresentação foi assunto em nossos encontros de família e, até hoje, meus primos me provocam por não ter ido ao show, já que era muito novo na época.

São dois discos, totalizando 33 faixas. É um projeto bastante extenso. O que você acredita que destaca esse projeto no meio de tanta música disponível para audição hoje em dia? Teremos um disco com 17 e outro com 16 faixas. É um álbum que homenageia um dos principais nomes da nossa música e envolve uma turma de artistas da nova geração de muita qualidade, acho que esse é o diferencial. É importante frisar que é um projeto sem fins lucrativos, que não será comercializado. Cada artista tá arcando com sua própria gravação.

Cultura Pop

R.E.M. recorda os 44 anos do primeiro contrato com uma gravadora

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R.E.M. recorda os 44 anos do primeiro contrato com uma gravadora

No dia 31 de maio de 1982, a gravadora I.R.S. enviava um press release avisando que havia assinado com o R.E.M., “uma banda de Athens, Georgia, aclamada pela crítica”. E já anunciava que no dia 26 de agosto sairia o EP Chronic town, com as faixas 1,000,000, Stumble, Wolves, lower, Gardening at night e Carnival of sorts (Boxcars). A foto de imprensa, em preto e branco, trazia Peter Buck (guitarra), Mike Mills (baixo), Bill Berry (bateria) e Michael Stipe (vocais) com visual pós-adolescente.

“O EP vai ser seguido por um álbum no ano que vem. O R.E.M. planeja fazer uma turnê pelo Oeste do país durante o verão, seguida pelos estados da Costa Leste e do Canadá durante o Outono”, avisava a gravadora, oferecendo também o contato da empresária Betsy Alexander, primeira pessoa a cuidar profissionalmente do grupo, ajudando em contatos, logística e gestão. O release só errava na ordem das músicas do EP, que possivelmente ainda não estava decidida (Chronic town também saiu dividido em duas partes, com lado A nomeado Chronic town e lado B com nome Poster torn)

O contrato era de longo prazo e previa cinco discos – ou seja, tudo que saiu do grupo até Life’s rich pageant, o quarto álbum, de 1986. Depois disso, o grupo renegociou e lançou o quinto disco, Document, de 1987 – mas acabou migrando para a Warner e terminando o contrato com a coletânea Eponymous (1988).

A I.R.S. tinha sido criada em 1979 por Miles Copeland III, irmão de Stewart Copeland, baterista do The Police. O selo vinha da cena punk/new wave britânica e funcionava como uma espécie de ponte entre o underground e uma estrutura profissional de distribuição via A&M (a gravadora do Police, por acaso).

Na época em que o R.E.M. assinou, a I.R.S. já tinha grupos como Wall of Voodoo, Oingo Boingo, The Go-Go’s e The English Beat. Era um selo muito ligado a college radio, pós-punk, new wave e à ideia de independência artística. Depois, virou praticamente sinônimo do rock universitário americano dos anos 1980 por causa do próprio R.E.M.

A entrada da banda na gravadora aconteceu muito por conexões da cena. O empresário/agente Ian Copeland, irmão de Miles e Stewart, já acompanhava o grupo desde os primeiros shows em Athens. O baterista Bill Berry tinha trabalhado para Ian em Macon como roadie e serviços-gerais, e mantinha contato com ele. Isso ajudou o R.E.M. a conseguir shows de abertura para bandas maiores, como The Police e Gang of Four, até chamar atenção da I.R.S.

E olha o post comemorativo do R.E.M. aí.

 

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Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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