Cultura Pop
Rock Is Dead: uma hora de improviso (!) dos Doors

Em 26 de julho de 1969, os fãs de Jim Morrison e dos Doors ouviram falar do nascimento de uma nova canção da banda, quando leram a entrevista do vocalista do grupo para a Rolling Stone, dada justamente a Jerry Hopkins, o jornalista que coescreveria a biografia do cantor, Daqui ninguém sai vivo.
A elaboração de Rock is dead, a tal música, era anunciada por Jim na entrevista dessa forma: “Estávamos quebrando a cabeça tentando pensar na música. Estávamos no estúdio e então começamos a tocar todas essas músicas antigas. Viagens de blues. Clássicos do rock. Finalmente começamos a tocar e tocamos por cerca de uma hora, e passamos por toda a história do rock – começando com o blues, passando pelo rock and roll, surf music, música latina, tudo isso. Eu chamo o que saiu de Rock is dead. Duvido que alguém vá ouvir isso”, contou o cantor, deixando claro que não havia intenção, naquele momento, de lançar a faixa.
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O lance do “o rock está morto”, por sinal, já era uma frase que volta e meia aparecia em entrevistas de Morrison, que naquela mesma entrevista dizia que a energia inicial do rock havia acabado.
“Eu acho que para qualquer geração se afirmar como uma entidade humana consciente, ela tem que romper com o passado. Daí obviamente as crianças que virão a seguir não terão muito em comum com o que sentimos. Eles vão criar seu próprio som, único”, disse o cantor dos Doors.
“O rock and roll provavelmente poderia ser explicado por… Bom, foi depois que a Guerra da Coréia acabou, e houve um expurgo psíquico. Parecia haver necessidade de uma explosão subterrânea, como uma erupção. Então, talvez depois que a Guerra do Vietnã acabar – provavelmente levará alguns anos, talvez, é difícil dizer… É possível que as mortes terminem em alguns anos e haverá novamente a necessidade de uma força vital para se expressar, para se afirmar”, completou.
>>> Temos uma edição do nosso podcast, o POP FANTASMA DOCUMENTO, sobre a vez em que Val Kilmer interpretou Jim Morrison no cinema
E daí que Rock is dead acabou não lançada mesmo e virou uma lenda bem louca na história dos Doors. A música foi gravada no dia 25 de janeiro de 1969 e surgiu de uma jam bêbada do grupo, em que disparavam trechos de clássicos de vários estilos como um espécie de homenagem ao rock. Os fãs radicais do grupo só foram conseguir escutar a faixa em 1982, quando uma gravadora especializada em discos fora-da-lei e em The Doors, a Tangie Town Records, fez o álbum Rock is dead. O lado A tinha a música-título, no esplendor dos seus 16 minutos, e o lado B tinha vários trechos de spoken word ditos pelo vocalista.
Muito tempo depois, tanto Rock is dead quanto vários dos textos lidos por Jim foram parar no The Doors: Box set, lançado pela Elektra em 1997. Mas em 2019, a Elektra lançou uma versão expandida do disco The soft parade (1969) e só aí os fãs da banda conseguiram ouvir a música na sua versão integral. Que durava uma hora (!!!). Tá com tempo livre?
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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