Cultura Pop
Em live, Rita Lee revela que compor com Roberto de Carvalho era “uma putaria social”

Uma semana muito agitada nas lives para quem curte MPB e rock brasileiro. Nesta sexta (08) rolou um encontro entre Gilberto Gil e Erasmo Carlos no Instagram da União Brasileira de Compositores (que ainda pode ser assistido por 24 horas na rede social). Já na quinta (07), Rita Lee bateu um papo com o jornalista Guilherme Samora em seu instagram, numa live que ainda teve mais participações.
Gil e Erasmo fizeram a live pela campanha Juntos pela Música, que tenta arrecadar fundos para artistas afetados pela crise do coronavírus. Os dois artistas se entrevistaram e contaram histórias sobre suas carreiras. E recordaram curiosidades. Erasmo cantou Mané João, música do disco Sonhos e memórias (1972), que regravou em 1980 ao lado do próprio Gil no disco Erasmo Carlos convida. Lembrou que a música foi classificada como “samba-rock”, mas que estava se inspirando em sons nordestinos e em músicas que contavam histórias de morte, como a própria Domingo no parque, de Gil, além de A mulher do Aníbal, de Jackson do Pandeiro.
No fim do papo, Erasmo aproveitou para esclarecer um dúvida com Gil: por que é que Raul Seixas, também baiano, nunca foi visto como um tropicalista? E Gil respondeu.
“Nós estávamos falando há pouco desse fato de que nós artistas dessa geração representávamos uma variedade de sentidos e visões. Acho que quando a gente se dedicou ao Tropicalismo – eu, Caetano, Torquato Neto, Capinan, além de muitos artistas que se associaram imediatamente ao nosso trabalho, como Nara Leão, Jorge Ben um pouco… Mas não houve tempo para que a gente recrutasse a turma toda. Não houve nem tempo, porque o Tropicalismo foi muito efêmero, muito passageiro. Depois a gente teve que acabar com a festa, acabaram com a nossa festa e a gente foi embora”, afirmou Gilberto Gil. “Raul não foi nem contemporâneo desse trabalho. Ele chegou um pouco depois. Sei do apreço que ele tinha pelo Tropicalismo, ele herdou muita coisa do espírito tropicalista. Não tivemos tempo de chamar todo mundo para a festa de arromba do tropicalismo, mas todo mundo estava no espírito da festa”
Erasmo respondeu que também estava no espírito do tropicalismo e aproveitou para contar uma história: a de quando encontrou Gil pela primeira vez num bar em São Paulo. “Você era gordo, usava um bigode, uma barbicha… Lembro que a gente se encontrou no meio do salão e falei: ‘Nós da jovem guarda gostamos muito de vocês, não temos nada contra…’ Como se eu mandasse alguma coisa, olha minha pretensão!”, contou, rindo. “Até hoje rio quando lembro do ridículo de falar essas coisas”
Já Rita Lee apareceu com Roberto de Carvalho, quase de surpresa, numa live organizada em seu instagram na quinta (07). Da live participaram o jornalista Guilherme Samora, Ronnie Von, Rita Cadillac, Mel Lisboa (que viveu a cantora no teatro por três anos), Pedro Bial. A ideia da live era comemorar 40 anos do disco Rita Lee (1980), do hit Lança perfume. O casal cantou Nem luxo, nem lixo ao vivo, e Rita ainda levou o apito que tocou na gravação de Lança perfume. Revelou que nunca mais tinha escutado o disco e não se lembrava nem dos nomes das músicas.
A live de Rita, por sinal, já está no YouTube.
“A última vez que ouvi foi quando mixei o disco. Quando acabo um disco eu nem ouço mais”, conta. Roberto contou que gosta muito de Lança perfume, Nem luxo, nem lixo e Caso sério, e lembrou que o material do disco foi composto num ambiente muito musical, que era a casa da dupla.
“Tinha um piano na sala, um quarto meu, um quarto da Rita, tudo cheio de instrumento. A gente ficava o dia inteiro tocando coisas que eram de piano, e depois passávamos para violão e guitarra. A gente tocava junto. Era uma coisa orgânica e efervescente”. Baila comigo nasceu de um sonho de Rita, que estava grávida do filho João. “Sonhei com letra e música. Fiz em cinco minutos, botei o violão em cima do barrigão e fiz”.
Roberto recordou um pouco do processo de gravação do disco, lembrando que compunham, faziam uma demo, gravavam no Rio com “uma turma maravilhosa, Robson Jorge (guitarra), Picolé (bateria), que já tinham uma liga”, contou. “Já ficávamos com a espinha dorsal da música pronta, tudo estruturado e a gente ia junto. Ficava passando, repassando até dar liga, às vezes gravava duas em um dia. Foi um disco rápido, não foi demorado”. Rita também revelou que tem a roupa que usou na capa do disco (que foi comprada em Nova York) até hoje, sem nenhum furo.
No final, Samora perguntou a Rita e Roberto como era quando eles compunham juntos e dividiam o amor do casal com todo mundo, “porque todo mundo ia para a cama com vocês”. “Ah, era uma putaria social”, brincou Rita.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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