Cultura Pop
Quando Zé Vasconcelos quase foi o nosso Walt Disney

O acreano Zé Vasconcelos deu o pontapé inicial da chamada stand up comedy no Brasil. Foi o primeiro humorista a encarar teatros lotados de cara limpa, sem personagem, sozinho, para interpretar textos e piadas escritas e roteirizadas previamente. Nos anos 1960, fez turnês pela América Latina (com espetáculo de 2 horas em espanhol) e se apresentou em Paris (duas horas em francês) – e ainda recusou um convite para fazer o famoso Olympia porque o produtor queria lhe dar “apenas” 15 minutos.
Nesse vídeo, num especial do Programa do Jô em que Zé Vasconcelos divide a bancada com Paulo Silvino e Chico Anysio, o humorista conta a história de Paris em 10m26:
Em 1966, Vasconcelos, empolgado com seu sucesso e “querendo fazer o bem para o Brasil”, segundo suas palavras à época, começa a construir a Vasconcelândia, um parque temático de um milhão de metros quadrados em Guarulhos, na Grande São Paulo. “A Vasconcelândia teria hotel, restaurante, lagos e ilhas artificiais, brinquedos e
representações das cidades brasileiras. Um trenzinho iria levar o visitante a cada cenário”, conta a Folha de S. Paulo em matéria de 1997.
Vasconcelos não recebeu nenhum tipo de apoio governamental. Capitalizado com seu sucesso no exterior, bancou o início das obras e até o asfaltamento da estrada que dava acesso à entrada principal do parque. Mas devido à falta de estrutura, a ideia foi minguando, minguando, até virar um parque médio, que funcionou por poucos anos. A Vasconcelândia quase levou o humorista à falência – e ele só desistiu da ideia depois da
insistência da família.
Antes da Vasconcelândia e do pioneirismo no stand up comedy, Vasconcelos também interpretou a primeira versão do Bozo no Brasil em 1954 e lançou o disco Canções sobre boas maneiras.
Seu stand up virou disco em 1960. Eu sou o espetáculo é a reprodução do que ele apresentava pelo Brasil e vendeu mais de 100 mil cópias:
De uns quatro, cinco anos pra cá, tem surgido uma ótima geração de comediantes stand up no Brasil. Aprenderam com os erros dos comediantes da década passada e, diferente do discurso chato de que “ai, hoje não pode mais falar nada”, desafiam, e bem, os limites.
Separei 10 numa playlist:
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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