Cultura Pop
Quando Tropicaliente ganhou uma eleição na Rússia (????)

A novela da Rede Globo Tropicaliente (1994) tornou-se ilustre por causa de algumas coisas. Pra começar, era uma trama “caribenha” ambientada nas praias do Ceará, e que foi até bastante criticada por esconder a miséria que o estado vivia na época. A novela aproveitou bastante a estrutura dada pelo governo cearense. Que aliás mobilizou transportes e o setor hoteleiro para dar uma forcinha para a Globo na produção – e em troca, garantir mais turismo na região.
A ideia de uma trama “latina” foi levada a sério a ponto de a trilha internacional trazer só hits hispânicos, alguns deles bem da antiga. Tinha de Juan Luis Guerra e Jose Luis Perales (este, relendo Porque te vas, o eterno tema do filme Cria cuervos, de Carlos Saura), a Santana (Oye como va) e Mercedes Sosa. Passando por Linda Ronstadt e Nat King Cole soltando a voz em espanhol.
Foi uma iniciativa que possivelmente passou batida para muita gente, mas que, na época, com certeza, foi responsável por arrumar compradores para os primeiros “pacotes latinos” que as gravadoras lançaram na era do CD. Poucos anos depois disso, nomes como Shakira invadiram as rádios brasileiras e rolou uma onda de interesse até pela música italiana (via Renato Russo e Laura Pausini).
NA RÚSSIA
O definitivo site Teledramaturgia explica que Tropicaliente, trama de Walther Negrão que por muito pouco não se chamou Summertime, fez um sucessão em países frios. “O Ceará passou a ser um dos destinos mais procurados por russos e escandinavos depois que a novela foi exibida na Europa”, diz o site. Aliás, no caso da Rússia, ela fez mais do que apenas sucesso: ajudou a decidir uma eleição. Por causa disso, o site Mental Floss não teve dúvidas: tascou Tropicaliente na lista de 25 programas de TV mais influentes do mundo (!!).
É muita informação para o seu coraçãozinho, mas o blog Blogaritmox ajuda a dar uma resumida na história. Tropicaliente estava passando na Rússia em 1996 com o nome de Tropikanka (“mulher tropical”) e, até o momento, era o programa de maior sucesso no país, atraindo 25 milhões de telespectadores para a rede estatal ORT.
CAMARADA BORIS
Só que em julho de 1996, o presidente e candidato à reeleição Boris Yeltsin dava voltinhas na sala, preocupado que estava com a proximidade da eleição, que aconteceria num dia de clima tão agradável quanto o das cenas de Tropikanka. Ele morria de medo que seus eleitores fugissem para suas dachas (chalés) para pegar um sol e não votassem a tempo de votar. Sendo que, só para dar um contorno mais dramático à história, o voto é facultativo no país.
A solução foi apelar para a novela: Yeltsin ordenou que a ORT exibisse o fim da trama (o fim!!) como um episódio triplo especial no dia da eleição entre 8h e 11h. O pior foi que deu certo: como não havia YouTube (jura?) poucos viajaram, porque não queriam correr o risco de perder a novela. Isso porque boa parte das dachas não tinha TV. Para Yeltsin, final feliz: o presidente ganhou a eleição.
O site Teledramaturgia diz que a história de Tropicaliente na Rússia rendeu tanto que depois compraram Mulheres de areia, e batizaram por lá a novela como Sekret tropikanki (“o segredo de uma mulher tropical”) ou Tropikanka 2, ainda que as duas novelas não tivessem nada a ver uma com a outra. E vale citar que a tal lista do Mental Floss ainda tinha outro programa que já apareceu aqui no POP FANTASMA: a versão de Big Bang Theory na Bielorrússia.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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